Entrevista a Miguel Ros Rio dos The Codfish Band

São quatro os membros que compõe The Codfish Band e que recorrem ao rock como elo de ligação do grupo. Natural de Cascais, a banda lançou, recentemente, o single ‘Kings and Queens’ feat. Elsa Frias numa abordagem à política, paixão e amizade.

 

Como se conheceram e decidiram formar banda?

“Já nos conhecíamos há cerca de 20 anos. O percurso dos ‘The Codfish Band’ inicia-se em finais de 2013, em Cascais, durante um jantar que era apenas, pensávamos nós, para rever pessoas que não se viam há duas décadas ou mais.

E assim nasceu uma das ‘mais promissoras’ bandas de rock em Portugal.

‘The Codfish Band’ é formada por Luigi Miguel, na voz e guitarra, Miguel Ros Rio na guitarra, Nuno Escabelado, no baixo, e Pedro Kystos, na bateria.

É assim que quatro músicos dotados de uma técnica nada perfeita, vastos conhecimentos de muita coisa, mas pouco de música, decidiram alterar o rumo ‘normal’ de uma banda’.

Porquê a aposta no rock?

“Tendo os quatro músicos gostos musicais muito distintos o rock é comum. É tipo cola, é o rock que mantêm a banda unida”.

Que artistas vos influenciam?

Ac/Dc, Buckcherry, U2, The Cult, Queens of the stone age, Alice in Chains, Soundgarden, Jeff Buckley, the killers, joy division, Jimi Hendrix, Herbie Hancock, Dave Mattews band, Radiohead, Stone Temple Pilots, Beatles, Faith No, Pantera, The Cult, Xutos, GNR, Rival Sons, Airbourne, Seasick Steve, entre outros”

Acha que o rock é um estilo musical devidamente valorizado em Cascais?

“As outras localidades que me perdoem, mas Cascais é, provavelmente, a localidade nacional, onde mais se valoriza o rock, o hard rock ou, como prefiro chamar, o classic rock.

É em Cascais que existe a única e mais antiga discoteca Portuguesa, onde só passa rock. Estou a falar da catedral do rock 2001.

E para quem tem memória, antes de Restelo ou estádios, as grandes bandas de rock, e não só, atuavam em Cascais, não em Lisboa, no já desaparecido Dramático de Cascais”.

Onde atuaram pela primeira vez? Como descrevem a experiência?

“Onde poderia ser se não em Cascais na fantástica casa ‘Stairway’ e foi fantástico, casa cheia, os amigos todos a apoiar, foi fantástico”.

A que se deveu a escolha do nome da banda?

“O nome caracteriza-se pela fusão de um símbolo da gastronomia portuguesa, com o clássico aperto de mão. É um cumprimento muito português já fora de uso, ‘toma lá um bacalhau’. Entre músicos, as guitarras são bacalhaus e ‘bacalhau’, além do dito peixe, dá para muita coisa…

Tivemos foi a preocupação de escolher um nome, que sendo em inglês, tivesse ligações com Portugal”.

Lançaram o álbum de estreia ‘DevilsTongue’ sem terem atuado. A que se deveu essa decisão?

“Simples, o álbum Devils Tongue é que nos obrigou a atuar porque a ideia inicial era única e exclusivamente lançar um álbum e ponto final.

O que pretendem transmitir com o vosso primeiro álbum?

“Basicamente, não pretendemos transmitir nada em concreto, só queríamos que as pessoas ouvissem e gostassem”.

Como foi a reação do público face ao ‘DevilsTongue’?

“A reação surpreendeu-nos, foi muito boa. Primeiro lugar no top da SuperFM, um constante destaque na 105.4Fm, muitas entrevistas e destaques nas mais variadas rádios e o feedback foi sempre muito positivo”.

Recentemente, apresentaram o novo single ‘Kings and Queens’ feat. Elsa Frias. Como foi trabalhar com a artista?

“Foi maravilhoso. É uma grande voz que merece uma outra exposição, mas vai lá chegar breve, breve”.

Quantos temas irá integrar o novo álbum e que temas irão abordar?

“Ainda não está fechado, mas será entre dez e 12 temas, onde abordamos, como no anterior, política, sexo, paixão, amizade, o dia a dia e o amor ao próximo”.

Qual o vosso próximo passo?

“Acabar este álbum e depois fazermo-nos á estrada em 2019”.