O jovem escritor e empresário açoriano Rúben Pacheco Correia tem vindo a ser constantemente ameaçado, sobretudo, ao longo do dia de hoje, por telefonemas e mensagens nas redes sociais.

Em causa está um artigo de opinião que o jovem publicou, ontem, na sua página do Facebook acerca das eleições à presidência do PSD Açores, cuja votação ocorrerá no próximo dia 29 de setembro.

‘PSD/AÇORES: CHAMEM O 112!’ assim se intitula o artigo de Rúben que tem sido alvo de incitações de ódio, sobretudo por militantes do partido. Na sua publicação, o jovem aponta o que considera ser algumas das fragilidades do PSD/A, traçando um perfil dos candidatos à liderança da mesma e, consequentemente, revela o seu favoritismo para com Pedro Nascimento Cabral, apesar de também apontar algumas dificuldades deste candidato.

“Tenho recebido, frequentemente, chamadas em anónimo de pessoas que se intitulam militantes do partido a ameaçar-me fisicamente, a dizer, entre muitas coisas, que me vão perseguir”, revelou Rúben em declarações à MegaJovem.

A par das chamadas em anónimo, o jovem confessou que, pelo menos, um dos militantes que o ameaçou revelou a sua identidade e não ocultou o seu número. “A justiça vai tomar conta do processo. Já apresentei queixa contra essa pessoa que se identificou e me ameaçou”, afirmou, garantindo que a chamada foi colocada em alta voz na presença de outras pessoas.

Na sequência de todas as ameaças, o jovem decidiu afastar-se dos social democratas.

“A partir de hoje deixam de contar com mais uma voz dissonante dentro da estrutura. Como está escrito no nosso brasão: ‘antes morrer livres que em paz sujeitos’. Torno pública a minha morte para o partido. Jamais regressarei ao PSD”, adiantou.

Rúben Pacheco Correia concluiu que toda a situação revela o estado de decadência em que o PSD se encontra nos Açores e no país. “É com base em todas essas ameaças e perseguição, que põem em causa a liberdade de expressão, que eu saio do partido”, concluiu.