Os Patinho Feio formaram banda em 2013 e, recentemente, lançaram o álbum ‘A Verdade Que Convém’, cujo o single de apresentação se intitula ‘Indagando’.

 

O que os levou a formar banda em 2013?

“A necessidade de fazer música”.

A que se deveu a escolha do nome ‘Patinho Feio’?

“A escolha do nome teve como ponto de partida o imaginário proporcionado pelo conto de Hans Christian Anderson”.

Porquê a dedicação ao rock?

“O rock faz e sempre fez parte das nossas vidas, portanto, não foi uma opção, foi algo que aconteceu de forma espontânea”.

Pela vossa experiência, acham que o rock é um estilo devidamente valorizado em Portugal?

“Sim e não. Os cartazes dos vários festivais de verão e não só são a prova de que o rock é valorizado.

O mercado português é muito pequeno. Poderia ser muito melhor, dar ouvidos a mais gente pois existem projetos fabulosos em Portugal que não têm qualquer visibilidade, passam completamente despercebidos.

É muito difícil fazermo-nos ouvir. Em suma, tem que se gostar muito de rock para continuar a fazê-lo em Portugal.

 Onde atuaram pela primeira vez? Como decorreu a experiência?

“Foi num bar em Ílhavo, correu muito bem. Esse é o sítio onde tocámos mais vezes, mas sempre com uma infeliz coincidência.

A noite em que tocamos é uma das melhores noites da casa, mas passado pouco tempo fecha ou muda de gerência, já lá fomos com cinco ou seis gerências diferentes”.

Qual a vossa atuação preferida? Porquê?

“A nossa atuação preferida foi no ano passado, na casa da cultura de Ílhavo. O concerto foi no sub-palco e estava cheio. A exiguidade do espaço proporcionou o ambiente ideal para que acontecesse magia. Foi muito bom!”.

Cantar em português foi uma escolha ou algo que surgiu espontaneamente?

“Cantar noutra língua que não o português foi uma possibilidade que nunca se colocou”.

Quais são as vossas influências musicais?

“As nossas influências vão da música erudita ao punk/hardcore. No entanto, somos influenciados por tudo o que ouvimos, voluntária ou involuntariamente, como toda a gente”.

Qual tem sido a reação do público face ao vosso trabalho?

“As primeiras impressões têm sido bastante positivas, mas ainda é muito cedo para fazer essa reflexão”.

De momento estão a desenvolver algum projeto?

“O próximo projeto é o disco seguinte. Já há algum material, mas para já estamos apenas focados no ‘A Verdade que Convém’ e queremos que chegue ao maior número de ouvidos possível”.

 Quais são as vossas expectativas futuras a nível musical?

“Não temos grandes expectativas, temos plena consciência da dimensão do nosso mercado e da minúscula fatia em que podemos trilhar caminho. Mas ‘o caminho faz-se caminhando’ e é o que estamos a fazer”.

 

https://www.youtube.com/watch?v=156EIJolLJc&feature=youtu.be