É natural da ilha de São Miguel, mais propriamente da freguesia de Furnas. Romeu Bairos começou por adquirir uma ligação à música por influência da avó materna e da mãe.

“A minha avó e a minha mãe sempre foram ligadas ao fado, ao folclore e à música popular portuguesa em geral e eu sempre cantei com elas em casa. O gosto pelo Jazz começou devido a uma coleção de cd’s da Readers Digest”, garantiu Romeu Bairos à MegaJovem.

A sua primeira atuação remonta ao ano de 1998, na Gala Caravela D’Ouro, que ocorreu no concelho da Povoação. “A música era a sinfonia dos animais e fiquei em primeiro lugar com o meu irmão”, relembrou o jovem.

Com seis anos, ingressou no Conservatório Regional de Ponta Delgada, onde se manteve até aos 17 anos, facto acerca do qual reforçou que “a formação é importante em qualquer área”.

Incapaz de quantificar as inúmeras atuações realizadas, o músico descreveu a sensação de estar em palco como “estar em casa”. Por vezes, as suas atuações a solo têm por base originais, como ‘Terreiro do espaço’, ‘Quantas asas tem os ventos do teu nome’, ‘Meu amigo anda sozinho’ e ‘Zé’.

Na qualidade de vocalista integra, desde 2013, a banda ‘BLIF à regional’ que é composta por Tiago Franco, na guitarra, João Freitas, na bateria, e pelo ‘Terrível’ no baixo. Na altura, “os outros membros tinham a banda ‘Rock n’covers’, procuravam outro vocalista e abordaram-me no Facebook”, explicou. Ultimamente, confessou o jovem, a banda tem atuado com menos frequência porque “a malta tem outros projetos”.

Dois anos depois, já em 2015, o jovem participou no programa ‘The Voice Portugal’, experiência da qual gostou e que lhe transmitiu um maior conhecimento acerca do funcionamento da programação televisiva.

Atualmente, é músico a tempo inteiro, o que, a seu ver, “é tão difícil como outro trabalho qualquer”. Os Açores, segundo Romeu Bairos, não são propícios à afirmação de músicos, razão pela qual deixou a ilha, há quatro anos, na busca de oportunidades em Lisboa. “Há mais concertos e mais pessoas para poder iniciar projetos. A experiência tem sido boa até agora”, adiantou, referindo-se a Lisboa.

Está para breve o lançamento do seu primeiro EP/mini-disco que foi gravado recentemente. Os pormenores serão revelados futuramente, mas considerou que “adora estar em estúdio”, sendo que as suas expectativas futuras são “fazer sempre música, gravá-la, editá-la e tocar pelo mundo inteiro”.