A eurodeputada Sofia Ribeiro defendeu uma ação conjunta entre diversas entidades para analisar os problemas dos jovens NEET, isto é, aqueles que não estudam, não trabalham nem recebem formação.

Sofia Ribeiro falava no âmbito da iniciativa ‘Jovens NEET nas Zonas Rurais’ que organizou no Parlamento Europeu, em Bruxelas.

A conferência teve por objetivo perceber as vulnerabilidades que os jovens das zonas rurais estão a enfrentar na transição entre os estudos e o mercado de trabalho.

“Todos sabemos que os jovens estão ainda a sofrer com os efeitos da crise financeira e económica, e os jovens das zonas rurais, das zonas de montanha e das Regiões Ultraperiféricas, como os Açores, representam um desafio extra para a União Europeia”, afirmou Sofia Ribeiro.

De referir que, em 2017, um em cada cinco jovens da União Europeia foram considerados NEET, representando cerca de 15,8 milhões de jovens. Os mesmos dados revelam que a parcela de jovens NEET na União Europeia era mais baixa nas cidades, por volta dos 6%, enquanto nas zonas rurais rondava os 15%.

Os desafios que os jovens enfrentam, na ótica da eurodeputada, devem ser analisados de forma específica e personalizada. “Cada caso é um caso. Cada Região é uma Região e não podemos tratar estes problemas de uma forma padronizada”, destacou Sofia Ribeiro, defendendo a criação de “canais de comunicação que evidenciem a importância das novas tecnologias em contexto de aprendizagem e de formação ao longo da vida”.

Segundo a eurodeputada, os jovens devem participar ativamente na criação destas soluções. “A sua iniciativa e as suas ideias inovadoras devem ser a chave para atualizar e renovar nestas questões”, realçou.

É, ainda, necessário, alertou Sofia Ribeiro, garantir apoios adequados para uma renovação geracional no setor agrícola. “Não significa que se tire uns para colocar outros. Significa que conseguimos trazer novas práticas, novos conhecimentos e melhores formas para se produzir de forma sustentável”, salientou.

No final da sua intervenção, a eurodeputada fez referência a importância de existirem dados fidedignos que possam ajudar a delinear políticas e a criar soluções, “algo que ainda não existe nos Açores”.