Entrevista a Future Stranger

O artista Future Stranger tem um novo EP, um trabalho que envolve três temas, designadamente ‘Surrender’, ‘Velvet’ e ‘Soulsearching’. 

‘Younghearts’ é o teu novo EP que já está disponível em formato digital. A que se deveu a escolha do nome?

“Foi um processo engraçado porque tudo começou com a capa de um álbum que me inspirou e decidi materializar essa ideia. Antes sequer das músicas estarem em produção, estava a capa feita e o nome decidido, o que me ajudou a visualizar, por assim dizer, o EP”.

Como descreves o processo criativo deste novo trabalho?

“Foi um processo caótico por estar a ser bombardeado com ideias e ter de organizar tudo da forma que gostava mais e, ao mesmo tempo, estava a tentar produzir três temas que fossem distintos e interessantes. O grande ‘problema’ foi ter de fazer o trabalho todo sozinho. Tendo em conta que o conceito de tempo existe e é sempre limitado por vários fatores externos completamente fora do nosso controlo, torna as coisas complicadas. Dito isto, gostei imenso de trabalhar neste EP”.

Quanto tempo demorou a composição e produção do EP?

“Cerca de dois meses, on and off“.

 Que influências musicais contém este EP?

“Oiço os meus amigos a comparar o meu estilo a Depeche Mode, apesar de eu não ter a audácia de me comparar aos grandes.

Acho que tenho muito trabalho a fazer até chegar a esses níveis, mas por outro lado adoro as comparações. Existem meia dúzia de álbuns que me influenciaram imenso como o Random Access Memories dos Daft Punk (aí os Daft Punk!), alguns trabalhos dos Roosevelt, uma banda relativamente nova, mas com um estilo que gosto imenso.

Eu acabo por retirar pedaços daqui e de além e incorporo na minha música. Acho que ter um espectro diverso de preferências ajuda a expandir a mente do artista. A versatilidade é muito importante”.

Porquê a escolha de ‘Velvet’ para single de destaque?

“Achei que fosse um tema cheio de energia e calor, muito apropriado para um final de verão. Digo isto pois a letra reflete isso mesmo, um final de verão repleto de experiências, de corações jovens”.

Que mensagem pretendes transmitir nos três temas que compõem o EP?

“As mensagens são provavelmente o output do meu subconsciente, filtrado e articulado na forma de música. Acho que cada um acaba por interpretar o que ouve de forma a complementar o estado de espírito no momento ou baseado nas suas próprias experiências”.

O que distingue este teu recente trabalho dos restantes?

“Quis lançar um EP pois procurava desafiar-me a mim mesmo a nível criativo e técnico. Quis fazer coisas que nunca antes tinha feito, brincar com sabores e texturas que nunca antes tinha considerado”.

Como tem sido o feedback do público face a ‘Younghearts’?

“O feedback tem sido muito bom, muitos consideram o EP um grande passo em frente para mim e é bom ouvir isso pois foi esse mesmo o objetivo”.

 O que podemos esperar deste novo mini-disco?

“O calor do verão, corações jovens que amam perdidamente. Isto tudo com um filtro vintage em cima”.

 Quais são os teus próximos passos?

“Quero continuar a explorar coisas novas, procurar enriquecer a minha assinatura e tornar-me melhor naquilo que faço”.

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