É DJ e a maioria conhece-o por ‘Tójó’. Atuou, pela primeira vez, na Escola Secundária da Ribeira Grande e, desde aí, tem vindo a evoluir. Drum and Bass, Trap Music e Hip hop são os seus géneros musicais de eleição.

 

Porquê o apelido ‘Tójó’?

“Por mais incrível que pareça, Tójó foi apenas daquelas brincadeiras de adolescentes que se tornou viral.

Há quem me conheça por Tójó e nem saiba o meu primeiro nome. Entretanto, assim me fui apresentado, criei historias com esse nome e quis manter e criar mais memórias através dele enquanto DJ”.

Como é que surgiu o teu gosto pela música eletrónica?

“O gosto pela simples música já vem desde criança. Para qualquer sítio que ia, a música acompanhava-me, desde o leitor de cassetes, ao discman e aos mp3’s.

A curiosidade de como se criavam os sons que mais gostava de ouvir foi surgindo até vir a ambição de aprender, criar e mostrar do que era capaz”.

Onde atuaste pela primeira vez? Como foi essa experiência?

“Na Escola Secundária da Ribeira Grande. Foi a minha primeira atuação. Bastante pequena até, mas nunca me senti tão realizado. Finalmente estava a mostrar o que era capaz de fazer com a música e apenas uma mesa de mistura.

Foi a melhor adrenalina e melhores ‘nervos’ da minha vida. Hoje em dia, ainda é assim em cada atuação”.

Há alguma atuação que tenha sido especial para ti? Porquê?

“O Project X foi muito importante, praticamente lançou-me como artista e DJ que sou hoje. No entanto, através do Monte Verde Festival ganhei uma confiança em mim próprio e no meu trabalho que nunca tinha conseguido antes, projetando a minha carreira de uma forma muito mais vasta. Obrigado a ambos.

Não posso deixar de referir que todos os projetos/eventos anteriores e posteriores tiveram, de alguma forma, uma grande importância na minha vida como artista”.

De que forma evoluíste nessa área musical?

“Mente aberta é essencial. Não me posso cingir apenas ao que gosto, tento ouvir de tudo, de vários outros DJ’s e aprender, melhorar, criar através da variada cultura que a música nos fornece”.

Que artistas te influenciam?

“Essas influências têm vindo a mudar desde há alguns anos. Os meus géneros musicais também foram mudando e, com eles, fui tendo um olhar diferente sobre cada artista.

Mesmo assim, posso dizer que tenho DJ Craze e ESKEI83 como referências internacionais e Overule, DJ Ride, Strereossauro e muitos mais DJ’s nacionais, os quais admiro bastante e tenho-os como grandes referências, uma vez que acho importante realçarmos as nossas raízes”.

Quais os principais estilos musicais e porquê?

“Tenho como preferências o Drum and Bass, Trap Music e Hip hop em geral. Fui me identificando mais com esses géneros ao longo do tempo, criei um gosto enorme em trabalhá-los.

À medida que fui mostrando o meu trabalho, deparei-me com o facto de que não era o único que me identificava, o público tornou-se um companheiro em cada atuação.

Gosto sempre de acrescentar um pequeno improviso em cada atuação, algo mais fora da minha zona de conforto e mais divertido”.

O que é ser DJ e qual a sua importância?

“Não defino ser DJ como uma ocupação, é bem mais que isso. Posso afirmar que não dedico 100% da minha vida como artista porque ainda não apareceu a oportunidade ou a proposta certa”.

A teu ver, quais são as qualidades que um DJ deve possuir?

“Um DJ e qualquer outro artista que lida constantemente e diretamente com o público deve ser uma pessoa bastante recetiva, possuir uma vasta cultura musical, estar aberto a críticas, construtivas claro, manter uma boa imagem e postura. É essencial manter o profissionalismo, separar a vida pessoal da profissional é bastante importante”.

Achas que os DJ’s são devidamente valorizados na Região?

“Há DJ’s e DJ’s, pessoas e pessoas, artistas e artistas. Nesta questão não quero generalizar, prefiro apenas falar por mim.

Sou bastante valorizado no que diz respeito ao meu trabalho e agradeço a todos aqueles que dão valor a todo o esforço e dedicação que coloco em tudo o que faço e que apreciam o trabalho que apresento todas as vezes que atuo.

Agradeço as críticas que me tornam melhor a cada dia e, principalmente, todos os promotores que apostaram em mim, muitos deles, mais do que uma vez”.

Que dificuldades enfrenta um DJ?

“Acho que mais dificuldades do que as pessoas possam imaginar. Um cantor quando dá um concerto, as pessoas já sabem o que vão ouvir, já estão à espera de uma ou várias músicas.

No caso de um DJ é mais difícil ir ao acordo da expectativa do público. As atuações são mais variadas e, praticamente, nunca idênticas. Como já referi, é difícil agradar a todos.

No entanto, tenho como grande vantagem a grande aderência nos dias de hoje aos meus estilos musicais preferenciais”.

Qual o teu instrumento de trabalho mais a importante?

“O meu setup é constituído por dois giradiscos technics 1210, uma mesa de mistura DJM S9 da Pioneer e uma Maschine mikro mk2. Considero todos estes instrumentos igualmente importantes”.

Partilhas o teu trabalho em alguma plataforma?

“Facebook / TÓJÓ, Instagram @TOJODJ, Soundcloud TÓJÓ”.

Qual a tua próxima atuação?

“Para fechar o verão em grande, vou estar presente como sempre na Color Fun e, logo de seguida, no mesmo dia (22 de setembro) no Karma Privé”.