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‘NAMORADOS DA CIDADE’

Entrevista a Miguel Cruz, vocalista dos ‘NAMORADOS DA CIDADE’

Inicialmente, a banda ‘NAMORADOS DA CIDADE’ dedicou-se à recriação de temas portugueses das décadas de 60, 70 e 80. Pouco tempo depois, surgiram os originais. ‘Lá fora’ é o single de apresentação do primeiro álbum.

 

Quando se conheceram e optaram por formar uma banda?

Os NAMORADOS DA CIDADE surgem no início de 2015.  Aparecem para recriar temas do Festival da Canção da década de 60, 70 e 80, sempre com uma sonoridade mais rock.

Pouco tempo depois, aparecem as composições originais mantendo essa sonoridade já existente”.

 Onde atuaram pela primeira vez? Como descrevem a experiência?

“A primeira vez que atuámos foi no dia 25 de Abril de 2015, num Clube Recreativo na Charneca da Caparica, a convite de amigos da banda.

Serviu, sem sombra de dúvida, para criar o objetivo de em pouco espaço de tempo ter o projeto apresentável. Ainda nesse mesmo ano atuámos nas Festas de Alverca e na Feira da Luz em Carnide, por onde aliás já passámos novamente o ano passado”.

Porquê a aposta na recriação de temas portugueses das décadas de 60, 70 e 80?

“O projeto surge precisamente para recriar estes temas, com a intenção de não os deixar cair no esquecimento. Muitas destas canções são realmente muito bem escritas. Poemas e orquestrações únicas, que já pouco se vê a acontecer”.

 A 16 de fevereiro apresentaram o vosso primeiro álbum em formato digital. Como decorreu a experiência e qual tem sido a reação do público?

“Já tínhamos feito uma apresentação no Templários Bar que, aliás, nos acolhe desde o primeiro momento. É, sem dúvida, uma casa muito importante, não só porque acolheu o ‘nascimento’ da banda, como também por todas as condições que nos têm permitido tocar regularmente e dar a conhecer o projeto a muitas pessoas.

Também fizemos uma apresentação do álbum no LoungeD do Casino do Estoril, onde foi possível reunir em palco os convidados do disco”.

 Em que se inspiraram para a composição do álbum?

“Não temos propriamente uma única mensagem ou inspiração neste disco. Este CD tem uma série de temas que falam de amor, da vida quotidiana e de algumas memórias.

Além das letras escritas pelo João Soares e pelo Miguel, há mais um tema escrito pelo Diogo, dois pela Maria João Abreu e um poema muito bonito (Uivo do Feiticeiro) escrito por uma grande amiga nossa, a Gigi Manzarra”.

 O tema contém treze temas, três dos quais consistem em novas versões de rock de canções vencedoras de Festivais da Canção. Por que decidiram optar por novas versões?

“Simplesmente quisemos perpetuar estes temas, mas com a nossa sonoridade. Incluir estes três temas teve a intenção de não nos deixar esquecer que o nosso caminho começou desta forma, a dar novas sonoridades a temas tão bem conhecidos do público”.

A atriz Maria João Abreu assina dois dos temas e interpreta em dueto o tema ‘Caminho’. Como foi trabalhar com a atriz?

“A Maria João acompanha-nos desde o primeiro dia neste projeto. Foi uma das principais pessoas a lançar este desafio que, mais tarde, viria a resultar nesta colaboração também na escrita e até neste dueto, Caminho, que foi recentemente incluído na Banda Sonora da novela Vidas Opostas da SIC”.

 O álbum tem, ainda, a participação de Simone de Oliveira. Como descreve a experiência?

“O convite surge no momento em que decidimos que a Desfolhadda Portuguesa seria um dos temas a integrar no disco. A Simone prontamente aceitou o nosso convite e foi muito generosa, sendo que é para nós uma enorme honra poder ter a sua participação”.

Por que optaram por escolher o tema ‘Lá Fora’ como single de apresentação?

“O tema fala do quotidiano, o nosso quotidiano, de todos nós… Fala sobre amor, ‘desamor’, sobre memórias, saudades e tudo o que se passa à nossa volta, sem que isso afete a nossa forma de estar na vida.

É um tema transversal e com a sonoridade mais próxima daquela que caracteriza os NAMORADOS DA CIDADE”.

 Desde o lançamento, há algum tema que tenha adquirido destaque por parte do público?

“É curioso que o público se divide muito bem nas preferências que tem relativamente aos temas. Talvez os temas ‘Um dia’ e ‘Lá Fora’ sejam os mais consensuais nesta escolha… Mas é difícil…”.

 De momento estão a desenvolver algum projeto?

“Neste momento temos o tema Caminho como parte integrante da novela Vidas Opostas da SIC e estamos a preparar o videoclip desta canção.

Também continuamos a trabalhar em novos temas para um próximo disco que gostávamos que fosse em breve”.

 Qual a vossa próxima atuação?

“No próximo dia 15 de maio vamos apresentar o CD na íntegra num concerto na Sala 2 do Cinema São Jorge às 21h30.

No dia 25 de maio vamos estar no Templários Bar a partir da meia noite”.

 

 

 

 

The Norton’s Project

The Norton’s Project editaram o seu primeiro álbum em 2013 e regressaram com o EP ‘It´s Time’.

 

Entrevista a António Norton

Como é que se formou a banda de cinco membros?

“Esta formação é recente. Data de 2016. Não é a mesma formação do primeiro álbum de 2013 ‘Happiness, Love and Despair’. Após este primeiro álbum, quis procurar uma nova sonoridade, pelo que fui procurar outros músicos que dessem a energia, o Groove, a dinâmica e a vida a estas novas canções que começaram a ser rodadas em 2016.

Era claro que queria uma guitarra elétrica, ritmo que desse aquela energia do Funk aos temas e que pudesse rasgar nos solos. Para tal, convidei o João Diogo Roque para rodar as novas canções e gravar o EP.

Conheço o João desde os meus tempos de faculdade e foi o único músico da banda que também gravou o primeiro álbum. Tenho também um projeto com o João chamado António Norton Trio, onde tocamos covers de malta do Soul, do Blues, como Stevie Wonder, Ray Charles, BB king, Sting, etc. Portanto, a escolha do João foi óbvia para mim e, claramente a certa.

Também queria um saxofone e o Tiago Cordeiro era o nome perfeito. Tocamos juntos desde 2013. Também faz parte do meu trio.  Ele rodou o primeiro álbum juntamente comigo e com o João Diogo Roque e sempre gostei dos solos deles e dos apontamentos que davam aos temas.

Para o baixo convidei o João Delgado Nunes, que está comigo desde 2016, e houve logo sintonia. Começou logo a soar com o Groove dele e, portanto, gravou o EP e juntou-se à malta.

E, finalmente, a bateria ficou a cargo do Leonardo Miranda pela sua musicalidade e ritmo”.

 

Quando atuaram pela primeira vez e como foi a experiência?

“A primeira atuação foi em 2016, no jardim das Amoreiras para um festival de música em Lisboa chamado ‘Faz música lisboa’. Apresentámos os temas deste EP e tocámos algumas canções do primeiro álbum. Foi um sucesso. O pessoal que estava a assistir curtiu bastante. Gerou-se um bom ambiente com as pessoas a cantarem as canções e a vibrar com a sonoridade, os solos, o Groove e a energia”.

 

Em 2013, editaram o vosso primeiro álbum Happiness, Love and Despair. Como decorreu a experiência?

“Foi uma experiência agridoce porque o álbum foi editado com outra formação. Fomos para a estrada. Fizemos bastantes Fnacs e rodámos o álbum com algum entusiasmo por parte das pessoas que iam passando por lá e ficavam curiosas com o que ouviam. Além das Fnacs, tocámos no Festival das Cores em Santo André, no Teatro Malaposta, no Auditório da Biblioteca Orlando Ribeiro, na Pensão Amor, no Windsfurf Café, no Tokyo, entre outros sítios.

Enfim, fomos rodando o álbum, sobretudo por Lisboa, mas praticamente os singles não passaram na rádio. Não houve qualquer crítica em qualquer revista de música. Ainda fomos a uns programas na televisão e dei umas entrevistas na rádio, mas pouco. O resultado foi que o álbum não teve impacto, não furou, não chegou aos festivais e acabou por se perder.

Na minha opinião, o primeiro álbum tem temas fortes, mas acabou por cair no esquecimento e, por esse motivo, a experiência foi agridoce”.

 

Em que se inspiraram no desenvolvimento do primeiro álbum?

O primeiro álbum foi escrito em parceria com o músico e compositor António Neves da Silva. Como disse, a formação era outra. As canções são inspiradas na ideia de uma viagem em torno de algumas emoções. Justamente por esse motivo, o álbum chama-se Happiness, Love and Despair. Inspirei-me em fases da minha vida em que senti alegria e vontade de viver e de criar.

O primeiro álbum é dividido em três partes: Happiness, com as canções ‘Call me a liar’, que é o single. É um blues com um ambiente sedutor, de jogo, que expõe um pouco os papéis que temos no jogo da sedução.

O segundo single Stay for a while, que explora a ideia de quando estamos com a companhia certa e essa pessoa não está nem aí.

O My friend, que é um tema ‘à lá Kusturika’, sempre a ‘partir’ num ritmo frenético de ska. Uma espécie de bebedeira cigana com um funeral à mistura, que ainda pretende refletir sobre as pessoas que falam, falam e a vida passa-lhes ao lado.

A segunda parte do álbum explora um lado mais amoroso. O tal lado do ‘love’. É um registo mais de baladas, com dois temas: Slowly, que partilha a sensação quando começamos uma relação amorosa, como se estivéssemos a entrar numa valsa lenta e o My kind of woman, que é um retrato da minha mulher ideal.

Portanto a inspiração foi basicamente na minha vida e nas emoções que a vão colorindo”.

Das nove canções que compõem o álbum, há alguma que tenha adquirido destaque por parte do público?

“Eu diria o Call me a Liar, basicamente, porque é o single, porque fica no ouvido, porque tem um refrão forte, porque tem um videoclipe que ficou muito fixe. Outra canção forte é a My friend, a tal do delírio cigano que põe a malta toda aos pulos”.

 

Por que razão escolheram ‘Call me a Liar’ e ‘Stay for a While’ para singles do primeiro álbum?

“O Call me a Liar porque é um tema forte, bem gravado, bem construído, com um ótimo solo de Saxofone do Guto Lucena, um bom arranjo do António Neves da Silva, com um alto videoclipe feito pelo Papillon. Esses são os principais motivos. O Stay for a while porque também me pareceu um tema forte, que ficava no ouvido”.

 

Por que decidiram optar pelo Blues, Jazz, Reggae e Ska?

“Porque são estilos que eu adoro. O Blues vem mais de influências do meu pai e porque sempre dei por mim a vibrar com esta sonoridade.

O Jazz porque é a minha escola, a par da música clássica. Aprendi e aprendo Jazz durante vários anos e, naturalmente, tornou-se uma linguagem que queria usar. Eu não diria que é um álbum de Jazz, mas que tem as suas influências, o que é algo diferente.

O Reggae porque adoro esse estilo e cresci a ouvir e a cantar Bob Marley e o Ska porque aquele tema aciganado pedia essa energia que só o Ska tem”.

 

Que mensagem pretendem transmitir com a vossa música?

“Não existe propriamente uma única mensagem. Musicalmente gosto de explorar vários estilos de música e dar espaço para que os músicos possam solar à vontade.

Este EP tem uma mensagem de mudança, de começar algo novo, de seguir em frente, de acordar waking up, de dizer adeus goodbye my love, de dizer não I don´t want you porque It´s time.

A ideia é a de que chegou a hora de mudar e de acordar”.

Em 2018 deu-se uma viragem na vossa sonoridade com a aposta num registo mais Funk e Soul. Porquê?

“Passei a vida no Tokyo, que para mim é a catedral do Funk em Lisboa, fartei-me de ouvir essa sonoridade com altos músicos que por lá passam.

Digamos que o meu inconsciente foi-se povoando dessa energia e dessa sonoridade. Portanto, quando peguei em algumas das letras que tinha começou a sair este registo. Queria fazer uma cena mais Groove, com mais ritmo, mais festiva. Portanto, fiz por isso e juntei esta “crew” e agora estamos aí!”.

 

Este ano lançaram o EP ‘It’s Time’ que integra quatro temas. Como foi decorreu a experiência?

“A experiência em estúdio foi altamente. Não foram precisas muitas sessões de gravação, o ambiente foi ótimo.

Para este EP juntaram-se também as vozes da Filipa Coutinho e da Waya. Tive os teclados do Diogo Santos e um duo de sopros com o Rodrigo Lage e o Jorge Barroso. Todos estes músicos elevaram os temas e deram-lhes ainda mais força e carisma.

Ainda não tivemos o lançamento do EP, mas estou em crer que será uma festa”.

 

A que se deveu a escolha do nome do EP?

“Essencialmente, deveu-se à ideia de mudança. Acho que quero dizer It´s time, chegou a hora de mostrar a nossa música, a nossa sonoridade. O nome representa essa energia de mudança e também de mudança de estilo”.

 

De momento estão a desenvolver algum projeto?

“De momento estou a procurar agenciamento e a marcar concertos para começarmos aí a tocar em força. Tenho mais ideias e canções na calha, mas cada coisa tem o seu timing. ‘No rush’”.

“A nossa linha é a juventude!”

A Associação de Juventude da Ribeira Grande (AJRG) surgiu em janeiro de 2006. É uma Instituição Particular de Solidariedade Social que está ao serviço dos jovens daquele concelho. Jonas Carreiro é quem lidera a estrutura, cujos os projetos são desenvolvidos através da boa vontade e dedicação da direção e dos associados

 

Em que consiste AJRG e quais são os seus objetivos?

“A AJRG nasce com o propósito de promover iniciativas junto de famílias em situação de exclusão social – apoiar os jovens e as crianças em risco; intervir na educação e formação social e no apoio à empregabilidade de grupos sociais desfavorecidos; promover atividades intergeracionais e, ainda, projetos nas áreas do desporto, ambiente e cultura. Sendo uma associação de âmbito concelhio é, neste momento, objetivo dinamizar iniciativas de nascente a poente, promovendo uma participação ativa e responsável dos jovens ribeiragrandenses, valorizando-os tal e qual como são”.

 

De que forma se alcançam cada um dos objetivos da AJRG?

“Para 2018 definimos três pilares de atuação: a inclusão social juvenil, a prevenção, a sensibilização ambiental e a promoção da cultura. Com base nestes pilares foi elaborado o plano de atividades que engloba um conjunto de ações que visam a consciencialização e responsabilização de viver em sociedade. O contato direto e permanente com os jovens é fundamental. Procuramos ter uma postura informal, de proximidade e ir ao encontro daquilo que os jovens procuram”.

 

Qual o trabalho desenvolvido pela AJRG?

“Sem quadro de pessoal permanente ou efetivo na AJRG é muito complicado a realização de atividades de maior abrangência social. Tudo o que estamos a desenvolver é através da boa vontade e dedicação da direção e dos associados. Além disso, estamos a proceder a vários ajustes nos procedimentos internos que têm consumido imenso tempo à direção. E, ainda assim, neste momento estamos constantemente a promover, em parceria com outras instituições, porque só assim é que faz sentido, trilhos pedestres, encontros intergeracionais, participações em momentos comemorativos pelo concelho, entre muitas outras atividades”.

 

Qual a importância da AJRG?

“A AJRG, sendo uma Associação de Juventude inscrita na Rede Regional de Associações de Juventude da Direção Regional da Juventude e uma IPSS no Concelho mais jovem dos Açores, é óbvio que será uma mais-valia para a juventude da Ribeira Grande. O bom relacionamento institucional com várias instituições de Nascente a Poente e as fortes parcerias que estamos a firmar neste momento advinham ventos muito favoráveis para a instituição e, por consequente, para a sociedade juvenil. Em breve, seremos um pilar fundamental no crescimento dos jovens e das suas famílias”.

Quem integra e poderá integrar a AJRG?

“A AJRG é composta, felizmente, por associados de todas as idades e a média de idades dos atuais 100 ronda os 60% entre os 12 e 30 anos e os restantes 40% acima dos 30 anos e, curiosamente, 60% do total dos associados são do sexo feminino. Quanto a quem poderá ingressar na AJRG?! São todas as pessoas que se identifiquem com os princípios da AJRG e queiram contribuir ativamente para uma melhor promoção da cidadania e de uma juventude com bases sólidas e responsáveis”.

 

A AJRG conta com apoios financeiros públicos?

“Sim. A AJRG está inscrita na Rede Regional das Associações de Juventude da Direção Regional da Juventude que nos tem possibilitado a apresentação de diversas candidaturas anuais ao PIAJ (Plano de Incentivo ao Associativismo Juvenil) e a promoção de várias atividades ao logo do ano. Por outro lado, temos apoios pontuais mediante acordos previamente estabelecidos. Estas são as principais fontes de financiamento. No que confere aos tão badalados apoios às IPSS’s não estamos a usufruir pelo menos para já”.

 

Por que motivos optou por liderar a AJRG?

“Assumi o cargo por renúncia do antigo presidente. Desde há muitos anos que sou associado da AJRG e outros tantos em cargos nas sucessivas direções. A paixão que me move à causa pública começou em tenra idade. Sempre estive envolvido em vários grupos sociais na minha terra natal, a pacata freguesia de Lomba de São Pedro, a mais pequena e afastada da sede do concelho.

Quem vive em freguesias rurais, como a Lomba de São Pedro, sente dificuldades no acesso a inúmeros serviços e a revindicação e vontade de fazer mais pela nossa terra leva muitas vezes a participar em organizações que possam contribuir para o seu desenvolvimento.

A questão aqui foi que gostei tanto do ‘projeto AJRG’ que acabei por ir ficando e envolver-me, cada vez mais, ao ponto de pertencer a várias direções e assumir a direção num momento em que a organização mais precisava. No futuro pretendo apresentar um projeto e a minha candidatura à presidência da AJRG para continuar o trabalho que iniciamos há cerca de um ano. A AJRG precisa de estabilidade para conseguir desenvolver os seus projetos e focar-se nos jovens e nas suas especificidades”.

Qual a sua responsabilidade enquanto presidente da referida associação?

“Toda. De há um ano para cá, temos procedido a vários reajustes internos de grande importância, aos quais um presidente não pode descorar nem um minuto. Todos os membros da direção têm profissões exigentes e que ocupam muito do tempo de cada um de nós, mas com espírito de entreajuda temos conseguido levar este barco a bom porto. Foram alterações estatutárias, mudanças de pelouros e todas as implicações legais que acarreta para uma instituição, a continuação do plano já aprovado para 2017 e a preparação de 2018, o desenvolver das atividades e tudo isto realizado pelos membros da direção e vários associados porque, para já, a AJRG não possui quadro de pessoal”.

 

Como tem sido a experiência?

“’Quem corre por gosto não cansa’ é o espírito. Tem sido muito gratificante, tenho aprendido muito e reunido uma grande rede de contatos. A minha liderança ainda está no início e temos andado numa luta constante na aprendizagem de procedimentos, programas, atividades, reuniões… Uma vida muito preenchida, mas gratificante!”.

 

Desde que assumiu o cargo, que iniciativas desenvolveu? Qual a importância das mesmas?

“Estamos num processo de reorganização interna e, como é do conhecimento geral, estes processos são complexos e morosos e têm-nos consumido imenso tempo. São atividades invisíveis, mas de extrema importância. Quanto às atividades propriamente ditas foi a promoção e desenvolvimento das atividades que estavam contempladas no plano para 2017, foram trilhos pedestres, workshops, entre outros. As nossas atividades revestem-se sempre de uma importância base, a participação dos jovens e a a tradução das atividades em informações pedagógicas pertinentes à preservação, valorização e promoção do melhor de cada tema”.

 

Na sua opinião, há alguma iniciativa/projeto que se tenha destacado das restantes? Porquê?

“Em 2017, os projetos que me deram mais gozo preparar foram os trilhos pedestres, destacando a descida à Lagoa do Fogo com um grupo de entusiastas por natureza e natureza dos Açores”.

 

De momento está a desenvolver algum projeto?

“Muitos são os projetos que temos em mente… mas o que se destaca é, certamente, a procura constante de uma sede própria para a AJRG. Atualmente, a sede social é na sede da Junta de Freguesia da Ribeira Grande – Matriz o que, por vezes, torna difícil a conciliação das reuniões e atividades da AJRG com a agenda própria que existe. Na minha terra os mais velhos diziam o seguinte: ‘Quem casa quer casa’ e é precisamente isto que está acontecer à AJRG. Estamos num processo de mudança e a crescer a olhos vistos… precisamos do nosso próprio espaço!”.

 

Que iniciativas pretende vir a desenvolver?

“Como associação de juventude estamos a trabalhar na elaboração de vários projetos nesse sentido… a nossa linha é a juventude! A Juventude da Ribeira Grande precisa de uma instituição que olhe para ela tal e qual como ela é… jovem, irreverente, curiosa, cheia de vontade de aprender e conhecer coisas novas…  Para chegarmos até esta faixa etária temos de pensar como eles e é isso que estamos a fazer. Estilo de vida saudável, “turisticar”, reviver, responsabilizar e sensibilizar nas áreas do ambiente, cultura, desporto e cidadania são o foco”.

 

Quais as suas expectativas em relação ao futuro da AJRG?

A AJRG tem um logo caminho a percorrer enquanto instituição. Estamos a solidificar as bases e a notoriedade na sociedade ribeiragrandense. Somos e seremos uma associação do concelho e envolveremos jovens oriundos de todas as freguesias do Concelho. Dizer que o céu é o limite estaria a ironizar, mas estamos prontos para ajudar os jovens.

O ideal seria ter uma equipa de profissionais multidisciplinares para acompanhar os jovens e estes verem a AJRG como uma segunda casa… a CASA fixe! A CASA onde os jovens têm nome e não um número, onde são compreendidos e não obrigados a compreender, onde fazem o que gostam e não o que há para fazer! Pretendemos contribuir para que os jovens sejam responsáveis, focados e principalmente felizes e integrados…”

 

 

Comemoração do Dia Mundial da Árvore contou com mais de 600 alunos

Hoje mais de 600 alunos do 3º e 4º ano de escolaridade participaram em várias atividades lúdicas e pedagógicas na Reserva Florestal de Recreio no Pinhal da Paz, no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Árvore.

Técnicos e guardas florestais orientaram os jogos didáticos, cuja temática assentou na floresta, tendo sido criado para o efeito um circuito rotativo, com várias estações.

“Este é um dia para brincar, mas também para aprender junto da Natureza. Estes momentos simbólicos servem para se reforçar a mensagem da importância de bem cuidar das nossas árvores e da nossa floresta junto das novas gerações” – salientou Anabela Isidoro, diretora regional dos Recursos Florestais.

O Dia da Árvore nas restantes ilhas será assinalado com diversas iniciativas que irão englobar cerca de 2400 crianças em ações de sensibilização e atividades, com a plantação e oferta de mais 5600 árvores.

Anabela Isidoro estará presente em diversas atividades lúdicas sobre a temática que irão decorrer amanhã em Angra do Heroísmo.

Diretor regional da Juventude elogiou os jovens açorianos

Créditos de imagem: Direção Regional da Juventude.

No âmbito do Parlamento dos Jovens, realizado na Assembleia Legislativa regional, o diretor regional da Juventude elogiou o empenho dos jovens açorianos no que respeita à vida pública e à promoção da democracia.

Lúcio Rodrigues apelou os jovens a refletir sobre o tema “A Igualdade de Género”, mostrando convicção de que a geração atual irá pugnar por uma sociedade, onde diferença de género seja inexistente.

No que respeita à política, o diretor regional da Juventude frisou que se trata de uma realidade assumida, sobretudo, por homens, apesar de as mulheres estarem a assumir, cada vez mais, cargos de liderança na área em questão.

O Parlamento dos Jovens assume-se como uma iniciativa da Assembleia da República numa parceria entre a Assembleia Legislativa e o Governo Regional, por via das direções da Juventude e da Educação.

Este ano, a sessão regional do Parlamento dos Jovens integrou 143 alunos, oriundos de 37 escolas do ensino básico, secundário e profissional.

Parlamento dos Jovens arranca com debate sobre “Igualdade de Género. Um Debate para todos”

Créditos de imagem: Direção Regional da Juventude.

A sessão regional do Parlamento dos Jovens 2018, do ensino básico, iniciou-se hoje na sede da Assembleia Legislativa dos Açores, na ilha do Faial.

“Igualdade de Género. Um debate para todos” assume-se como a temática a debater, a qual pode ser acompanhada em direto em http://www.alra.pt/index.php/plenario-on-line durante os dias 5 e 6 de março.

“A minha mensagem para vós é que, enquanto jovens que pensam diferente e agem de uma forma muito própria, permitam que a palavra igualdade seja aplicada na sua plenitude, para que o vosso tempo seja aquele em que se concretize uma efetiva mudança de mentalidades no que à igualdade de género diz respeito” – salientou Ana Luís, Presidente da Assembleia Legislativa dos Açores.

Este programa é dirigido aos jovens dos 2º e 3º ciclos do ensino básico e secundário, terminando com a realização de duas sessões nacionais na Assembleia da República.