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AIESEC Açores

Entrevista a Diogo Pimentel

O jovem Diogo Pimentel é o presidente da AIESEC Açores, organização global que visa a paz e o desenvolvimento das potencialidades humanas.

 

Quais são os objetivos da AIESEC?

“A AIESEC é uma organização global liderada por jovens que se esforça para alcançar a paz e desenvolver as potencialidades humanas, ativando qualidades de liderança na juventude através da aprendizagem de experiências práticas em ambientes desafiadores.

Junto com organizações parceiras, a AIESEC facilita uma rede de intercâmbios interculturais sob a forma de experiências de voluntariado e estágios profissionais”.

 De que formam é que se alcançam os objetivos da organização?

Todas as nossas experiências de voluntariado têm como objetivo alcançar, pelo menos um, dos objetivos sustentáveis da ONU, que são objetivos que a ONU se propôs atingir até 2030 e que podem vir desde igualdade de género, até reduzir o impacto das alterações climáticas.

Por isso, só podemos esperar em 2030 se se conseguiu atingir esse objetivo. Depois, temos outro tipo de objetivo que é mais interno da organização, em que queremos ser acessíveis para todos e em todo o lado, sendo uma das razões pelo que se criou uma AIESEC nos Açores.

Pretendemos, ainda, crescer disruptivamente e, finalmente, tentar adaptar e desenvolver o nosso trabalho às necessidades atuais do mundo.

Qual a importância da AIESEC?

“A AIESEC é muito importante por duas vias.

A primeira por melhorar as soft skills dos jovens, tornando-os bons líderes do futuro. A segunda é que ao fazerem isso, estão a influenciar localidades de todo o mundo, melhorando a qualidade de vida de todas as pessoas, fazendo, assim, com que estas possam atingir as suas potencialidades”.

É jovem e já assume a presidência da AIESEC. Como está a decorrer a experiência?

“Comecei a fazer parte da AIESEC em novembro de 2016 Iniciei o meu mandato enquanto presidente a um de fevereiro de 2018.

A experiência está a correr bem, tendo em conta a realidade açoriana. No entanto, estamos quase a ultrapassar os resultados do ano anterior, por isso, considero que a primeira metade do meu mandato está a ser positiva”.

Que resultados são esses?

“Em termos de voluntários. Temos tantos quanto o ano passado”.

Quais são as suas responsabilidades enquanto presidente da organização?

“As minhas responsabilidades são gerir a equipa executiva e sou responsável por todo o Local Committee (LC) em geral.

Sou também responsável por garantir que o LC tenha um crescimento sustentável, desempenhando um bom papel de acordo com The AIESEC WAY, aplicando todos os Team Standards no Conselho Executivo para garantir desenvolvimento pessoal e profissional.

Também tenho responsabilidades relacionadas com a parte financeira e de legalidades”.

Enquanto líder, que iniciativas desenvolveu ou pretende vir a desenvolver?

“Enquanto, presidente da AIESEC in Azores tenho feito parcerias com a Associação Académica da Universidade dos Açores, com outras Organizações Não Governamentais e com a comunicação social.

Temos feito vários eventos na universidade, desde a apresentações em salas de aula a apresentação de ‘bancas’.

Concluindo, gostava de acabar o meu mandato com parcerias com as câmaras municipais pois considero que iam ser uma via passível de atrair pessoas interessadas”.

O voluntariado assume-se como um pilar importante. De que forma é que a organização se dedica ao mesmo?

“O voluntariado é muito importante pois promove o desenvolvimento social, onde as pessoas fazem algo em benefício do outro.

É tirar algumas horas do dia, semana ou mês para dar atenção e ajudar a quem precisa, sem receber nada em troca, a não ser gratidão. É a isso que AIESEC se dedica.

Todos os nossos programas têm a duração de seis semanas, onde se trabalha 25 horas por semana, sem que os voluntários recebam algo em troca, só mesmo agradecimento”.

Existem requisitos para integrar a AIESEC na qualidade de membro?

 “Sim. Só há um requisito, que é ter entre os 18 e os 30 anos”.

Quais são as suas expectativas para a organização?

“Que continue a fazer o que tem feito nos últimos 70 anos”.

 

Festival da Povoação, ‘Bom c´mó milho’

Entrevista a João Paulo Ávila

O Festival da Povoação, ‘Bom c´mó milho’, está prestes a arrancar e a MegaJovem decidiu entrevistar João Paulo Ávila, presidente da direção da Associação de Juventude que organiza o evento.

 

É presidente da direção da Associação de Juventude do concelho que organiza o Festival da Povoação. Como está a decorrer a experiência?

“O mandato tem duração de três anos e eu estou no segundo ano. Está a ser uma experiência muito boa porque já fazia parte da equipa organizadora desde 2012.

É uma experiência enriquecedora e uma responsabilidade enorme colocar de pé um evento desse género. Sozinho jamais conseguiria fazer um evento desta envergadura, por isso, é que nos temos uma equipa muito vasta e muito competente nesta e noutras áreas”.

 Como é que surgiu o Festival da Povoação?

“O Festival da Povoação iniciou-se em 1994, sendo que a Associação de Juventude do Concelho da Povoação organiza o evento desde 2011.

Em 2010 houve um interregno não só desse evento, mas de outros no concelho da Povoação e a verdade é que a Associação de Juventude, que tinha sido criada há poucos anos, decidiu agarrar esse evento em colaboração com outras organizações do concelho”.

 Porquê o lema ‘Bom c´mó milho’?

“Está relacionado com a origem do concelho. A Vila da Povoação e, sobretudo, com a conjugação das Sete Lombas era considerada, há muitos anos atrás, o celeiro da terra, onde havia a maior produção de milho e de trigo.

Como queríamos associar esse evento à própria terra, recorremos ao milho, daí a nossa mascote ser uma maçaroca. Também, nesse intuito, o tema do festival já há três anos para cá são os descobrimentos porque foi por aquela Vila que desembarcaram os primeiros povoadores. Foram dois conceitos que quisemos juntar e aplicar ao evento”.

Que novidades é que reserva para a próxima edição?

“Muitas novidades. Vamos aumentar o tipo de atividades ligadas aos descobrimentos. Vamos ter muitos figurantes pelos três dias ao longo da Vila a explicar a escolha da temática.

Achamos importante explicar a quem nos visita por que é que queremos os descobrimentos associados ao festival da povoação, de modo a que fiquem a conhecer um pouco da história daquela Vila.

Este ano vamos ter mais uma novidade em termos desportivos. Para além dos tradicionais torneios de futebol e voleibol que fazemos na segunda e na terça-feira, vamos ter um torneio de polo aquático durante os três dias do evento. Já estamos a receber inscrições para tal”.

O que distingue o Festival da Povoação dos restantes?

“Tudo. Como sabe, a maior parte dos festivais de verão e de música no país são feitos fora das grandes cidades. São sempre feitos nas periferias.

Desde 1994, como Festival da Povoação, e até antes disso com a festa do Chicharro, a Povoação percebeu que esse tipo de eventos tinha um impacto enorme na economia local porque mobiliza as pessoas, faz o deslocamento das massas naquelas datas.

O que nos distingue é exatamente isso, a envolvência que se cria entre as pessoas das freguesias, sobretudo da Vila da Povoação, com quem nos visita durante a semana que antecede o evento e durante os três dias do próprio mesmo. Essa envolvência é única nos festivais de verão nos Açores”.

Qual tem sido o balanço do festival nos últimos anos?

“O balanço tem sido muito positivo. Todo o investimento feito no evento será sempre pouco para o retorno que tem para as pessoas, para as economias, para a restauração. É muito bom e as pessoas daquela zona têm aproveitado a afluência durante aqueles dias à Vila da Povoação”.

Há alguma edição que tenha adquirido destaque?

“Eu acho que todas as edições têm um pormenor ou outro que as distinguem das restantes. Gostava de destacar a edição de 2016 que nos fez ter uma distinção internacional que foi entregue por uma entidade europeia e que enfatizou a qualidade do evento.

De todos os eventos do país foram poucos os que receberam essa distinção”.

Como é que é feita a escolha de artistas para cada edição?

“Fazer um cartaz começa no dia a seguir ao encerramento de um evento [risos]. Eu costumo dizer que não há dia no ano, a não ser no Natal e mesmo assim às vezes, que nós não falamos todos do evento.

O cartaz faz-se vendo quais são os artistas que estão disponíveis naquelas datas, que se conseguem deslocar aos Açores. Eu costumo dizer que não temos o melhor cartaz do mundo, mas temos o melhor cartaz possível do mundo. A escolha depende de vários fatores, das músicas, da disponibilidade e daquilo que os festivaleiros procuram em determinada época do ano”.

O que é que nos podemos esperar da próxima edição?

“Uma festa enorme não só durante três noites, mas também durante a semana toda porque começamos com atividades desportivas logo na segunda feira

Vamos ter animações para crianças durante os três dias e ações de sensibilização que serão feitas por órgãos institucionais, nomeadamente de combate de violência no namoro e combate às dependências.

Podem esperar uma grande festa durante a semana toda. Vai ser um evento ‘Bom c´mó Milho este ano, novamente”.

Como tem sido a aderência em termos de venda de bilhetes?

“Tem sido muito boa, a primeira fase correu muito bem. Acabamos por esgotar a edição de pulseiras que tínhamos para a primeira fase.

A informação que temos tido da segunda fase de ingressos gerais tem sido muito boa. Temos também vendido para outras ilhas através do Facebook. Essa venda tem corrido bem”.

Quais são as suas expectativas para a próxima edição?

“As expectativas são muito boas. Estamos muito ansiosos que comece para ver o resultado do trabalho ao longo de todo um ano. O feedback tem sido ótimo”.

O candidato mais jovem a presidente

A entrevista encontra-se traduzida devido à língua materna do entrevistado.

Sob o lema ‘vai votar pela idade ou pela ação?’, o lusodescendente Zachery Ramos está a candidatar-se para presidente da cidade de Gustine, no norte da Califórnia. Com apenas 19 anos, Zachery poderá tornar-se no ‘mayor’ mais novo do Estado.

Under the motto “Are you going to vote for age or are you going to vote for action?”, Zachery Ramos is running for president of the city of Gustine in northern California. At 19 years old, Zachery can become the newest mayor of the state.

 

Sendo lusodescendente, qual é a sua relação com os Açores? You’re descendant of portuguese, what is your relationship with the Azores?

“O meu pai e os seus irmãos, incluindo os meus avós, são naturais da ilha de São Jorge, dos Açores.

My father and his siblings including my grand parents came from St. Jorge from the Azores”.

É tão jovem e já se está a candidatar para a presidência da cidade de Gustine. Como surgiu o seu gosto pela política? You’re so young and you’re already running for the presidency of the city of Gustine. How did you develop your interest for politics?

“Para aqueles que estão apenas preocupados com a minha idade, eu relembro-os dos jovens que fizeram história no nosso país, como Marquis de Lafayette que, com 18 anos, conseguiu trazer armas e navios de França para os Estados Unidos para nos ajudar a adquirir liberdade na Guerra Revolucionária Americana. Também Alexander Hamilton que enfrentou imensas dificuldades em tenra idade e conseguiu manter-se de pé e lutar pela nossa liberdade.

Agora, o que me despertou o meu interesse no Governo Local e Política como um todo foi metade do meu estágio na cidade e metade domeu trabalho em negócios locais, ouvindo as suas preocupações e ideias. Ambas combinadas fizeram-me perceber que Gustine é a favor de uma nova liderança que vai cuidar das pessoas e dos negócios que estão nela em vez apenas interesse pessoal.

To those who are only concerned about my age I remind them about young people who have made history in our country like Marquis de Lafayette who at the age of 18 managed to bring guns and ships from France to the United States to help us win our freedom in the American Revolutionary War and also Alexander Hamilton who faced so many hardships at a young age and managed to stand high and keep fighting for our freedom. Now what got me interested in local government and politics as a whole was half my internship with the city and half working with local businesses and hearing their concerns and ideas. Both of those combined made me realize that Gustine is due for new leadership that will care for the people and the businesses that are in it instead of just personal interest”.

Que importância apresenta essa atividade? What’s the importance of politics?

“De facto a política é muito importante para mim! Eu adoro-a porque há imensas coisas fascinantes que podes aprender enquanto te envolves nela. Eu acredito que as pessoas precisam de estar mais envolvidas no Governo Local e Central, de modo a que percebam melhor o que está a acontecer à sua volta e sejam capazes de elaborar comentários mais informados e instruídos sobre situações recentes que ocorrem no seu Governo.

As pessoas tornaram-se mais interessadas em discutir nas redes sociais e começam a argumentar frugalmente em vez de darem um passo atrás e tentarem obter mais conhecimento sobre o que está a acontecer e ter um verdadeiro debate sobre os problemas.

Indeed politics is very important to me! I love it because there are so many fascinating things you can learn while getting involved in it. I believe that people need to be more involved in local and at large government so they can better understand what is happening around them as well as be able to make more informed and educated comments about the recent situations happening in their government. People have become more interested in arguing on social media and start frugal arguments instead of actually stepping back and trying to become more knowledgeable about what is happening and having a actual debate on the issues”. 

De que forma caracteriza o estado atual da cidade de Gustine? How do you describe the present state of the city of Gustine?

“Gustine é uma comunidade muito agradável com uma das taxas de criminalidade mais baixas do país. Nós temos excelentes programas para jovens e somos muito conhecidos pela nossa festa que atrai pessoas de toda a Califórnia para Gustine.

Gustine is a very pleasant community with one of the lowest crime rates in the county. We have excellent youth programs and are very well known for our Festa which brings people from all over California to Gustine”. 

Que problemas enfrenta a sua cidade e que recomendações sugere para a solução dos mesmos? What problems your city face? And what’s your recommendations for solving them?

“Alguns dos desafios que estamos a enfrentar são a falta de negócios na rua principal, a necessidade de a mesma ser revitalizada, a publicidade fora da autoestrada para tirar a atenção dos condutores da I-5 e levá-los até Gustine. Envolver a assembleia da cidade nos negócios locais, de modo a ajudar a mantê-los na nossa cidade e a superar problemas atuais.

Para resolver o problema da rua principal, eu e a minha equipa estivemos a trabalhar em ideias para possíveis incentivos a oferecer aos novos negócios que se implementam na cidade de Gustine. Nós queremos que eles saibam que, se vierem para Gustine, estarão a vir para uma comunidade que se preocupa com eles e que zela pelo seu sucesso.

Para arranjar a rua principal, eu tenho trabalhado com organizações de todo o país, sob intuito de encontrar possíveis financiamentos e concursos para consertar alguns dos edifícios locais pela rua principal. Recentemente, trabalhei com a minha equipa para conseguir 50.000 mil dólares para a nossa cidade através da adesão a dois concursos, aos quais nenhum dos membros do conselho assistiu, o que me leva ao comentário que fiz anteriormente acerca de o conselho colocar o interesse pessoal antes do interesse da cidade.

A publicidade fora da autoestrada pode ser efetuada por proprietários e em quintas locais para colocar sinalização e atrair a atenção dos condutores para Gustine.

Quando eu vencer esta eleição, planeio envolver mais o conselho nos negócios locais, organizando reuniões na cidade, onde iremos poder ouvir os empresários locais acerca das suas preocupações e ideias que gostariam de discutir.

Nós já temos essas reuniões, mas, pelo que pude notar, apenas um membro do conselho as frequentou, além de que as reuniões não são muito informais, mas, sim, do tipo de sentar e ouvir.

Some challenges that we are facing are the lack of businesses down Main Street, the need for Main Street to be revitalized, advertising off the highway to get the drivers attention off the I-5 to get them down to Gustine and getting our city council more involved in working with local businesses to help solve current issues that they are facing to help keep them in our town. 

To solve the Main Street issue my team and I have been working on ideas for possible incentives to offer to new businesses that try to start up in Gustine. We want them to know that if they come to Gustine they are coming to a community that cares about them and wants them to succeed. 

To get Main Street fixed up I have been working with organizations from all across the country to find possible grant funding and contest we can enter our town into to get our Main Street funding to get fixed as well as help fix up some of the local buildings down Main Street. Most recently I worked with my staff to get our town $50,000 dollars by entering our down town into two contest which none of the council members assisted with which brings back the previous comment I made about council putting personal interest before the towns interest. 

Advertising off the highway can be done by working with local home owners and farms to put up signage to attract drivers attention to Gustine. 

When I win this election I plan to get the council more involved with local businesses by hosting business meetings at the city hall where we will get to hear from the local business owners about concerns they may have, ideas they would like to share and whatever else they would like to discuss. Now we do already have such meetings but from what I have attended only one council member has ever attended the meetings and the meeting itself is not very informal it is more of a sit down and listen”. 

Quais são os objetivos da sua campanha eleitoral? What are the objectives of your campaign?

“Criar uma cidade segura ao desenvolver uma diversidade ética com a força policial através de recrutamento e promoções. Construir comunidades responsáveis com as partes interessadas e instituições. Continuar a melhorar relações entre a aplicação da lei e a comunidade. Promover a segurança. Criar grupos de vigia por toda a cidade de Gustine para a manter segura dos que querem causar danos e destruir a cidade. Esta medida irá consistir em fazer turnos, caminhadas à noite com um parceiro ou dar uma volta de carro ao redor do bairro para fazer uma verificação rápida e certificar-se que o vizinho também esteja a salvo.

Olhando para as taxas de atividade criminosa em outras comunidades que fazem isso, elas diminuem porque criminosos não agem se souberem que tanto os policiais como os moradores locais estão a observar. Leva-os a pensar duas vezes sobre o risco envolvido nas suas ações

Construir comunidades justas, equitativas e verdes com um planeamento comunitário abrangente, ao amentar a habitação acessível, ao apoiar a sustentabilidade ambiental e educar os cidadãos de Gustine sobre como descartar corretamente itens prejudiciais ào meio ambiente.

Investir na Educação Pública, apoiando o desenvolvimento dos programas da comunidade escolar, como a iniciativa Arte Juvenil de Gustine, na qual estou a trabalhar para ajudar os jovens a divulgar o seu trabalho e a conhecer artistas do nosso país que os possam educar para diferentes tipos de arte. Promover parcerias educacionais com empresas locais e aplicar práticas de retenção escolar e de bairro. Estes são apenas alguns dos objetivos.

Creating a Safe City by develop ethnic diversity within the police force through recruitment and promotions. Build responsible communities with community stakeholders and institutions. Continue to improve relations between law enforcement and the community. Promote the safety of policing. Create Gustine Neighbor Hood Watch groups in areas all over Gustine to help do their part in keeping Gustine safe from those who want to cause harm or destroy property in our town.

This will consist of taking up watches, night walks with a partner or just take a quick drive down their block and neighboring ones to do a quick check up and make sure there fellow neighbor is safe as well. From looking at the criminal activity rates in other communities that do this they increasingly drop due to criminals will not act if they know that not only are the police out on patrol but they are also being watched by locals it causes them to think twice about the risk involved in their actions.

Building Fair, Equitable and Green Communities by promote comprehensive community planning in Gustine, increase affordable housing and responsible home ownership and upport Environmental Friendliness by better educating the citizens of Gustine on how to properly dispose of items that have been seem the most and cause the most harm to the environment.
Foster educational partnerships with corporations and, local businesses and support school and neighborhood retention practices”.

Há alguma fração da sociedade que acha que lhe confere apoio em específico? There is any fraction of the society that you think gives you more support?

 “Ganhei muito apoio das comunidades hispânica e portuguesa de Gustine.

 I have gained much support in both the Hispanic Community an also in the Portuguese Community of Gustine”. 

Em que aspetos é que a sua candidatura difere da do adversário? In what ways does your campaign differ from the your opponent?

“Contrariamente ao meu adversário, eu detenho mais de 65% dos endossos dos negócios locais. Eu tenho o apoio da Run For Something, uma fantástica organização política dos Estados Unidos que confere ajuda na primeira campanha.

Outro aspeto que coloca a minha campanha um passo à frente dos meus adversários é que consegui ajudar Gustine a ser conhecida por toda a Califórnia, Estados Unidos e Portugal.

Unlike my opponent I have over 65% of local businesses endorsements. I have support from Run For Something, a great political organization in the United States, that helps get up and coming politicians a extra hand in their first campaign. Another thing that puts my campaign a step ahead of my opponents is I have managed to help get Gustine known all across California as well as the United States and now all over Portugal”.

Irá enfrentar Pat Nagy que apresenta nove anos de experiência. Acha que isso se constitui como um obstáculo à vitória? You’re going to face Pat Nagy. Do you think this constitutes an obstacle to victory?

“Eu não vejo o meu adversário como um obstáculo à vitória, mas mais como uma parede que eu apenas tenho de partir como muitas outras para chegar onde estou hoje. É como o que o grande presidente John F. Kennedy disse uma vez: ‘Nós fazemos as coisas não porque são fáceis, mas porque são difíceis.

I do not see my opponent as a obstacle to victory but more as another wall that I just have break down like many other walls that I have had to get past to get to where I am today. It is like what the great President John F. Kennedy once said, ” We do things not because they are easy but because they are hard”.

Atualmente, estuda? Currently, you’re studying?

“Atualmente frequento a Universidade Modeste Junior, onde estou a formar-me em Ciência Política com um minor em Negócios. Até ao momento, passei Relações Internacionais, Direitos Humanos, Políticas da Califórnia e agora estou a frequentar aulas que me irão ajudar com os negócios locais, no que respeita a possíveis táticas de propaganda e de marketing, a fim de melhorar a visibilidade dos mesmos.

I am currently attending Modesto Junior College where I am majoring in Political Science and minoring in Business. So far I have passed International Relations, Human Rights, California Politics and am now taking classes that are going to help me help local businesses with possible advertising tactics and marketing tools to help get them more noticed in not only Merced County but in neighboring counties as well”. 

Quais as suas expectativas perante esta candidatura? What are your expectations for this campaign?

“Espero muito sucesso desta campanha. Com todo trabalho, sentimos-nos muito confiantes para a eleição de novembro. Toda a campanha tem sido uma experiência de aprendizagem incrível e já tenho alguns projetos que planeamos para meter em ação e ajudar Gustine

I expect much success from this campaign. From all of the work my team we feel very confident for the November election. This whole campaign has been a incredible learning experience as well and I already have some other projects we plan to put in action to help Gustine”.

“O maior palco dos Açores é a rua”

Óculos de sol, chapéu e guitarra na mão caracterizam o músico Anderson Luiz que, com um ar descontraído, atua nas ruas de Ponta Delgada há cerca de dois anos.

Natural do Brasil, Anderson foi influenciado, desde de tenra idade, pelo avô Joaquim que tocava bandolim e violão. “Via o meu avô tocar, o meu tio, enfim, a minha família influenciou-me bastante a nível musical”, salientou.

Tudo indicava que o seu primeiro contacto com a música seria através de instrumentos de cordas, mas o rumo alterou-se. “O normal seria eu tocar cordas devido ao contacto que tive com o meu avô, mas fui para bateria porque no Brasil tudo gira em torno de ritmos”, afirmou.

Assistia a jogos de futebol nos estádios brasileiros e ficava encantado com o ritmo da bateria. Mais tarde, na Igreja que frequentava, acabou por aprender a tocar bateria com 13 anos, tendo adquirido o instrumento um ano mais tarde. “Em jovem trabalhava em tudo e mais alguma coisa só para tentar poupar para a bateria [risos] aproveitava todas as oportunidades!”, explicou.

Em tom nostálgico, o artista relembrou a sua primeira atuação. “Foi numa Igreja e eu não esperava que fosse atuar. Faltou o cantor, que estava atrasado e um amigo sugeriu que eu substituísse. Tive que ler um texto… Caiu-me tudo da minha mão devido ao nervosismo [risos]. Mas correu bem!”.

Formado em percussão e voz, Anderson acabou por frequentar a banda Conexão que viajava por todo o Brasil, sob influências de rock gospel. Com origem em 2003, a banda mencionada teve uma duração de cerca de cinco anos, tendo inclusive o tema ‘História de Amor’ sido escolhido para abertura da telenovela brasileira ‘Caminhos do Coração’.  Rómulo Machado, Elton Oliveira, Maurílio Trindade, Wendel Aaron, Marcos Japa, Samuel Oliveira e Anderson Luiz constituiam-se como membros da Conexão.

Não obstante o sucesso da banda, a divergência de opiniões entre os membros culminou no afastamento dos mesmos, uma situação que o músico garantiu ser normal e estar completamente ultrapassada. “Eram muitas pessoas, cada um pensava à sua maneira, a questão dos direitos autorais também suscitava discussões, mas faz parte do passado e estamos bem”, disse.

Com o final da banda, surgiu a reconciliação dos membros: “Todos percebemos realmente o quanto éramos importantes uns para com os outros e que o amor é que nos une”, acrescentou.

Com a separação da banda, Anderson dirigiu-se ao Arquipélago da Madeira, onde ficou durante quatro meses sob intuito de descontrair a mente e expandir horizontes. Posteriormente, por incentivo de um primo, partiu para os Açores, permanecendo na ilha de São Miguel. “Um dos meus primos falou para vir e dizia-me que havia trabalho, que o pessoal era recetivo e acolhedor. Então vim. Acabei por ter dois açorianinhos, os meus filhos [risos]”, esclareceu.

Ao chegar à ilha verde, Anderson começou por lecionar música no concelho de Nordeste, em 2009, durante dois anos. “O ensino não durou muito porque, em 2011, o país passou por medidas de austeridade e decidiram cortar na cultura. Como resultado, rescindiram-me o contrato”, relembrou.

Perante o difícil cenário económico-financeiro português, o artista decidiu voltar para o Brasil, vivendo das aulas que lecionava em música e do canto. Lá ficou por três anos. Viver da música, segundo Anderson, requer muita audácia: “É muito complicado. É preciso ter-se garra. São poucos os apoios dados e, por isso, no Brasil trabalhava em três escolas, dando aulas, mas não era suficiente… Também tocava à noite”.

O regresso ao Brasil, sua terra Natal, fez-lhe perceber que São Miguel era “a sua verdadeira casa pela natureza, tranquilidade e amigos”. Decidiu, então, voltar à ilha, dedicando-se ao ensino de música nas escolas primárias em São Roque. “Trabalhei com crianças. Foi muito interessante porque elas dão uma resposta mais rápida daquilo que sentem em relação à música. Já o adulto demora mais a reagir por ser mais controlado”, adiantou.

Paralelamente ao gosto, as dificuldades financeiras e o estado de saúde de um dos filhos levaram o músico a recorrer à atuação nas ruas de Ponta Delgada. “O que me fez sair à rua foi a necessidade de extremo porque tenho quatro filhos. A vida custa. Eu estava desempregado e sem alternativa. Depois, a minha filha teve um problema de saúde e eu fiquei sem ação. Pensei ‘Meu Deus o que faço’?”, confessou. Foi, então, que alguém o incentivou a tocar na rua e a esse incentivo juntou-se o do tio António Cândido, conhecido por ‘Tonho’, que era membro da banda da polícia. “Eu pensei: Se o tio Tonho faz, eu também consigo fazer”, destacou.

Para Anderson, o maior palco dos Açores é a rua devido à liberdade e abrangência do espaço. Caracteriza a sua primeira atuação nas ruas de Ponta Delgada como sendo “engraçada”. Sentou-se em frente à Matriz, começou a tocar e, imediatamente, a corda da guitarra rebentou. “Credo… pensei ‘não quero mais saber disso’ [risos] e fui embora”, frisou. No dia seguinte, o músico regressou a Ponta Delgada, atuando junto à Casa Batista devido à acústica do local. “Não tinha equipamento de som, então o lugar, que é estreito, permitiu ampliar o som. Foi aí que renasceu Anderson Luiz Ouro Preto”, elucidou.

Uma das suas atuações preferidas foi na rua de Ponta Delgada. “Tinha cerca de 20 a 30 pessoas e quando terminei de tocar, comecei a conversar com elas. Vi a emoção delas e o meu sentimento de satisfação foi enorme”, salientou.

Anderson confessou que o seu objetivo na música é garantir que a mensagem seja forte o suficiente e “atinja o público a nível emocional”, seja este composto por duas ou 80 pessoas. “O que me atrai na música não é o estilo, eu gosto de música que tenha uma boa mensagem positiva de amor e esperança. Não quero música apenas para curtir o momento e não tenho um público definido. É para todos, desde a criança à vavó”, garantiu.

São já mais de centenas as atuações que realizou, tendo atuado no Coliseu Micaelense com os Stereo Mode, nas Festas de Nordeste, no Festival Mundo Aqui, nas Sanjoaninas, em diversos restaurantes e na PDL White Ocean, ondes estará, novamente, presente. “Eu gostei muito da festa branca! O ano passado atuei no Jardim da Zenite e foi genial. Tudo tropical e lembrou-me o meu país. É sempre uma honra atuar na festa. Este ano volto com garra”, afirmou.

Atualmente, o músico leciona bateria, a tempo parcial, na Academia das Expressões, realiza concertos e dedica-se à regravação do single ‘História de Amor’. “Estamos a trabalhar o arranjo vocal do single. A princípio, essa música terá videoclipe. Está sendo gravada na Academia das Expressões e espero que até dezembro tenhamos tudo pronto”, concluiu o músico.

Carolina Torres, a única açoriana no Colégio da Europa

Entrevista a Carolina Torres

Com apenas 22 anos, Carolina Torres irá representar os Açores naquela que é uma das melhores instituições de ensino superior a nível internacional, o Colégio da Europa. Natural de Rabo de Peixe, a jovem açoriana prepara as malas para ir para Bruges, Bélgica.

 

Porquê Estudos Europeus e Política Internacional?

“Curiosamente, o meu sonho era ingressar na licenciatura de Direito. Mas, durante o meu percurso no ensino secundário, eu escolhi a disciplina de Geografia C, cujo o programa era sobre a economia e política internacionais e apercebi-me que era boa nestas áreas. Então, vi que a Universidade dos Açores tinha a licenciatura em Estudos Europeus e Política Internacional e candidatei-me logo. Não podia ter feito melhor escolha. Não me arrependi nada e gostei imenso da licenciatura. Recomendo vivamente”.

Qual a relevância dessa área?

“É uma área extremamente importante e que influência, sem sombra de dúvida, a vida de cada um. Nós estudamos a teoria política, a teoria das relações internacionais e, muito importante, a história. Dá-nos todas as ferramentas para podermos analisar e ter uma visão crítica acerca da política.

Pode parecer estranho estudar política, visto que atualmente há uma conotação muito negativa, mas não nos podemos esquecer que é uma das atividades mais nobres pois o Estado existe para defender os interesses dos seus cidadãos”.

Acha que a área de política internacional é devidamente valorizada?

“Não. Infelizmente, só por ter a palavra política, traz logo uma conotação muito negativa e perguntam-nos, de imediato, se vamos ser corruptos. Mas é uma área extremamente interessante e que requer muita cultura geral e muito conhecimento e permite-nos compreender o que se passa na ordem internacional e o porquê os Chefes de Estado e do Governo agem de determinada maneira e por que é que está a existir tal guerra naquele lugar”.

 Como teve conhecimento do Colégio da Europa?

“Tive conhecimento do Colégio da Europa no meu primeiro ano da licenciatura, em 2014. O meu diretor de curso falou sobre esta instituição e alertou-nos que o Governo Regional dos Açores tinha uma bolsa completa para esta instituição.

Quando eu cheguei a casa, fui pesquisar sobre o Colégio da Europa e estive a ver a oferta letiva deles e foi como um ‘amor à primeira vista’, fiquei muito interessada nos cursos que eles ofereciam e, a partir daí, comecei a trabalhar para conseguir entrar no colégio da Europa”.

Trabalho em que sentido?

“De me empenhar o máximo nos meus estudos e adiquirir boas médias, já que um dos requisitos para frequentar o Colégio da Europa incide na média. Mas não se tratam apenas de valores, já que a assimilação de conhecimentos é outra componente importante”.

Carolina Torres no Parlamento Europeu

Quando teve a resposta oficial, como reagiu?

“Fiquei muito emocionada e surpreendida. Não estava à espera de uma resposta positiva. Apesar de ter trabalhado muito para conseguir entrar no Colégio da Europa, não acreditava que eu iria conseguir entrar, até porque não domino muito bem o francês. Mas, assim que recebi a resposta positiva do Colégio da Europa, foi uma alegria enorme, foi um sentimento de alívio porque todo o processo de admissão do Colégio da Europa é muito longo, passamos por várias etapas”.

Anteriormente, esteve na Bélgica através do protocolo que a eurodeputada Sofia Ribeiro estabeleceu com a Universidade dos Açores. Como foi a experiência em Bruxelas?

“Uma experiência muito boa. Tive a oportunidade de visitar várias instituições da União Europeia, nomeadamente o Comité Económico e Social, o Parlamento Europeu e a Comissão Europeia.

Na Comissão Europeia fomos recebidos pelo Comissário Europeu, Carlos Moedas. Tive também a oportunidade de visitar a sede da NATO e de visitar o próprio Colégio da Europa. Foi, sem sombra de dúvidas, uma experiência muito boa, que me permitiu conhecer a realidade das instituições europeias e perceber como é que elas realmente trabalham”.

Será a única açoriana numa das melhores instituições europeias. Como se sente em relação a isso?

“É um pouco assustador porque vou para um sítio com pessoas de todas as nacionalidades e com experiências de vida muito distintas, enquanto eu venho de uma Região Ultraperiférica. Mas, por outro lado, sinto muito orgulho em mim própria por representar os Açores e a própria Universidade dos Açores no Colégio da Europa e estou muito agradecida ao Governo Regional por me ter atribuído uma bolsa completa, sem a qual não seria possível sequer sonhar com o Colégio da Europa”.

Que cargo gostaria de vir a assumir na área em questão?

“Gostaria muito de trabalhar nas instituições europeias. Fascina-me muito esta organização de Estados supranacional pois graças à União Europeia, a Europa vive num período de paz nunca antes vivido e luta para defender os interesses dos seus cidadãos, embora muita gente não acredite no projeto de integração europeia.

Gostaria muito de poder vir a trabalhar para a União Europeia e poder lutar por este projeto que mudou muito a nossa vida”.

Quais são as suas expetativas relativamente ao Colégio da Europa?

“Acredito que esta experiência no Colégio da Europa vai ser muito enriquecedora tanto a nível profissional, como pessoal. Acredito que vá ser uma experiência que me vai mudar a vida. Vou ter aulas com os melhores professores da área e ter a oportunidade de conhecer grandes personalidades políticas da atualidade e ter uma noção da realidade do projeto de integração europeia”.

 

Miguel Rivotti

O músico Miguel Rivotti conta com 25 anos de carreira e prepara-se para editar o seu novo álbum (Con)Tradição, onde se assiste a uma fusão de sons tradicionais com contemporâneos.

 

Com um vasto percurso musical, que conselhos tem a dar aos músicos mais jovens?

“Bem, acho que poderia dizer uma coisa que venho a sentir ao longo dos anos. Não tem a ver só com a música, mas é algo que sinto quando olho na rua para as crianças e para os jovens, bem como, para as pessoas que estão a começar uma carreira.

Sei que estamos numa sociedade que seria bem mais fácil de organizar se todos fôssemos iguais. No entanto, vejo diariamente mecanismos de regulação que ‘matam’ a diferença. Por isso mesmo, se pudesse, dava um único conselho: ‘o mundo vai fazer um esforço imenso para suprimir aquilo que vos faz diferentes dos outros. Jamais deixem que isso aconteça! Lutem pelos vossos sonhos e acreditem no vosso potencial’.

Tal como António Gedeão diz no seu poema Pedra filosofal… o sonho comanda a vida”.

O álbum (COn)Tradição será editado em novembro. Que novidades reserva para este novo trabalho?

“Muitas novidades e uma vontade imensa de surpreender.

Ao longo dos anos fui ‘ensaiando’ em segredo como gostaria de me destacar enquanto artista e de que forma poderia trazer o meu contributo maior para a música portuguesa, tentando imprimir o meu cunho e encontrei na world music um lugar onde me apetece ficar.

Mas, mesmo aí, não me apetece passar para fazer o que os outros fazem, simplesmente com uma voz diferente. Quero reinventar, com todo o respeito, o que outros já fizeram e quero usar a minha voz para dizer coisas diferentes. Não trago a intenção de ocupar o espaço de ninguém, mas, sim, conquistar o lugar que mereço pelo meu esforço ao longo dos meus 25 anos de carreira dedicados por completo à música”.

Que mensagem pretende transmitir com o novo álbum?

“Não tenho uma mensagem, tenho um sonho.

Quero que este álbum seja o bom amigo que nos faz rir quando estamos menos bem ou que nos ajuda a pensar quando estamos mais agitados. Ou simplesmente seja aquele amigo que nos faz companhia quando tudo o que nos apetece é parar o mundo e não fazer nada! Mas, se este álbum for um apelo ao amor e à alegria, pois que assim seja!”.

Por que optou por fundir sons tradicionais e contemporâneos em (Con)Tradição?

“[risos] quando me perguntam porque é que eu faço alguma coisa diferente, a minha resposta tende a ser: ‘e porque não?… Gosto de desafios!’

Cantarmos as mesmas coisas, da mesma maneira e esperar que da próxima vez agrademos a públicos diferentes é um erro. É pura teimosia! Apeteceu-me pegar em receitas antigas, com novos condimentos e apresentar um trabalho novo, irreverente, inovador, mas sobretudo intenso no que respeita a musicalidade e poesia. Depois porque gosto de fusões nas sonoridades. Elas nunca perdem a sua identidade e acabam por se enriquecer umas às outras.

Gosto muito de sentir o diálogo entre os instrumentos quase como que personificando-os. Confesso que dou especial preferência aos sons acústicos e este meu álbum é o reflexo disso mesmo: um disco acústico, onde se privilegiaram as misturas analógicas às digitais, facto que por si só fez toda a diferença no produto final”.

Sentiu a necessidade de ‘romper’ com o género musical a que habituou o público. Porquê?

“Acho que na música, como em tudo, passamos por momentos diferentes que têm a ver com o nosso desenvolvimento e maturidade. Sinto que no início da minha carreira eu cantava amores eufóricos e apaixonados, próprios da idade, e falava dos nossos primeiros desgostos de amor.

Hoje canto o amor vivido, o verdadeiro sentido do amor, o desamor, a paixão, a alegria e o sofrimento, com experiência e saudade.

Assim sendo, não lhe chamaria ‘romper’, diria que foi ‘um grande passo’ na minha caminhada enquanto pessoa e como músico”.

Porquê a influência da música tradicional?

“Eu não me considero um cantor de música tradicional portuguesa. Eu, simplesmente, fui buscar para a minha música pop fado, sons da música tradicional portuguesa em fusão com diferentes sons do mundo.

Desde muito pequeno, ouvia em casa dos meus pais música tradicional portuguesa tocada e cantada pelo Grupo Ronda dos Quatro Caminhos, Janita Salomé, Vitorino, António Variações, entre outros, e até cheguei a fazer parte de um grupo folclórico e etnográfico, tinha eu cinco anos.

Assistia, aos fins de semana, aos episódios televisivos apresentados na RTP por Michel Giacometti e vibrava com toda aquela informação sobre as raízes da música portuguesa e os instrumentos que o povo construía e usava na altura. Adorava aquilo!

Hoje, enquanto músico e pela investigação que tenho feito na área da etnomusicologia, tenho plena consciência de que os nossos gostos musicais também são, naturalmente, na idade adulta, resultado do que fomos ouvindo e absorvendo na nossa infância.

Edwin Gordon explica exatamente isso nos seus estudos sobre a apropriação da linguagem e cultura musical desde a infância. Claro que depois cada um vai desenvolvendo a sua própria identidade musical resultante da informação que vamos colhendo ao longo da nossa educação e do meio no qual estamos envolvidos.

Entre a música tradicional, pop e, mais tarde, por razões académicas na música erudita, foi onde eu sempre estive, ainda que em registos ora mais dinâmicos, ora mais digitais. Sempre me identifiquei muito com a cultura portuguesa e sempre concebi, na nossa história, motivos de orgulho.

Não sou um radical do que é popular nem de um nacionalismo histérico. Sou apenas e assumidamente um deslumbrado pela nossa cultura e tradições”.

Acha que a música tradicional é devidamente valorizada?

“É uma pergunta complicada que me vai obrigar a dar uma resposta que pode ser polémica.

Sabes que o mundo dos mass media e das redes sociais, digam o que disserem, está muito orientado para os jovens: para o que é novo, viçoso, cheio de vida. E esse ‘mundo’ necessariamente reflete o que se passa na vida dos jovens, o que eles fazem e valorizam. E, pensando bem, está bem orientado porque também são a camada da população mais maleável, mais disponível para um consumo impulsivo, mais vulnerável, diria eu. Mas isso é apenas uma parte da realidade!

Se estivermos a pensar em pessoal da minha idade, se tu fores passear por um arraial por esse Portugal fora, se tu fores a outras idades, a outros locais que não os mais mediatizados, tu vais ver música tradicional de imensa qualidade. Alguma dela contemporânea e alguma muito antiga a ser apreciada e cantada com um respeito e qualidade sem descrição possível.

Portanto, valorizada acho que sim. Valorizada e protegida! Divulgada é que poderá não estar a ser tanto quanto poderia, possivelmente, por algum preconceito ou confusão que se possa ter gerado à sua volta. Penso que o importante, neste momento, é existirem músicos que assumem com qualidade este registo musical e o mostram com dignidade nos seus concertos, apresentando-os com o mesmo grau de exigência em termos de produção em palco, tal como acontece com os concertos de música pop, rock, entre outros”.

Em que se inspirou para a realização do EP ‘Sempre que o fadista canta’?

“Inspirei-me na nobreza e na história do fado, bem como, nos instrumentos que o acompanham.

‘Sempre que o fadista canta’ é um tema extraído do álbum (Con)Tradição e com este tema eu quero prestar a minha homenagem a todos os fadistas e músicos instrumentistas que se dedicam ao fado e à sua preservação. O fado traz consigo a tradição e, felizmente, é muito respeitado, sendo-lhe dado lugares de destaque a nível mundial.

O fado é do mundo, é património da humanidade!”.

Como é que o público tem reagido ao seu novo EP?

“Tenho tido as melhores reações e tenho vivido momentos bastante emotivos com o que ouço e leio todos os dias desde o lançamento deste primeiro EP. Tanto da parte do público que me seguia até à data, surpreendidos e agradecidos pelo meu regresso com um novo trabalho, como por parte de pessoas que não me conheciam ou que não se identificavam com o meu estilo anterior e que agora me tecem os maiores elogios.

Se me permitem, aproveito até este espaço para tentar chegar àquelas pessoas a quem ainda não tive a oportunidade de agradecer, o apoio e o carinho que tenho recebido. A todos o meu muito e reconhecido obrigado!”.

Quais são as suas referências musicais?

Não me considero elitista quanto à seleção dos géneros musicais que ouço. Ouço de tudo um pouco e tiro o melhor partido do que ouço.

Sempre achei que cada género musical se deve adequar ao contexto onde é apresentado.   Há artistas e bandas com as quais me identifico mais. Fausto, Carlos do Carmo, António Variações, Zeca Afonso, Trovante, Rão Kyao, Vitorino, Júlio Pereira e Amália são referências musicais da ‘velha guarda’ com as quais mais me identifico.

Depois há uns quantos colegas desta nova geração a quem também lhes reconheço mérito pelo caminho que têm traçado, apostando na qualidade das suas produções. Claro que, tal como eu, também eles terão de continuar a trilhar caminhos duros, caso queiramos dar o nosso melhor contributo para a história da música portuguesa”.

Que projetos futuros pretende vir a desenvolver a nível musical?

“Neste momento estou muito concentrado na divulgação do ‘Sempre que o fadista canta’, o primeiro EP extraído do álbum (Con)tradição que sairá em modo físico e digital no dia 9 de novembro.

Mas antes, a 5 de outubro, sairá o segundo EP que trará aí umas novidades interessantes [risos], pelo que ainda não vou revelar sequer o seu nome para não quebrar a surpresa. Acho que o público não ficará indiferente ao som que aí vem. Com a minha banda preparámos um concerto acústico para a apresentação ao vivo deste meu novo álbum e iremos iniciar a tour (Con)Tradição no mês de agosto que irá passar por várias localidades do nosso país nos próximos tempos.

Com o lançamento do álbum físico irei estar a tocar com a minha banda em algumas salas de espetáculo e fnacs em datas e locais que faremos anunciar. Como não sou pessoa de me acomodar ao que está feito, e porque tenho uma grande necessidade de estar sempre a criar, vou começar a escrever e a recolher novo repertório para o novo álbum que o meu manager me sugeriu começar a preparar.

Fazer sempre mais e melhor é o objetivo de toda a minha equipa. A eles também estou grato, tal como a vós pela oportunidade que me deram de poder estar convosco nesta agradável conversa. Obrigado e boa sorte para todos!”.

Patinho Feio

Os Patinho Feio formaram banda em 2013 e, recentemente, lançaram o álbum ‘A Verdade Que Convém’, cujo o single de apresentação se intitula ‘Indagando’.

 

O que os levou a formar banda em 2013?

“A necessidade de fazer música”.

A que se deveu a escolha do nome ‘Patinho Feio’?

“A escolha do nome teve como ponto de partida o imaginário proporcionado pelo conto de Hans Christian Anderson”.

Porquê a dedicação ao rock?

“O rock faz e sempre fez parte das nossas vidas, portanto, não foi uma opção, foi algo que aconteceu de forma espontânea”.

Pela vossa experiência, acham que o rock é um estilo devidamente valorizado em Portugal?

“Sim e não. Os cartazes dos vários festivais de verão e não só são a prova de que o rock é valorizado.

O mercado português é muito pequeno. Poderia ser muito melhor, dar ouvidos a mais gente pois existem projetos fabulosos em Portugal que não têm qualquer visibilidade, passam completamente despercebidos.

É muito difícil fazermo-nos ouvir. Em suma, tem que se gostar muito de rock para continuar a fazê-lo em Portugal.

 Onde atuaram pela primeira vez? Como decorreu a experiência?

“Foi num bar em Ílhavo, correu muito bem. Esse é o sítio onde tocámos mais vezes, mas sempre com uma infeliz coincidência.

A noite em que tocamos é uma das melhores noites da casa, mas passado pouco tempo fecha ou muda de gerência, já lá fomos com cinco ou seis gerências diferentes”.

Qual a vossa atuação preferida? Porquê?

“A nossa atuação preferida foi no ano passado, na casa da cultura de Ílhavo. O concerto foi no sub-palco e estava cheio. A exiguidade do espaço proporcionou o ambiente ideal para que acontecesse magia. Foi muito bom!”.

Cantar em português foi uma escolha ou algo que surgiu espontaneamente?

“Cantar noutra língua que não o português foi uma possibilidade que nunca se colocou”.

Quais são as vossas influências musicais?

“As nossas influências vão da música erudita ao punk/hardcore. No entanto, somos influenciados por tudo o que ouvimos, voluntária ou involuntariamente, como toda a gente”.

Qual tem sido a reação do público face ao vosso trabalho?

“As primeiras impressões têm sido bastante positivas, mas ainda é muito cedo para fazer essa reflexão”.

De momento estão a desenvolver algum projeto?

“O próximo projeto é o disco seguinte. Já há algum material, mas para já estamos apenas focados no ‘A Verdade que Convém’ e queremos que chegue ao maior número de ouvidos possível”.

 Quais são as vossas expectativas futuras a nível musical?

“Não temos grandes expectativas, temos plena consciência da dimensão do nosso mercado e da minúscula fatia em que podemos trilhar caminho. Mas ‘o caminho faz-se caminhando’ e é o que estamos a fazer”.

 

https://www.youtube.com/watch?v=156EIJolLJc&feature=youtu.be

 

Rita Caetano

Créditos de imagem: Miguel Feleja.

Tem 26 anos e é apaixonada por maquilhagem desde a adolescência. Rita Caetano é uma blogger açoriana, cujo trabalho tem vindo a adquirir cada vez mais seguidores.

Natural de São Miguel, a jovem frequentou, em 2013, o curso de cabeleireiro, área que a desiludiu. “Não era o que eu esperava… Era muito complicado cá na ilha devido à elevada concorrência. Ganhava mal e fui desmotivando aos poucos. Estive em dois cabeleireiros, onde a experiência não foi a melhor”, explicou. Simultaneamente, Rita integrou uma formação de maquilhagem em Lisboa, na Makeup Forever School. “Foi um curso de sete aulas, onde conheci um formador maravilhoso. A experiência foi muito boa! [risos]”, salientou.

Não obstante reconhecer a qualidade da formação, a jovem garantiu que o seu trabalho atual a nível de maquilhagem é o resultado de um elevado empenho pessoal. “O que faço hoje, para ser sincera, não se deve ao curso. Ele deu-me teoria, mas o trabalho que faço é diferente do da altura. A experiência que tenho deve-se a uma prática constante”, adiantou.

Foi em 2015, aquando da criação de uma página profissional no Facebook e do blog, que Rita Caetano descobriu que gostaria de se dedicar à maquilhagem a tempo inteiro. “Fiz a página e as pessoas começaram a dar-me um feedback muito positivo. A partir daí, decidi que era mesmo isto que queria fazer”, relembrou. Desde então, a evolução da sua técnica tem sido “estrondosa” graças à reação dos seguidores, ao empenho e ao “fugir da zona de conforto”. São cerca de 7400 as pessoas que, de momento, seguem o trabalho da jovem através da sua rede social.

A pedido dos seus seguidores, a jovem acabou por incorporar no seu canal do Youtube vídeos de maquilhagem, plataforma que lhe permitiu ensinar a criação looks passo a passo. Apesar de tudo, Rita não se considera youtuber, sendo que lhe é mais fácil estar ativa no blog e no Instagram. “É muito complicado gravar um vídeo para o Youtube pois, por vezes, a luz não é a melhor. O espaço em si, que é o meu quarto, também não é o melhor e o foco da máquina é um pouco complicado”, declarou.

Mac Cosmetics, Inglot, Sephora e Morphe são algumas das suas marcas de eleição, cuja escolha assenta, sobretudo, na durabilidade e na forma como se comporta na pele. “Não gosto de um efeito artificial, não gosto que se note o produto. Gosto de uma base que misture bem com a pele”, explicitou. A jovem confessou que a ilha acaba por condicionar um pouco a escolha de produtos de maquilhagem, razão pela qual adquire a maior parte dos mesmos em viagens a Lisboa ou ao Porto.

A inspiração para maquilhar advém, essencialmente, de uma academia em Inglaterra conhecida como P.Louise Makeup. “Quando conheci o trabalho da Louise, comecei a notar melhorias na minha maquilhagem porque comecei a assistir a aulas dela online. Aprendi imensos truques fantásticos e identifico-me muito com o trabalho dela”, afirmou.

Nos dias de hoje, Rita considera que ainda existem tabus no que respeita ao uso da maquilhagem. “Infelizmente, há a ideia de que um homem não se pode maquilhar, especialmente nos Açores… Não pode usar base ou corretor. É ainda visto como algo vergonhoso”, defendeu.

A importância da maquilhagem, na perspetiva de Rita Caetano, resulta da segurança e da confiança que proporciona. “Ela não muda a pessoa, só realça a beleza natural e a Rita com e sem maquilhagem é a mesma Rita”, concluiu.

Facebook: https://www.facebook.com/dashofglow/

Blog: https://dashofglow-ritacaetano.blogspot.com/

Youtube: https://www.youtube.com/c/RitaCaetanoMakeup

Instagram: https://www.instagram.com/rita.mua/?hl=pt

 

Carolina Cardetas

O seu gosto pela música surgiu desde tenra idade. Participou no programa ‘Uma Canção Para Ti’, onde foi finalista. Integrou, também, ‘A Tua Cara Não Me é Estranha Kids’.

Em junho apresentou em formato digital o single ‘Amor de Verão’. 

 

Estuda Jazz no Conservatório de Música de Coimbra. Porquê Jazz?

Jazz porque acho que me vai ajudar a desenvolver as minhas capacidades e a ter bases musicais. E acho que está a correr tudo bem, vou agora em setembro para o meu útimo ano”.

Aos nove anos participou no programa ‘Uma Canção Para ti’, onde foi finalista. Tendo nove anos como lidou com a pressão?

“Acho que foi mesmo por ter nove anos que lidei bem com a pressão porque não a sentia propriamente e estava ali apenas para me divertir e não tinha bem a noção de tudo o que isso envolvia.

 Integrou, ainda, o programa ‘A Tua Cara Não Me é Estranha Kids’. Como foi a experiência?

“Gostei bastante de participar porque foi uma experiência completamente diferente da que tinha tido anteriormente. Já era um pouco mais velha e era um formato diferente. Gostei também de passar pelo processo todo da caracterização”.

Desde 2012 é convidada para participar nos concertos da Orquestra Smooth. Um grande marco, certo?

“É sim um grande marco pelo facto de a orquestra ser constituída por músicos profissionais e de qualidade daqui da zona centro, tendo muitos deles inclusive formação na área do jazz”.

 Este mês apresentou o single ‘Amor de Verão’. Porquê a aposta no swing dos anos 20 em fusão com o pop contemporâneo?

“A aposta neste estilo deve-se ao facto de ter ainda pouca expressão em Portugal. Acho que não há ninguém que o faça em português mesmo e foi também o género em que o produtor, Pedro Janela, decidiu apostar”.

Qual foi a inspiração para o single?

“Tive mais inspiração e participação na realização do videoclip, em que dei várias ideias e pensámos nesta história que metade das pessoas acabaram por não entender. Quem não percebeu, desafio-vos a voltar a ver o vídeo e tentarem captar a história”.

O álbum será editado ainda este verão. Que mensagem pretende transmitir?

“O álbum vai integrar cerca de 10 músicas, e transmitem todas assim um espirito de verão, dentro do género do “Amor de Verão”, tendo uma ou outra num estilo um pouco diferente”.

Onde atuou pela primeira vez?

“Segundo os meus pais, foi com três anos num casamento de amigos deles porque o meu pai estava lá a tocar com o grupo que ele tinha na altura.”.

Quais são as suas expectativas futuras no que respeita à música?

“Gostaria que este projeto resultasse e desse a oportunidade de fazer concertos em vários locais do País e que tenha uma boa receção da parte do público”.

https://www.youtube.com/watch?v=ZX8wKG9KhIE&feature=youtu.be

 

Filipe Gonçalves

Fevereiro de 2003 marcou o início da carreira musical de Filipe Gonçalves ao subir ao palco na primeira Gala da Operação Triunfo.

O single ‘Ela Só Quer’ esteve em destaque em todas as rádios nacionais e foi ouvido em palcos como o NOS Alive. ‘De Mãos Dadas’ é o seu novo single, onde revela um pouco do quotidiano da filha.

 

‘De Mãos Dadas’ é o seu novo single. A que se deveu a inclusão da sua filha no videoclipe?

“Nesta canção achei que faria sentido mostrar um pouco do dia-a-dia da minha filha para que possa ficar documentado o seu primeiro ano de vida com uma canção que é dela”.

A ligação entre pai e filha assume-se como a inspiração do seu novo trabalho?

“Não posso dizer que tenha sido a fonte inspiradora para o novo trabalho que aí vem porque terá músicas que nasceram bem antes de ela nascer. Posso é dizer que, se calhar, muitas canções passaram por novos arranjos porque comecei a ver a vida de uma forma diferente após o seu nascimento”.

Que mensagem pretende transmitir com o novo single?

“Esta canção retrata o amor incondicional. Este amor que retrato no meu caso é entre pai e filha, mas pode ser entre dois namorados, casados, mãe e filho…”.

Qual tem sido a reação do público face ao mesmo?

“Tenho recebido ótimo feedback, mas acima de tudo de quem já é pai e se revê na letra e no videoclipe.

Mas o que explico sempre é que cada um pode interpretar a mensagem da música como bem entender. É essa uma das belezas desta arte”.

Colaborou com a MediaCom Portugal. Como foi a experiência?

“Eu adorei! Este tipo de assalto à ordem para imperar o caos artístico com uma boa dose de alegria é uma das minhas armas favoritas enquanto artista”.

Irá participar no Rock in Rio a 29 de junho. Quais são as suas expectativas?

“Participar num festival como o RIR é sempre uma responsabilidade grande, mas, ao mesmo tempo, um momento para poder desfrutar de coração aberto. É um festival eclético que terá oferta para todas as gerações, para todos os estilos e conta sempre com um público sedento de festa e boa energia”.

O single ‘Ela Só Quer’ esteve em destaque em todas as rádios nacionais e foi ouvido em palcos como o NOS Alive. O que é que lhe permitiu alcançar esse destaque?

“Acho que o que lhe permitiu esse destaque foi o caminho traçado até agora feito de muito trabalho e boas relações com colegas de profissão, produtores de festivais e profissionais de rádio.

Tendo essa boa relação e trazendo música com a qual as rádios se identifiquem, a partir daí meio trabalho está feito”.

Foi um dos vencedores da primeira edição da Operação Triunfo. Como foi a experiência?

“Foi isso mesmo, ‘A experiência’! A minha carreira começou no programa e na escola que muito me deu”.

Trabalhou como repórter no programa ‘Só visto!’ da RTP1. Alguma vez ponderou enveredar pelo jornalismo?

“Adorei a experiência e não ponho de parte voltar a repetir. Tive essa oportunidade graças ao Daniel Oliveira que reconheceu alguma aptidão em mim para poder exercer esse papel em paralelo com a música.

Felizmente, fui usando recursos do meu curso de Design e dos ótimos professores que tive e também da bagagem que nos deram na escola da OT.

Já pensei em poder enveredar pelo jornalismo, sempre numa vertente mais virada para a música”.

Porquê a aposta no Soul, Funk e R&B?

“Porque são os géneros onde mais me identifico artisticamente. Sempre ouvi de tudo, mas o que me faz acelerar o batimento cardíaco é mesmo algo dentro destes três géneros musicais”.

Quais são as suas referências a nível musical?

“São imensas. Precisava de, pelo menos, duas horas só para escrever a lista! [risos].

Tenho imensas referências nacionais e internacionais antigas e recentes, daí a dificuldade em responder a esta questão”.

Teve a oportunidade de cooperar com diversos artistas. Há algum que o tenha marcado?

“Cada um marcou-me de uma maneira especial pela forma de trabalhar, pelo lado humano que, inevitavelmente, acabei por conhecer e pelo resultado desse trabalho!

Estou muito grato por ter tido o privilégio de trabalhar e ter trabalhado com quem trabalhei, mas confesso que ainda me faltam uns cromos para completar a minha caderneta”.

De momento está a desenvolver algum projeto?

“Sim, neste momento, estou a preparar o meu próximo single e, futuramente, o meu próximo álbum. Pelo meio estou também a compor para outros projetos e a co-produzir.

Terei novidades muito em breve”.

Até ao momento quantas atuações já realizou, aproximadamente? Qual a sua preferida?

“Boa questão! Tenho de as contabilizar porque sempre idealizei fazer uma grande festa no meu milésimo concerto e espero não ter ultrapassado sem dar conta.

Felizmente, não me posso queixar principalmente tendo em conta que o país é pequeno e a maioria do meu mercado é nacional.

Dizer que tive uma atuação preferida é difícil. Tive várias, umas porque tive um público que praticamente me levou ao colo com a boa energia e também com convidados de luxo que fui tendo ao longo dos anos.

Confesso que os concertos que me recordo foram aqueles onde pisei o palco com artistas que muito admiro, como Sam The Kid, Rui Veloso, Luís Represas, HMB, NBC, Dino de Santiago, NBC, Luís Caracol…”.

Quais são as suas expectativas para o futuro?

“Espero a partir de agora lançar trabalhos com uma maior regularidade e poder também ter mais trabalhos para outros artistas, onde os possa ajudar na composição e produção de temas que lhes potencie o talento.

Mas, acima de tudo, ter muitos concertos, onde possa cantar as minhas canções com o público!”.

 

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