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Nowhere To Be Found

Entrevista aos Nowhere To Be Found.

Tudo começou em 2014 com amigos dos tempos de escola. O primeiro álbum da banda alcançou o top10 nacional de vendas digitais logo na sua primeira semana de lançamento.

Quatro membros. Como é que tudo começou em 2014?

“Com 3 [risos]. Começou tudo de forma muito inocente, como as coisas mais bonitas devem começar, supomos.

Somos amigos de tempos de escola e tivemos algumas bandas ao longo dos anos, maioritariamente de covers, até que em 2014 decidimos fazer uma banda de originais… e sem escolha óbvia para vocalista, o Tiago (na altura lead guitar) aceitou o desafio de cantar.

Fomos ensaiando e deixando a inspiração rolar e em meia dúzia de meses tínhamos criado as músicas que, mais tarde, haveriam de integrar o nosso álbum de estreia. Levámo-las para a estrada durante um ano e meio até que decidimos gravá-las. E o resto é história…”.

 

São portugueses, mas o nome da banda é estrangeiro. Porquê?

“O nome que escolhemos ou a língua em que cantamos é apenas uma manifestação da nossa visão artística que, no nosso caso, está tão relacionada com as nossas referências como com a mensagem que queremos viver com essa escolha.

Algures no tempo, tivemos uma banda chamada ‘metta bhavana’ que é um termo budista, mas nem por isso achamos que isso fez de nós representantes de uma religião. Somos portugueses de coração e já temos levado a nossa pátria a ser falada de Buenos Aires a Melbourne, sempre orgulhosamente portugueses”.

 

Como foi a primeira atuação?

“Curta e nervosa! Foi num bar chamado Boca Roxa em Torres Vedras e a plateia era essencialmente composta de amigos nossos. Sete músicas apenas, bastante tremidas”.

 

Em 2015 foram considerados ‘bando do ano’ pela BalconyTV Lisboa. Um grande marco em apenas um ano de banda, certo?

“Enorme! Foi uma grande surpresa para nós. Num ano em que tantas bandas boas tinham passado pela Balcony, não tínhamos a menor expectativa de ser tanto a escolha do público, como do júri.

O mais curioso, para nós, é que a música que decidimos tocar nesse dia, quase por feeling, foi a ‘Home’ que nunca chegou a ser single do álbum. Foi uma decisão de última hora e o público respondeu da melhor maneira”

 

O vosso primeiro álbum esteve no top10 nacional de vendas digitais logo na sua primeira semana. Qual foi a vossa reação?

“Ficámos bastante incrédulos. À partida não acreditámos que uma banda sem editora e com um álbum gravado totalmente pelos seus meios, na sua sala de ensaios, pudesse ter uma reação tão forte por parte do público. Foi, para nós, a prova de que é o público que decide quem merece o apoio ou não, apesar da indústria ter começado também nessa altura a dar-nos mais alguma atenção”.

 

Percorreram o país, atuando no Sumol Summer Fest, Musicbox, Hard Club, Texas Bar, entre outros. Que atuação mais vos marcou?

“Pela dimensão do palco e número de pessoas no público, temos de evidenciar o palco principal da Concentração de Faro. Não é todos os dias que uma banda amadora pisa um palco e tem dez mil pessoas à frente. Foi muito divertido.

Mas já demos concertos incríveis para dez pessoas, concertos em que sentimos que tocámos exatamente no nível técnico e emocional que queremos sempre conseguir atingir”.

 

Recordam-se de algum episódio engraçado que tenha ocorrido durante alguma atuação?

“Sim, claro. Num dos festivais em que tocámos, a organização decidiu que já estávamos a ultrapassar o tempo previsto e desligou-nos o som a meio da última música. Hoje olhamos para trás e é engraçado… na altura não foi”.

 

Em 2017 produziram e gravaram com Henrik Udd. Como foi a experiência?

“Foi incrível. Conseguimos chegar ao Henrik através de amigos comuns. Ele ouviu umas maquetes nossas e aceitou vir a Portugal gravar connosco. Foi absolutamente incrível gravar com alguém que tem tanta experiência e que, todavia, te dá espaço para fazer coisas novas e que puxa por ti mesmo já em estúdio, mesmo que pareça que o que fizeste já é bom o suficiente.

Trabalhar com o Henrik foi uma lição que ainda hoje aplicamos até nos ensaios, no método que usamos”.

 

Conseguiram o primeiro featuring europeu de Matty Mullins. Como descrevem a experiência?

“Ainda nem sabemos bem como é que conseguimos… mas ele aceitou o convite e está gravado. E quando um artista, cujos 3 últimos álbuns foram ao top10 do US Billboard aceita fazer um featuring contigo – uma banda de Portugal, com apenas um álbum, sem nome na indústria e sem uma editora por trás – só podes ficar feliz porque a música falou mais alto”.

 

O vosso segundo álbum já se encontra concluído?

“Não. Já temos várias músicas gravadas, mixadas e masterizadas, mas ainda não está terminado. Algumas músicas ainda estão em processo criativo”.

 

Qual o vosso tema preferido? Porquê?

“Até agora, provavelmente, um tema chamado ‘Traverse’, talvez porque tenha sido o primeiro, mas também porque é o exemplo mais claro e evidente do novo som que queremos e estamos a tocar”.

 

Por que optaram por escolher o tema ‘Closer’ como single?

“Porque nos pareceu um bom pontapé de saída para aquilo que estamos e vamos fazer, para a mudança de som que estamos a criar em nós mesmos ser gradual.

Podíamos pegar na música mais ‘pesada’ que temos, mas decidimos antes começar esta nossa nova etapa com uma versão nossa da música mais pop que conhecemos”.

 

O que pretendem transmitir com este novo álbum?

“Voltar a mostrar que temos uma visão e que não desistimos dela e que há lugar no mercado para a música que queremos e estamos a fazer.

Queremos, antes de mais, fazer música que nos dê prazer de tocar, em mais 75 concertos, e na qual ainda nos revejamos daqui a duas décadas. Se conseguirmos isso, missão cumprida”.

 

Quais as vossas expectativas em relação ao novo álbum?

“Queremos chegar a mais pessoas, tentar dar o salto para o estrangeiro, claramente. Não por peneirice, mas porque a nossa música está muito alinhada com o que se ouve em países com mais tradição de metal alternativo, que não é bem a onda com mais popularidade por cá”.

 

Qual o vosso próximo concerto?

“Festival Ocean Spirit, em Santa Cruz, dia 21 de julho”.

Paulo Silva

Sol, praia e festas marcam aquela que é a estação mais quente do ano e a MegaJovem decidiu entrevistar o responsável pela Fábrica de Espetáculos, Paulo Silva, a propósito da RFM Beach Power

Como surgiu o evento RFM Beach Power?

“Depois de uma experiência no evento Azores Green, no qual participou um dos melhores DJ´s do mundo, o David Guetta, a RFM promoveu a nível nacional.

A vinda dos DJ´s RFM às sete cidades, e ao verem a produção realizada no local, proporcionou um acordo de produção da RFM Beach Power nos Açores”.

Porquê a escolha da Ribeira Grande?

“Foi mais do que uma escolha, foi um desejo mútuo entre a nossa empresa, a RFM e a autarquia em fazer um trabalho promocional do município fora de portas, levando o nome da Ribeira Grande a todo o País com a rádio que é líder de audiências”.

Qual tem sido o feedback?

“Vamos para o quarto ano de produção. Continuo neste projeto e começa a dar os seus frutos, desde logo, com operadores e agências de viagens a terem interesse em promover o evento e a cidade nesta altura do ano.

Começamos a ter uma forte participação de turistas que já estão neste fim de semana em São Miguel e, por fim, é o evento de referência nos Açores neste tipo de eventos”.

Que a edição que apresentou uma aderência superior? Porquê?

“Temos vindo sempre a crescer e a apresentar produções únicas e diferenciadoras, esta é a imagem de marca do RFM Beach Power, nunca esquecendo a componente artística”.

Houve algum artista que obteve uma aderência superior?

“Todos os anos trazemos aos Açores artistas de referência que levam o público em geral a participar no evento, mas mais que os artistas o nosso selo de qualidade é a produção”.

Que artista/s foram mais difíceis de trazer ao festival?

“Para se produzir um evento desta dimensão é necessário começar a preparação com um ano de antecedência. O nível artístico que vem ao RFM Beach Power é muito alto e as dificuldades são sempre enormes devido à nossa localização geográfica e limitações orçamentais.

Mas, até ao momento, todos os artistas que escolhemos como sendo uma boa solução tem sido conseguido. Não esqueçamos que a marca RFM é um selo de qualidade promocional muito forte e que todos os artistas sabem bem o retorno de participar num evento destes”.

Que critérios estão na base da escolha dos artistas principais?

“O acordo passa, desde logo, pela promoção, por parte do artista, da cidade da Ribeira Grande, depois o estilo, performance e valor”.

Que novidades estão reservadas para a esta edição?

“Um novo formato indo ao encontro das novas tendências de produção, pensando sempre no melhor conforto e segurança de quem nos visita”.

Este ano a localização do evento foi alterada para as avenidas que ladeiam as piscinas da Ribeira Grande. A que se deveu essa alteração?

“Novamente, a segurança como fator máximo de preocupação. O ano passado viramos o evento para o mar para poder transmitir o melhor que nós temos no concelho da Ribeira Grande. Depois de uma análise com o grupo de trabalho e, acima de tudo, de segurança do recinto, optamos por fazer a zona lounge no mesmo espaço, mas com uma zona especial com vista para o palco reservada para estes clientes. A zona do palco principal saiu da praia e está em local mais seguro e amplo”.

Acha que a alteração será benéfica? Porquê?

“Sim, na vida não faz sentido mudar o que quer que seja sem existir razões muito fortes para esta mudança, estamos convictos que este novo espaço vai ao encontro dos festivaleiros”.

 Qual o seu contributo para a realização do evento?

“Produzir um evento desta dimensão requer licenças, cartaz artístico, performance, palco, som e luz, efeitos pirotécnicos, ecrã de leds, segurança, bombeiros e PSP, deslocações internacionais e ligações para São Miguel, estadias e refeições, promoção e divulgação desde o cartaz, outdoors, flyers, spot de rádio e plataformas digitais, negociação com patrocinadores e entidades. É este o nosso papel na produção deste evento”.

É difícil organizar um evento como este?

“Mais do que difícil, é estimulante”

A RFM Beach Power conta com apoio de que instituições?

“Desde logo, da autarquia da Ribeira Grande. Seria impossível sem a sua dedicação a este projeto promocional do concelho.

Nos primeiros três anos, tivemos apoio do Governo dos Açores e aguardamos o parecer da Direção Regional do Turismo para este ano e da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa”.

Qual a importância da RFM Beach Power para a Região e, especificamente, para a Ribeira Grande?

“Ouvir a promoção dos Açores em geral e da cidade da Ribeira Grande em particular na rádio com maior audiência do país é sempre um orgulho, mas, mais do que isso, entra na Região diversas mais valias a começar pelos impostos que pagamos.

O IVA dos ingressos e da venda de produtos, o impacto que o evento tem na ilha, o beneficio na restauração e bares nos dias do evento, a entrada de pessoas que vêm participar no evento, sempre à volta de 30 e os que vêm desfrutar e muitos já se deslocam de propósito nesta data. Um negócio só pode ser bom se for bom para o máximo de pessoas, entidades e patrocinadores.

Este ano vamos ter 5 horas de direto na RFM na tarde de sábado, dia do evento, a falar do melhor que o concelho tem para oferecer. Conhece melhor promoção que esta?”.

Até ao momento, como decorre a venda de bilhetes?

“Muito bem, estamos convictos que iremos ter um grande evento”

 Quais são as suas expectativas relativamente a esta edição?

“As melhores. Estamos muito confiantes na produção e nos artistas que vão fazer a IV edição do RFM Beach Power”.

A música é o foco

Créditos de imagem: Laure Geerts, Timothy Lima.

Entrevista a Flávio Cristóvam

Natural da ilha Terceira, Flávio Cristóvam é um artista independente que cresceu num ambiente musical e culturalmente rico. Recentemente, o jovem obteve uma menção honrosa e o primeiro lugar no International Songwriting Competition com o single ‘Faith & Wine’.

Tudo começou com o avô, fundador da Rádio Clube de Angra, que deixou uma extensa coleção de discos de artistas que acabaram por moldar o gosto musical do jovem.

 

“Recordo-me que nas festas que os meus pais faziam lá em casa, ouviam-se discos de vinil numa jukebox que ainda temos. Acabei por crescer a ouvir Pink Floyd, Supertramp, Dire Straits, Crosby, Stills and Nash, Elton John, enfim a lista poderia continuar durante dias”.

 

Flávio confessou que o seu primeiro contacto com a música revestiu-se de uma certa ‘maturidade’: “No fundo, ouvia coisas que não eram muito próprias da minha idade e que se vieram a revelar como uma bagagem muito importante quando comecei a compor”. O jovem é vocalista, compositor e letrista, ocupações que não lhe acarretam uma preocupação constante. “Não o sinto dessa forma (como uma grande responsabilidade). Quanto muito, uma responsabilidade para comigo mesmo em ser sempre verdadeiro”.

Flávio é um artista independente, uma opção que se apresenta como ‘agridoce’.

 

“É difícil no sentido em que o investimento pessoal e financeiro vem, exclusivamente, do próprio artista. Por vezes, nem o tempo, nem o dinheiro se esticam, mas também tem um lado muito bom… Sou dono do meu nariz e trilho o meu próprio caminho de acordo com aquilo que sinto que é correto para mim. Olhamos para o nosso trabalho e identificamo-nos com tudo o que fizemos”.

 

A guitarra é o seu instrumento de eleição, gosto que foi lhe transmitido em criança. “O meu pai tinha um amigo chamado Peres que tocava muito bem guitarra e que foi cultivando em mim o amor pela mesma. Quando tinha 11 anos, os meus pais ofereceram-me a minha primeira guitarra. O Peres ensinou-me uns acordes e depois nunca mais parei”.

Canta em inglês, algo que considera ser “natural”. “Cresci a ouvir música cantada em inglês, oiço música cantada em inglês e, como reflexo disso, faço música de um determinado género que tem a língua inglesa colada à sua identidade”.

Para o músico “a arte não tem nacionalidade”, implica apenas a presença de sentimento, aspeto que garante ser superior a tudo o resto, logo que seja puro e genuíno. “Já escrevi coisas em português que nunca publiquei. Talvez um dia o faça, mas quando e, se o fizer, será porque me foi natural e não por qualquer tipo de pressão em ser português”.

Aos 14/15 anos escreveu as suas primeiras canções e atuou pela primeira vez em 2008 no Akustic Bar. “Na altura foi muito giro. A sala era pequena e estava cheia de muitos amigos e família que pareceram curiosos”. Um ano mais tarde, acabou por vencer o AngraRock, experiência que adiantou ter sido “muito boa e vivida na altura certa”.

 

“Como cresci a assistir ao Angra Rock, ano após ano, era um pouco uma fantasia minha ganhar o concurso um dia. Na altura foi muito bom para continuar o meu percurso, uma espécie de sinal de que o meu trabalho estava a dar frutos”.

 

Ainda no ano de 2009, o artista descobriu que “a música seria a sua vida”, assumindo-se, desde então, como o seu foco de vida. “A música foi, desde então, o que motiva a acordar todos os dias e a razão para tudo o resto que faço profissionalmente”. Em 2010, já em ascensão, o músico foi eleito Vodafone One’s to Watch Portugal e venceu o LabJovem. Pisou palcos por todo o arquipélago dos Açores, passando por Portugal Continental e Boston.

Flávio revela ser difícil escolher uma atuação, mas destacou as Festas da Praia, em 2012, onde atuou com a banda que fundara, a ‘October Flight’. “Ter um recinto com mais de seis mil pessoas à nossa frente e ver, pela primeira vez, muita gente a cantar connosco músicas que escrevi sozinho no meu quarto, foi algo surreal”.

Dois anos mais tarde, com os October Flight, lançou o disco ‘The Closing Doors’ com a produção de Rui David e presença da Elkie Brooks.

 

O seu single ‘Walk in the Rain’, lançado em 2016, foi incluído na banda sonora do filme ‘A Canção de Lisboa’. Este ano, a 13 de abril, lançou o single ‘Faith & Wine’ que atingiu o número um do chart internacional de cantautores do Itunes e lhe permitiu ficar em primeiro lugar no Internacional Songwriting Competition (ISC).

 

“Talvez o maior marco da minha carreira. Foi a primeira vez que um português conseguiu um primeiro lugar no ISC e saber que o painel de jurados tinha nomes como Tom Waits, Lorde, Grant Lee Phillips, Bastille e tantos outros artistas que admiro tanto… saber que estas pessoas ouviram a minha música e escolheram-na é algo muito estranho, num bom sentido”.

O single mencionado foi escrito pelo jovem em colaboração com Timothy Flores e Tammy Weis e incide, “de uma forma um pouco irónica, na paciência e tolerância enquanto ingredientes essenciais para uma relação de sucesso com outra pessoa”.

Recentemente, o jovem esteve em Bruxelas a dar um concerto nos DADA Studios. Como expectativas futuras, o jovem espera “tocar para o máximo de gente possível, continuar a crescer enquanto músico, fazer e publicar mais música”.

A 8 de junho, Flávio Cristóvam irá apresentar o disco ‘Hopes & Dreams’ no Teatro Angrense. Em Portugal, o disco sairá a 28 de setembro pela sua label Fortitude Records e na Bélgica pela label Butterfly Music / Y-House.

https://www.facebook.com/cristovammusic/

Pedro Teixeira Silva

Entrevista a Pedro Teixeira Silva

Violinista, ator e compositor português, Pedro Teixeira Silva apresenta o novo single e vídeo ‘Três  Cores feat. Poeta de Rua’. Editou sete álbuns com os ‘Corvos’ e ‘Secret Lie’, diversas bandas sonoras para cinema e para telenovelas.

 

Como surgiu o seu gosto pela música?

“Vivi desde cedo rodeado de músicos e da música, sendo os meus pais professores de música e a minha irmã violetista na orquestra sinfónica portuguesa – orquestra do teatro de S. Carlos – assim como outros elementos da família ligados à música.

Como curiosidade, o prédio onde cresci em plena cidade de Lisboa era maioritariamente habitado por músicos do Jazz, Música Clássica e Bandas filarmónicas”.

Porquê e o piano e o violino?

“O piano foi o meu primeiro instrumento e continua a ser o meu instrumento de eleição para compor. É, sem dúvida, o ideal para formar o aparelho auditivo de uma criança e o educar.

O violino apareceu, posteriormente, como uma grande paixão pelo romantismo inerente ao mesmo e ao seu som cativante e melodioso, os quais fizeram deste instrumento o meu companheiro fiel de muitos anos”.

Completou os seus estudos na Rutgers Masson Gross School Of The Arts, em Nova Iorque. Como foi a experiência fora do país?

“Verdadeiramente incrível. Viajei para os Estados Unidos da América quando tinha 18 aninhos, depois de finalizar o curso superior em Lisboa.

Aprendi técnicas diferentes e inovadoras, assim como evoluí a nível interpretativo musical. O contacto com outros alunos oriundos de variadíssimas etnias e com professores com carreiras internacionais de destaque fez-me abrir os meus horizontes e conhecimentos”.

Participou como ator no filme ‘Os Canibais’ que foi nomeado para a Palma de Ouro no Festival de Cannes. Gostou de representar?

“Foi, antes de mais, uma honra e privilégio puder trabalhar diretamente sob a orientação de Manoel de Oliveira.

Representar e interpretar o personagem de jovem ‘Paganini’, o maior violinista de todos os tempos de quem se dizia ter consagrado um pacto com o diabo. Foi uma aventura bestial e absolutamente inesquecível”.

Alguma vez ponderou prosseguir uma carreira como ator?

“Temos atores fantásticos que estudaram e se aperfeiçoaram nesta arte. Se gostaria…? Claro que sim, mas nunca tomei como opção de carreira dupla”.

Foi o compositor de três bandas sonoras. Como foi a experiência?

“Sim e quero, definitivamente, continuar a colaborar com a sétima arte. Entre maestros, compositores e público em geral sempre me disseram que a música que escrevo tem uma dinâmica altamente visual e descritiva, que os faz transportar para viagens mentais, imaginando cenários, onde a mesma se lhes enquadra.

Conseguir isto aliado ao cinema é puder desenvolver e criar, levando ao limite as emoções e sensações, criando ainda um maior drama à ação desenrolada no filme perante o espectador”.

Compôs, também, músicas para diversas telenovelas, como os Morangos com Açúcar. Qual a diferença entre compor uma banda sonora e para telenovelas?

“A grande diferença é que para o cinema é me dada a oportunidade de criar de raiz, inspirando-me somente na sequência de imagens ou pela simples leitura do guião que o realizador me propõe.

Em alguns casos até acontece de forma diferente. O realizador pede-me para criar um tema e parte dele para a imagem.

Em relação às telenovelas, o processo é completamente diferente pois apresentas temas já, previamente, criados e editados que são escolhidos pela produção e, posteriormente, sincronizados e adaptados aos diferentes personagens ou cenas”.

Como foi representar Portugal no primeiro festival internacional do 125º aniversário do Conservatório Tchaikovsky de Moscovo, na Rússia?

“Entre inúmeras vezes que representei o nosso país além-fronteiras, esta foi, sem dúvida, uma experiência diferente e marcante, visto ter presenciado ‘in loco’ a tentativa de golpe de estado conhecida, hoje, como o ‘Golpe de Agosto’ ou o Putsch de Moscovo, golpe este promovido por um grupo conservador do partido comunista e que acabou por ser um fracasso.

Porém, estando eu em plena Moscovo nesta altura, o ambiente vivido não era fácil e as notícias que passavam em Portugal incentivavam-me a regressar, de imediato, ao país. Não quis regressar sem concluir a minha atuação no festival, na sala mítica, onde pisaram grandes mestres como Tchaikovsky, Rachmaninov e Kachaturian”.

O primeiro single foi ‘O Nome do Mundo feat. Jorge Palma’. Como foi trabalhar com Jorge Palma?

“A minha história com o Jorge já vem deste os meus 15/16 anos.

Fomos colegas de turma na classe de composição do Professor Jorge Peixinho. Eu era o miúdo sempre acarinhado por todos pois era o mais novo da classe. Desde essa altura, sempre mantive uma relação de amizade, respeito e colaboração mútua com o Jorge, quer nos trabalhos dele, como ele nos meus.

O Jorge é genial tanto como pianista, compositor ou autor e poder trabalhar em conjunto com ele ao longo dos tempos tem sido uma dádiva”.

Em março apresentou o seu segundo single ‘Três Cores feat. Poeta de Rua’. Como tem sido a reação do público?

“Poeta de Rua (Gustavo Carvalho), com quem já havia antes trabalhado na produção do primeiro álbum de Secret Lie, é o produtor de ‘Primeiro Ato’. Este tema junta o Hip Hop/Rap e a voz lírica, tornando o mesmo bastante versátil numa curiosa fusão estilística. Foi elaborado e concretizado um videoclip, https://www.youtube.com/watch?v=6GNXu6aSogA no qual se retrata a história estilizada da própria letra.

Este clip foi, inteiramente, filmado na cidade de Amarante. A reação é curiosa pois ninguém esperava ou imaginava que iria escrever um Rap e, em cima disso, adicionar uma voz de ópera e, ainda, complementar como um tempero o acompanhamento de uma orquestra clássica”.

No âmbito musical prefere trabalhar a solo ou em conjunto? Porquê?

“Belíssima pergunta. Sempre considerei a música como uma partilha entre músicos e o público. Desde pequeno, colaborei e trabalhei com orquestras, em música de câmara (duetos, trios, quartetos, etc.) em bandas rock (Corvos e Secret Lie). Ou seja, compor e escrever é, desde logo, em si um ato de isolamento e intimidade connosco próprios. Depois disso, é essencial e salutar a partilha conjunta com os músicos intérpretes.

A grande diferença, para mim, reside num ponto, decisões. Em grupo as decisões são no coletivo, podem ser mais morosas de tomar pois cada um tem a sua opinião e há que as conciliar. O peso ou as consequências dessas mesmas atitudes ou decisões são da responsabilidade comum do grupo.

A solo as decisões boas ou menos positivas são tomadas única e exclusivamente por mim, caindo sobre mim mesmo essa total responsabilidade. De qualquer das formas em nome individual ou em coletivo o importante é a música e o público que a vai ouvir, pois é para eles que trabalhamos e evoluímos, para lhes proporcionar emoções e sensações, jubilo ou tristeza, energia ou relaxamento.

Quando conseguimos a determinada altura passar o estágio em que as pessoas sentem a música que escrevemos como “delas” e que as marca em determinada altura das suas vidas ou recordações, é uma sensação incrível de realização cumprida”.

Como foi orientar a Orquestra Círculo de Música de Câmara?

“Quando, como Maestro, temos um conjunto de músicos e pessoas incríveis à nossa frente, com uma vontade de tocar e sentir cada nota e cada silêncio, a elevação e partilha musical passam a ser algo natural e coisas fantásticas simplesmente acontecem”.

Está a desenvolver algum projeto?

“Inúmeros. Pelo Outono será editado o meu primeiro disco de música clássica como compositor intitulado ‘Os Contos do Feiticeiro’, do qual constam três obras originais de música de câmara – uma sonata para violino e piano, um trio com piano e um quinteto com piano.

Neste trabalho tenho o prazer de ter como intérpretes alguns dos melhores e mais prestigiados instrumentistas da música clássica, intérpretes esses nacionais e estrangeiros residentes em Portugal. Ainda em 2018, a 17 e 23 do mês de junho, decorrerá a estreia absoluta ao vivo de duas obras para orquestra: o concerto que escrevi para trompete e orquestra e a abertura de concerto temático ‘São Jorge’.

Em 2018 terá, também, estreia absoluta em outubro mais uma peça que escrevi, a ‘Suite para narrador e orquestra’, inspirada num evento histórico nacional. Ao longo de toda a peça e no decorrer musical da mesma, o narrador irá contar e dizer simultaneamente a respetiva história.

Para 2019 já estou em conjunto com o meu coordenador de projetos, Francisco Rodrigues, a trabalhar no meu segundo disco de música clássica como compositor com a peça ‘4 canções italianas’ para Soprano lírica e Orquestra.

Estes são claro alguns entre tantos outros projetos em desenvolvimento. Podem ir acompanhando as novidades pela minha página de Facebook https://www.facebook.com/ptspedroteixeirasilva/ ou pelo meu site http://www.pedroteixeirasilva.pt“.

Que expectativa tem para o seu futuro a nível musical?

“Continuar em plenas capacidades criativas e intelectuais, escrevendo cada vez mais e melhor, com a finalidade de dar a quem ouve sempre o melhor de mim, com elevada e a mais distinta qualidade.

Como Compositor e Maestro, pretendo levar ao público, das mais variadas gerações, diferentes interpretações, continuando, assim, a fazer uma ponte  entre dois mundos musicais.

Estrear não só obras minhas, como de tantos outros compositores contemporâneos de inestimável valor”.

 

The Code

 A banda açoriana ‘The Code’ apresentou o seu primeiro trabalho de originais em março de 2017 que lhe garantiu muito sucesso. Recentemente, destacou-se no International Portuguese Music Awards nos E.U.A, onde recebeu dois prémios com o tema Fly Higher.

Entrevista a Marisa Oliveira, vocalista dos The Code.

Como se conheceram e formaram banda?

“Conhecemo-nos em 2004, através de um amigo em comum. Já havia banda, apesar de não ter nome. Estavam procurando uma vocalista para o projeto e, depois de terem feito uma espécie de casting e terem apreciado a minha voz, começámos a nossa história”.

A que se deveu a escolha do nome da banda?

“Na altura, julgo ter sido dado esse nome por tocarmos um rock mais ‘pesado’. ‘Negros’ para enfatizar o nosso lado mais rockeiro”.

 Por que se separaram no projeto ‘Anjos Negros’?

“Admito ter sido uma decisão minha. Uma escolha pessoal. Há sempre um tempo certo para tudo na vida. Não me sentia preparada e, consequentemente, afastei-me do projeto. Felizmente, os restantes membros continuaram”.

Que artistas vos influenciam a nível musical?

“São muitos, já para não falar que cada um de nós é influenciado por estilos e artistas diferentes. Podemos falar em Coldplay, U2, Amy Winehouse, Linkin’ Park, Jamiroquai, Alter Bridge, Pink Floyd, vJo9ss Stone etc.”

Atuaram ao vivo, pela primeira vez, em dezembro 2015. Como decorreu a experiência?

“Estávamos todos um pouco nervosos. Foi o meu primeiro concerto ao vivo desde os Anjos Negros (2004). Tocámos em acústico, apenas com voz,       guitarra e piano, mas correu pelo melhor. Fomos bastante apoiados pela família e amigos que lá se encontravam para nos ouvir e dar força. Felizmente, ainda hoje é assim”.

‘Estrada’ foi o vosso primeiro trabalho de originais em formato digital. Como foi a experiência?

“Neste EP constam os nossos dois singles criados em 2012 (Hope Song e What’s Wrong With You). A eles juntámos o tema ‘É o Amor’ que, rapidamente, alcançou o público português. Tivemos o privilégio de conseguir o apoio da Farol Música que, prontamente, se disponibilizou a promover o nosso trabalho junto das plataformas digitais, rádios nacionais e, até mesmo, televisão nacional”.

Porquê a escolha do tema ‘É o Amor’ para single do EP?

“’É o Amor’ foi criado do nada, a caminho do trabalho. Quando vimos o trabalho concluído, sentimos que seria um grande tema e que poderia ser sentido e aceite por muitas pessoas. Pela primeira vez, cantava em português. A letra forte, mas doce poderia ser sentida por qualquer ouvinte e, portanto, acredito ter sido uma ótima escolha. Graças a este tema, alcançámos marcos muito importantes”.

O primeiro EP apresenta músicas em duas línguas. Optaram pelo inglês para alcançar um público mais vasto?

“Costumamos criar músicas sem essa preocupação. Inicialmente, começámos por cantar em inglês talvez por ser uma língua, relativamente, mais fácil de me expressar. O português é uma língua linda, forte e delicada. É uma responsabilidade cantar e escrever em português. Receio que a letra esteja lamechas, que seja mal compreendida. Há que ter mais cuidados do que o escrever em inglês”.

O que pretendem transmitir com a vossa música?

“Uma mensagem de positivismo, esperança e perseverança. Sempre!”.

Qual a vossa atuação preferida, porquê?

“Todas são e foram especiais. No entanto, há sempre aquela que nos marca mais que outra. Penso que as que mais nos marcaram foram as atuações no     Festival das Marés, Chicharro e EUA”.

 Recordam-se de algum episódio engraçado que aconteceu durante a alguma das vossas atuações?

“Agora só me vem à cabeça o momento em que me esqueci da letra de uma música nossa e inventei uma linguagem só minha… Depois disto comecei a cantar a letra correta, mas sempre que me lembrava do que tinha feito há segundos atrás, quase não aguentava o riso”.

 Como tem sido o feedback do público?

“Fantástico. Sem o apoio do nosso público, a certeza daquilo que fazemos seria condicionada. Somos super acarinhados por qualquer público que assiste ao nosso trabalho. Isso é impagável”.

 Estiveram presentes International Portuguese Music Awards, nos E.U.A, onde venceram dois prémios com o tema Fly Higher. Como foi a experiência?

“Surpreendentemente, arrecadámos dois troféus com este tema: Best Rock Performance (Melhor Música Rock) e Song of The Year (Música do Ano). Foi uma experiência inesquecível e que ficará para sempre gravada na história dos The Code”.

É difícil ser-se reconhecido nos Açores no âmbito musical?

“Não só nos Açores. Em Portugal, em geral. O mundo das Artes talvez ainda não tenha o reconhecimento merecido por parte das entidades que, potencialmente, possam apoiar os artistas. Humildemente, afirmo que muito do nosso produto final, aquele que chega até vós, é fruto da nossa dedicação, do nosso bolso, do nosso trabalho… Todos nós, artistas, merecemos apoio, confiança e respeito”.

 De momento estão a desenvolver algum projeto?

“Nunca estamos parados. Chegámos há pouco dos Estados Unidos e já voltámos aos ensaios. Temos a Tour 2018 aí a chegar e, obviamente, queremos ser sempre melhores que antes. Estamos a trabalhar em temas novos, gravações, a pensar nos próximos vídeos…”.

Quais são as vossas expectativas para o futuro?

“Queremos que a nossa mensagem chegue a mais pessoas. Queremos que as pessoas encontrem palavras de esperança na nossa Música.   Queremos unir as pessoas… De resto, é um dia de cada vez. O que           tiver de acontecer, vai acontecer. Estamos a trabalhar para isso”.

 Qual a vossa próxima atuação?

“Atuaremos dia 9 de junho num festival em Providence, Massachusetts. Será o nosso concerto de abertura da Tour 2018. Estamos a trabalhar bastante para que seja perfeito”.

 

Pedro Vicente

Pedro Vicente é um psicomotricista que se dedicou à música. Em 2017 lançou o seu primeiro álbum intitulado ‘Espera’ e, recentemente, o single ‘Volto a Estar Sozinho’.

É psicomotricista. Há alguma relação entre a sua profissão e a música que produz?

“Enquanto Psicomotricista, o primeiro passo antes de iniciar qualquer intervenção é a criação da relação terapêutica. No entanto, para uma completa adaptação às características da pessoa com quem vou intervir, é fundamental deixar cair uma série de barreiras, (pré)conceitos e limitações e tornar-me perfeitamente disponível para absorver, evoluir e aprender. É esse estado de ‘tábua rasa’ e de ‘espírito aberto’ que privilegia o aparecimento de novas perspetivas e novas ideias que, no meu caso, têm resultado frequentemente em novas canções”.

 Qual a importância da música para a área da psicomotricidade?

“Para qualquer profissional a paixão pela profissão pode fazer a diferença na entrega e na qualidade de trabalho. Na minha profissão, tenho o privilégio de poder usar duas ferramentas que são também duas grandes paixões, a música e o desporto”.

Para si, a música assume-se como um mecanismo terapêutico. Como é que isso funciona?

“A música tem sido um extraordinário aliado terapêutico a dois grandes níveis: Numa primeira fase, assume-se como um facilitador na criação da relação terapêutica.  Durante a intervenção, as suas características únicas ao nível da ativação neuronal e emocional constituem-na um elemento potenciador das diferentes aprendizagens”.

 Em pequeno estudou piano. Porquê esse instrumento?

“Paixão à primeira vista? Conselho sábio dos pais? Talvez um pouco dos dois”.

 Que outros instrumentos aprendeu a tocar?

“Mais tarde no Grupo de Serenatas da Fmh aprendi a tocar guitarra e contrabaixo”.

 Em outubro de 2017 apresentou o seu primeiro álbum ‘Espera’. Como foi experiência?

“Ainda está a ser! Foi o ponto de partida para uma série de novas experiências, contactos, oportunidades…o sinónimo perfeito de estar vivo…experimentar, mudar, descobrir”.

A que se deveu a escolha do nome do álbum?

“Apesar de inesperado, o processo não foi imediato. Houve um tempo de ‘espera’ entre o aparecimento das primeiras canções e a gravação do álbum que serviu para a maturação de várias ideias e também das minhas características enquanto ‘performer’. ‘Espera’ também se repete algumas vezes ao longo das canções, quase como um alerta para a necessidade de, neste mundo de respostas cada vez mais imediatas, se aprender a esperar, parar e dedicar tempo a ouvir, sentir, amar”.

 Por que optou por escolher o tema ‘Mais Um Segundo’ para single?

“A escolha não foi fácil e acabei por recorrer à opinião das pessoas que já conheciam as minhas canções. De qualquer forma, é um tema que traduz bem o modo, simultaneamente apaixonado e descontraído, que tenho de estar na música”.

 O que pretende transmitir com o seu primeiro álbum?

“Contar histórias que possam ser assumidas como suas por quem as ouve”.

 O que o inspira?

“Tudo. A natureza, as relações, as emoções, a própria música”.

 Qual tem sido o feedback do público em relação ao seu trabalho?

“Não podia pedir melhor! Tenho recebido muito apoio e tido o privilégio de tocar sempre em salas cheias de caras sorridentes e coros afinados”.

‘Volto a Estar Sozinho’ é o seu novo single. O que o inspirou para este novo trabalho?

“’Volto a Estar Sozinho’ é um tema que por si só pode descrever uma história de vida. O que o inspira é a extraordinária capacidade que música tem para transcrever emoções. O balanço entre os bons momentos (de conforto, de amor, de proximidade) e os menos bons (de solidão, de dúvida, de tristeza) é marcado por uma intencional sucessão entre acordes maiores e menores, respetivamente”.

Há algum tema seu que tenha adquirido destaque por parte do público?

“As preferências do público dividem-se por uma grande variedade de temas que falam de formas diferentes a diferentes corações. Por enquanto, o tema mais ‘orelhudo’ tem sido o ‘Mais um Segundo’, aquele que as pessoas mais rapidamente começam a cantar durante e após os concertos”.

Quais são as suas expectativas no âmbito musical?

“Para já, continuar a apresentar ao vivo os temas do primeiro álbum e os outros temas originais que pretendo em breve levar para estúdio para gravação de um segundo e quiçá terceiro álbum. Para o futuro, nem o céu é o limite”.

 Já tem concertos agendados?

“A 6 junho estarei no Tokyo (Lisboa – Cais do Sodré) às 23h00. Dias 27 de maio e 23 de junho estarei em dois concertos de solidariedade, a partilhar o palco com grandes nomes da música Portuguesa. Até lá podem acompanhar as atualizações de agenda nas minhas páginas nas redes sociais (Pedro Vicente Music)”.

 

 

Romeu Bettencourt

Natural de São Miguel, Romeu Bettencourt é um jovem designer que se tem destacado pela criação de joias aerodinâmicas.

O gosto pela joalharia surge ao frequentar o Curso Tecnológico de Ourivesaria, na Escola Secundária Artística Soares dos Reis, no Porto.

 

“Quando fiz a candidatura para a escola, tinha de fazer uma seleção através dos cursos que tinham e então decidi experimentar. No início não sabia bem no que me tinha metido. Atirei-me à experiência, mas facilmente ganhei o gosto. Nada acontece por acaso e nunca pensei gostar tanto.” – salientou o jovem.

 

Romeu confessa que a experiência no Porto foi positiva. “É uma escola muito boa e de grandes referências nacionais. Acolhedora e onde fiz grandes amigos. Foi uma formação bastante intensa, mais prática do que teórica, o que nos preparava para integrar no mercado de trabalho”.

Em 2006, através do programa Leonardo da Vinci, partiu para a Escócia, onde estudou na North Glasgow College. “Uma cidade, uma escola e uma língua diferente. Na altura eram técnicas mais evoluídas que depois fortaleceram-me bastante quando voltei para Portugal. Foi uma experiência bastante enriquecedora e que me deixa com um pouco de saudades”.

Um ano mais tarde, Romeu optou por integrar a licenciatura de Joalharia na Escola Superior de Artes e Design, em Matosinhos. “Primeiro queria ir para a universidade e depois porque soube que havia a licenciatura em Joalharia em Portugal. Como tinha criado um intenso gosto, achava que seria a opção mais acertada”.

‘Slice’ assim se intitula a primeira coleção do jovem designer, numa junção entre o clássico e o contemporâneo. Regra geral, Romeu tenta incorporar quatro peças nas suas coleções, designadamente anéis, colares, brincos e pulseiras, o que nem sempre é possível.

 

“Muitas vezes não consigo integrar uma pulseira ou um anel na coleção, simplesmente porque a forma pode não ser tão ergonómica. Nem sempre é fácil conseguir uma ou outra peça devido à complexidade do projeto”.

 

Romeu foi um dos 60 finalistas da Shmuck 2011, uma exposição anual que engloba diversos artistas e designers de joias de todo o mundo, selecionados por um júri. O jovem concorreu com o seu projeto final de licenciatura. “Uma seleção é sempre uma surpresa, até porque não sabia quais eram os critérios de escolha. Deu-me orgulho de ter sido dos poucos portugueses selecionados e, ainda, por ter sido o único aluno selecionado desde que existe a licenciatura em Portugal”.

São os brincos que lhe conferem um gosto superior no processo criativo. “São desafiantes por ter de se aplicar um limite ao peso, mas a nível construtivo permitem dar asas à criação”.

Quando atingiu parte dos seus objetivos, o jovem sentiu-se preparado para lançar a sua marca de joalharia em 2015, numa aposta em peças aerodinâmicas. “Essa aposta tem a ver com o gosto que tenho pela arquitetura moderna, pela engenharia mecânica e pela aviação”.

O processo criativo de Romeu inicia-se com um esboço de formas. “Depois, dependendo da complexidade do projeto, vejo se consigo fazer diretamente as peças à mão ou se é necessário fazer um protótipo, recorrendo à impressão em 3D”.

O negócio superou as expectativas do joalheiro.

 

“Tem sido melhor do que estava à espera. Sempre senti o risco de fazer joias aerodinâmicas, até porque o mercado português sempre esteve muito voltado para joias tradicionais, mas a recetividade e a procura tem sido bastante boa”.

 

Um ano após o lançamento da sua marca, Romeu ganhou o prémio ‘Designer de Revelação em Joalharia’ sem candidatura prévia. O prémio foi atribuído por um grupo de jurados convidados pela Portojóia através de uma seleção de trabalhos de diversos designers portugueses.

Romeu admite não existir uma peça em específico que se destaque por parte dos clientes, mas, sim, o seu trabalho em geral. “Tenho clientes que gostam do meu trabalho e, por isso, vêm ter comigo porque querem que desenvolva uma peça única”.

De momento, o jovem dedica-se ao lançamento de três coleções e espera aumentar o número de pontos de venda em Portugal e no estrangeiro.

Ciro Cruz

Ciro Cruz é um baixista brasileiro que partilhou o palco com diversos artistas, como Fagner, Ed Motta, Banda Black Rio e Gabriel o Pensador. Em outubro do ano passado editou o álbum ‘Fénix’ e o seu novo single intitula-se ‘Rio de Janeiro’.

Como surgiu o seu gosto pelo baixo?

“Foi por acaso. Eu tocava bateria numa banda do colégio quando tinha uns 16 anos e o baixista faltou à nossa primeira atuação. Eu assumi o baixo, adorei e não larguei mais”.

 

Qual o seu estilo de música preferido? Porquê?

“Gosto muito do Funk por ser um estilo em que o baixo se destaca muito”.

Quais as suas fontes de inspiração?

“Inspiração? A vida, o convívio com as pessoas”.

Onde atuou pela primeira vez? Como foi a experiência?

“A minha primeira atuação a sério foi em um teatro em Recife com a minha primeira banda ‘Ave Noturna’. Muito nervosismo!”.

Quantas atuações já realizou até ao presente?

“Com certeza milhares”.

 Qual a sua atuação preferida? Porquê?

“A minha atuação preferida foi com o Gabriel o Pensador quando fizemos a primeira parte do concerto dos U2, em São Paulo. Tocamos para um estádio lotado”.

No Brasil atuou ao vivo com artistas como Fagner, Ed Motta, Banda Black Rio, Gabriel o Pensador, entre outros. Como decorreu a experiência?

“Uma experiência incrível, aprendi muito e fiz muitos amigos para a vida”.

Como foi partilhar o estúdio com Stewart Copeland, Delmar Brown e Howard Levy?

“Partilhar estúdio com artistas desse nível é um grande impulso para a carreira. Deixa-nos mais confiantes e a certeza de que o caminho que estamos a escolher é o certo”.

Trabalhou com artistas de origem distinta. O que lhe despertou atenção na forma de se valorizar a música nos diferentes países?

“A musica é uma linguagem universal. Toca as pessoas e não há diferença entre povos ou países. A cultura pode ser diferente, mas a emoção de ouvir música é igual para todos”.

Em 2005 mudou-se para Portugal. Porquê?

“Mudei-me para Portugal para resgatar as minhas raízes. Meu pai nasceu cá e houve uma altura da minha vida em que precisei experimentar novos desafios”.

‘Fénix’ é o seu quarto álbum. Como foi trabalhar com João Barradas, MC Big Papo Reto e Raphael Lopes?

“São grandes músicos e grandes amigos principalmente. Muito fácil e tranquilo”.

A que se deveu a escolha do nome do álbum?

“A escolha do título ‘Fénix’ foi para assinalar o final de um período de muita luta a nível pessoal. Passei por um momento muito difícil com um diagnóstico de um problema de saúde muito grave e, depois de quatro anos, consegui ultrapassar e vencer esta luta”.

‘Rio de Janeiro’ é o se novo single. Apresenta um tom nostálgico?

“Sim, um pouco de nostalgia e boas lembranças das grandes bandas Cariocas”.

 Como tem sido a reação do público face ao seu novo single?

“Tenho recebido boas críticas e muitos elogios pelas redes sociais. Estou muito contente com o resultado”.

De momento está a desenvolver algum projeto? 

“Sim, já estou a compor para o quinto álbum que devo gravar no próximo verão”.

Quais são as suas expectativas futuras no âmbito musical?

“Eu quero fazer música simplesmente por fazer. Acho que prefiro não ter grandes expectativas. Fazer música, trabalhar e seguir em frente…”.

Celebração do dia 25 abril com ‘City Trail Paper’

A Associação de Jovens da Ilha do Faial promove o ‘City Trail Paper’ no âmbito das comemorações do dia 25 de abril.

A iniciativa consiste numa corrida que irá decorrer em pontos chave da cidade da Horta, a fim de se conhecer um pouco da História da cidade. Os interessados deverão concentrar-se na Ermida de Nossa Senhora da Guia, Monte da Guia, pelas 9h30.

As inscrições apresentam um limite de 50 participantes e deverão ser efetuadas online em: https://goo.gl/forms/CTT02gBwhBw0R6hF3.

A celebração do dia 25 de abril irá integrar, ainda, petiscos do mercado, artesanato, jogos tradicionais, origamis de abril e a distribuição de cravos a ocorrer na Praça da República das 10h às 19h. O IX Encontro Primavera de Clássicos será realizado pelas 11h30, ocorrendo pelas 13h:30 um momento de dança. Das 14h às 16h terá lugar o teatro infantil, sucedendo-se o Grupo Folclórico do Salão.

João Luzio

Rodeado pela música desde tenra idade, João Luzio foi aprendendo a tocar guitarra com a ajuda do pai e acabou por evoluir sozinho. Em 2012 lançou o seu primeiro álbum e recentemente colaborou no tema ‘Kuwelela’ com Yami Aloelela e Vicky Marques.

Nasceu em Paris e aos 13 anos mudou-se para Portugal. Adaptou-se bem?

“Sim. Felizmente, sendo os meus pais naturais de Portugal, desde cedo aprendemos a viver com as duas linguas e fomos habituados às duas culturas. Foi uma excelente experiência”.

Como surgiu o seu gosto pela música?

“Penso que se foi, simplesmente, desenvolvendo ao longo do tempo. O facto de estar rodeado de música em casa e de ser chamado à atenção para ela (não de forma racional, mas como uma forma de emoção e boa disposição) tornou-a uma parte inerente ao modo de vida.

Com o tempo desenvolveu-se a vontade de continuar a alimentar esse gosto e conhecer e aprender mais”.

 

Porquê a guitarra?

“A guitarra foi o instrumento conveniente e, na verdade, nem o questionei. Era aquele que estava em casa à mão e que o meu pai já tinha inicado de forma autodidata também. Ele mostrou-me umas melodias e começou a desenvolver a partir daí.

Mais tarde, a influência de amigos e músicos que admiramos a tocar também esse instrumento veio consistentemente reforçar esse gosto até hoje”.

Que artistas o influenciam?

“Quando era mais novo, muita música da cultura essencialmente francesa (Enrico Macias, Jacques Brel, Aznavour, Piaf, Dalida, Charles Trenet… esta lista é muito grande). Apercebi-me, também, ao longo do tempo que a música associada a filmes que tinha por rotina ver influenciaram a minha forma de ver a música (o compositor Raymond Lefèvre).

Depois, com os anos, seguem-se outras tendências de música alternativa ou de estilos mais pesados. Mais tarde, comecei a ouvir músicos que se dedicavam tecnicamente e especializadamente à guitarra (Steve Vai, Eric Johnson, Guthrie Govan, Frank Zappa ou Allan Holdsworth, entre outros) e a desenvolver um gosto pela composição.

Mas realmente o que me influencia hoje em dia está em tudo à minha volta. Sons, conversas, números, pessoas. Tudo pode se tornar inspiração e influência”.

 O que levou a optar por uma licenciatura em engenharia civil aos 18 anos?

“Depois de alguma análise e escolha entre vários cursos na altura, o elemento que realmente fui guardando em comum durante muitos anos foi o gosto pela matemática. E penso que, entre outros, esse gosto influenciou em grande parte a decisão de enveredar pela Engenharia Civil”.

 Apesar de se ter focado na música, pondera vir a exercer engenharia civil?

“De facto desconheço o futuro, mas não é uma situação que tenha no calendário. Para além de que estou há muito tempo sem estar ligado a um ambiente de engenheiros, o que iria requerer uma reaprendizagem”.

 Com que idade começou a atuar? Onde? Como decorreu a experiência?

“Penso que a minha primeira atuação, numa posição assumida de guitarrista, terá sido com 16 anos, penso eu, com uma banda que integrava na zona de Chaves. Foi uma primeira experiência. Retirei aspetos positivos e outros que quero melhorar (estes últimos são os que até hoje predominam sempre). Na altura tocámos umas versões de músicas que gostavamos”.

 

Qual é a sensação de estar em palco?

“É uma sensação que me transcende completamente, uma sensação de comunião e comunicação. É um lugar de exposição, onde não há outra hipótese senão ser-se igual a si próprio.

Mas também deixa-me nervoso. Mas não acontece apenas em palco, acontece sempre que estamos nesta comunião musicalmente com alguém. É uma sensação muito boa. Pode acontecer num palco para muita gente ou até tocando para um pequeno grupo de amigos/familiares ou até apenas para uma pessoa. Já me aconteceu várias vezes nesse contexto também. Todas estas situações têm o mesmo potencial de comunicação”.

 Em 2012 editou o seu primeiro álbum a solo. Como correu a experiência?

“Foi uma grande experiência. Por um lado, por permitiu concretizar um objectivo que já vinha a querer concretizar há muito tempo. Por outro lado, é um processo muito interessante no sentido em que se aprende a lidar que o que ouvimos na nossa cabeça. Pode ter uma representação real diferente do que esperávamos e, desta forma, há um processo de aceitação das nossas reais capacidades. Isso pode ser assustador mas também libertador.

Também foi para mim a oportunidade de colaborar com músicos pelos quais tenho respeito e admiração. Foi muito bom, aliás, graças a este disco puderem vir os seguintes. Estou em constante processo, ainda hoje”.

 Prefere atuar a solo ou em colaboração com outros artistas? Porquê?

“Tenho muito gosto em escrever e apresentar música que tenha escrito para discos meus, mas o que me interessa realmente é estar envolvido com pessoas que gostam do que fazem, que sintam que querem tocar, divertir-se e passar uma mensagem com a música.

Há momentos que iremos atuar a solo, outras vezes com um grupo de pessoas ou outros artistas. Não tento controlar muito isso, mas, sim, decidir se sinto que me ligo à mensagem ou ao propósito da música”.

Colaborou, recentemente, no tema ‘Kuwelela’. Como foi a experiência?

“”Foi uma experiência enriquecedora pois o Yami Aloelela e o Vicky Marques são pessoas com uma grande experiência e rodagem musical e só pode haver aprendizagem da minha parte. É interessante entender qual a visão deles quando se trata de desenvolver um horizonte musical, dee que forma vêm e desenvolvem um tema.

Este tema pretendia realçar a capacidade das características individuais de cada um de nós para servir a música e esse propósito foi sem dúvida atingido”.

 É guitarrista a tempo inteiro?

“Profissionalmente, a minha ocupação principal neste momento é dar aulas na Academia de Guitarra em Algés. Mas coloco os meus recursos na vontade de continuar a escrever música e poder estar com pessoas que queiram partilhar essa linguagem e sejam apaixonados pelo que fazem”.

 Acha que Portugal é um país favorável à afirmação de um jovem músico? Porquê?

“É uma pergunta difícil.

A afirmação de um músico depende de vários factores. Depende de factores geográficos, de factores financeiros, de factores sociais, de factores de disciplina e educação, trabalho e determinação, de factores de predisposição musical e de uma série de outros factores incontroláveis.

A falta de afirmação por falta de um ou mais destes factores não torna automaticamente o país desfavorável à afirmação musical.

Da minha parte, não acredito que a afirmação seja um processo fácil ou favorável qualquer que seja o lugar onde se esteja, mas também nunca acreditei propriamente que qualquer caminho na vida que se tomasse viesse a ser simples e directo.

Acredito muito em pessoas que têm uma visão e vão atrás dela da mesma forma que não acredito muito na inércia ou na inconsistência de criar planos pelos quais não damos o nosso melhor diariamente.

Por outro lado, não conheço esse processo de afirmação noutros lugares e essa analogia perde-se pela falta de referencial para comparação. Ou seja, não posso dizer que Portugal não é favorável se talvez ainda o seja menos noutros países.

Agora, o que tenho vindo a perceber em Portugal é que existe barreiras culturais nessa área. É um facto que existe muita oferta, existe muitos músicos que pretendem poder ter essa afirmação, mas existe apenas um número finito de lugares disponíveis para tal. É normal que, por consequência, haja uma sensação de não se alcançar a afirmação desejada”.

O que deveria ser feito, de modo a facilitar a afirmação?

“Numa perspectiva de globalização de consciência, tento, para mim em primeiro lugar, pensar destas formas:

Cada pessoa tem a sua voz própria, isto é, uma experiência, vivências, estados de espíritos, pensamentos e personalidade próprias. Se formos abertos com o que somos musicalmente e sentirmos que estamos a servir a música, já estaremos a fazer uma grande contribuição para um potencial desenvolvimento cultural. Muitas vezes, somos levados ao desejo de individualidade forçada ou, por contexto social, sentimo-nos obrigado a levar um certo caminho.

Por outro lado, desenvolver o gosto pela decisão artística de escolher o que é adequado ou não para cada um de nós é algo essencial. Para ganharmos essa consciência de escolha e decisão, é um facto que devemos ser expostos a uma diversidade cultural. Existir a oportunidade de várias pessoas terem a sua expressividade musical e a componente de diversidade cultural é um ponto que sinto (pessoalmente) que é muito difícil de expôr em Portugal. Programas culturais que levem essa diversidade às pessoas.

Isto acaba por ser um parte da função do ensino. Mostrar e expôr a diversidade (não formatada) da música para haja a oportunidade de se ter um poder de decisão sobre o que quer consumir e não apenas se ligar cegamente àquilo que lhe é dado pelos meios de comunicação.

Um aspecto também que me parece fundamental para facilitar a afirmação é não culpar o exterior pelo que não temos ou não alcançámos. Sermos mais proativos nas mudanças que queremos ver serem feitas.

Finalmente, é muito importante ser-se consistente na visão musical, continuar todos os dias a trabalhar ou fazer algo diferente, ser-se honesto com o que se faz, mesmo que isso leve para um caminho que não se esperava”.

De momento está a desenvolver/ pretende desenvolver algum projeto? Se sim, pode adiantar alguns pormenores?

“Sim, neste momento estou a continuar a desenvolver música que me permita avançar mais no processo de me tornar melhor no que sei fazer e entender o que é realmente importante para mim. É algo que procuro essencialmente através da Guitarra Eléctrica e Portuguesa.

Tenho alguns temas que irão surgir muito em breve e irão dar continuidade a essa vontade se correr tudo bem”.

Quais são as suas expectativas para o futuro no que respeita ao âmbito musical?

“Tenho o desejo de continuar a escrever e fazer música, sem dúvida. Tornar-me melhor e aprender cada dia um pouco mais sobre o caminho.

Gostaria de ter mais oportunidades de me expôr na música e tocar com pessoas e para pessoas apaixonadas pela arte que desenvolvem.

Apresentar essa música ao vivo e fazer a minha parte na diversidade cultural global. Na impossibilidade de garantir essa situação, só posso continuar, para já, a dar o meu melhor para que possa vir a acontecer”.

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