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Nostalgia

Quando eu ainda era uma criança, não existia pobreza; não existiam mendigos famintos, deitados pelas ruas da minha cidade, na gelada madrugada de Natal, sob os piscas das luzes que nos enchem os olhos em plena época natalícia; 

Não existiam crianças de estômago vazio na noite de Ano Novo, nem tão pouco pais desesperados que lutam pela sobrevivência dos seus rebentos por mais um ano consecutivo. Não existiam idosos em lares, nem crianças inocentes, da mesma idade que eu, em casas de acolhimento.

Quando eu ainda era uma criança, não existiam cães abandonados pelas ruas onde passam tantos carros em excesso de velocidade, deixados à sua própria sorte; não haviam gatos mortos e completamente deformados, aqui e ali, mas, principalmente, pelas estradas do meu país, às duas, três ou quatro da manhã;

Não se ouvia falar em pássaros empestados, cobertos de doenças que eram uma ameaça à saúde do próprio ser humano, com o triplo do tamanho e com defesas a dobrar; não se ouviam vacas nem porcos que gemiam de desespero, pela última vez, com uma faca espetada ao peito, sabendo que, dentro de poucos dias, seriam um ótimo prato de bife com legumes salteados e um pouco de arroz para manter a dieta.

Quando eu ainda era uma criança, não haviam cigarros espalhados pelo chão, agulhas e seringas enterradas na areia da minha praia favorita, acabadas de serem usadas por quem vive com a cabeça a mil por hora e deseja, a todo o custo, sossegar- talvez alguém com ainda mais doenças que o pobre pássaro no qual me proibiram de tocar há umas horas atrás.

Não haviam sacos de plástico que se prendem aos nossos pés enquanto nos tentamos molhar só até à cintura, porque o cabelo acabado de ser arranjado não se pode molhar- há uma imagem de perfeição a manter; não se viam garrafas de vodca que iam ao nosso encontro a meio de um mergulho, jogadas ao mar na noite anterior, por um homem que descobriu, meia hora antes, que havia sido traído pela mulher com quem namorava há seis meses;

Não flutuavam garrafas de água, de iogurte, cerveja ou até mesmo latas de polpa de tomate, cogumelos e grão-de-bico que se prendem às mais diversas espécies marinhas, durante anos a fio, até que todo o material se degrade por completo… ou até que o pobre e indefeso bicho se decomponha primeiro.

Isto se nenhum gato, cão, coelho ou até mesmo galo for jogado ao mar antes, embrulhado num saco do Híper Continente, para servir de alimento àquele peixe que ingerimos ao jantar. Tudo porque não era suposto o inútil animal reproduzir-se novamente.

Quando eu ainda era uma criança, aqueles que mais amava não morriam, apenas se escondiam por entre as estrelas e todas as cartas que lhes escrevia eram lidas e respondidas na hora… pelo meu coração. Não haviam flores que não fossem entregues, nem tão pouco folhas apanhadas do chão que não fossem suficientemente dignas e bonitas de se oferecerem a alguém.

Não se ouvia falar em incêndios, sismos, furacões, tsunamis ou inundações; não existia inveja do vizinho de cima, maldade no olhar do vizinho de baixo, quanto menos chatices com o vizinho da frente. Mas, podem crer, se houvesse um vizinho de trás, o desgraçado, com certeza, seria um pedófilo, um pecador, um idiota, um preconceituoso ou até mesmo um serial killer que só veio ao mundo para chatear.

Quando eu ainda era uma criança, podia ser quem quisesse e quando quisesse, a qualquer hora do dia ou em qualquer estação do ano. Fui professora, secretária, pintora, atriz e cantora; desisti de ser juíza para ser advogada; abandonei, já pela metade, o sonho de uma carreira de Agente da PSP, para virar GNR;

Fiz, nos meus mais diversos sonhos, voluntariado em África, mas regressei a Portugal, porque percebi que o que queria mesmo era ser Educadora de Infância, até perceber que tinha jeito para ser jornalista e, talvez, escritora.

“Tu ainda és uma criança, não sabes o que queres para ti. Estes cursos não têm saída e tu também não podes ser tudo ao mesmo tempo. Vais acabar casada, com filhos para sustentar, mas desempregada, porque os adultos não se podem agarrar a meros sonhos, sejamos realistas! Dir-te-ia para seguires Medicina, mas os hospitais têm condições precárias. A Educação seria uma boa opção, mas com os congelamentos é melhor ficares quieta. A vida de um psicólogo é aborrecida, a de um polícia complicada e os dias de um engenheiro monótonos. Aliás, pensando melhor, faz o que tu quiseres!”.

Detestava estudar, mas entre metade da pouca matéria que apanhava por alto, entre as conversas e risinhos nas aulas e os poucos trabalhos que fazia em casa com mais imagens do que matéria, licenciei-me em Comunicação Social e Cultura e, precisamente no último ano do curso, lembrei-me que a vida de jornalista não era para mim.

E a de escritora também não porque, afinal de contas, ‘exigia muita imaginação’ e nem poderia ser considerado um emprego. Pelo menos era o que se dizia por aí.

Mas o que eu queria mesmo era ser repórter. E fotógrafa nos meus tempos livres. Por isso, decidi, aos 22 anos, já bem crescida e licenciada, dedicar-me à comunicação empresarial. Para complementar, uma formaçãozinha em Marketing Digital e, em mim, um desejo profundo de uma pós-graduação em Marketing e, talvez, um mestrado em Comunicação Multimédia.

Confuso? Talvez. Agora imaginem decidirem a vossa vida aos 18 anos, quando ainda nem sabem bem a diferença entre ser psicólogo ou ser psiquiatra. 

Acabei por fazer aquilo que mais quis enquanto fui criança: tudo. Sou um bocado jornalista, escritora e fotógrafa, repórter aos fins de semana, um pouco rececionista e vendedora, gerente, empregada de limpeza semana sim, semana não, professora, psicóloga e chefe de equipa a tempo inteiro.

Isto porque Portugal, visto com os olhos de um adulto e não de uma criança, é assim.

Artigo de opinião da autoria de Laura Tavares, jovem licenciada em Comunicação Social e Cultura pela Universidade dos Açores.

 

“Os deputados não podem comportar-se como estudantes «rebeldes»”

Artigo de Opinião da autoria de Paulo Freitas

Nos últimos tempos, a Assembleia da República tem sido destaque por razões inusitadas. Já não bastava a deputada Isabel Moreira, do partido socialista, pintar as unhas em plena sessão de debate sobre o Orçamento do Estado. O deputado e secretário-geral do PSD, José Silvano, faltou a uma sessão plenária, mas foi feito o registo da sua presença.

Ora, estes comportamentos inadequados por quem tem a responsabilidade de representar os cidadãos, mostra o «estado de coisas» na política portuguesa. Já não é mau, é ridículo. Estes casos não podem ser despiciendos. Os deputados não podem comportar-se como estudantes «rebeldes». A Assembleia da República é o centro da democracia portuguesa.

José Silvano justificou o direito em receber as ajudas de custo dos dias 18 e 24 do mês de outubro, alegando que esteve na reunião da bancada parlamentar e na primeira comissão, respetivamente. Em relação à sua falsa presença na sessão plenária do dia 18, o deputado e secretário-geral do Partido Social Democrata, remeteu o assunto para os serviços da AR.

Já é factual que outro deputado utilizou a password pessoal de José Silvano para marcar a sua presença- Que amigos que eles são!

O problema, na minha perspetiva, não é José Silvano, não é a password, não é o amigo, o problema é a bandeira política do PSD. Quem acompanhou a campanha eleitoral de Rui Rio à presidência do Partido Social Democrata recorda-se de uma célebre frase proferida pelo atual líder do partido, há um ano: «Se há coisa que hoje a política em Portugal precisa é justamente de um banho de ética».

Esta foi uma bandeira que o atual presidente do PSD procurou transmitir para os militantes, para a sociedade e para os meios de comunicação social, diria, em nostalgia aos tempos de Francisco Sá Carneiro.

De facto, a política em Portugal necessita de um «banho de ética» pelos enésimos casos de falta de carácter e de conduta por parte de diversos políticos. Rui Rio está correto e não pode ser culpado pelo que disse. Mas tem de assumir as responsabilidades pelas suas escolhas.

A escolha de Feliciano Barreiras Duarte para secretário-geral do partido foi um fracasso. O homem mentiu em relação ao seu currículo e demitiu-se como não poderia deixar de ser. José Silvano foi o escolhido por Rui Rio para ser o novo secretário-geral do partido e agora está envolvido nesta polémica. A sua demissão é uma nova derrota da estratégia política de Rui Rio.

Este tipo de comportamento vem descredibilizar ainda mais o partido, que não está pronto para as legislativas, nem de perto. A perda do «eleitorado fixo» nas autárquicas vem provar que o PSD está numa encruzilhada e necessita urgentemente de melhorar a sua imagem.

Ao contrário de Santana Lopes, fundador do partido Aliança, considero que o quadrante político da esquerda está mais bem posicionado em matéria eleitoral do que a direita.

Findo recordando a frase daquele que ainda hoje é recordado como um dos melhores políticos portugueses de sempre, Francisco Sá Carneiro: «A política sem risco é uma chatice, mas sem ética é uma vergonha».

Paulo Freitas licenciou-se em Estudos Europeus e Política Internacional na Universidade dos Açores. Foi presidente da direção do Núcleo de Estudantes de Estudos Euro-Atlânticos e vice-presidente da assembleia geral da Associação Académica da Universidade dos Açores.

Atualmente, está a concluir o mestrado em Ciência Política e Relações Internacionais, com especialização em assuntos europeus pela Universidade Nova de Lisboa.

Um presidente que dividirá uma nação em duas: a crise política brasileira

Artigo de opinião de Ana Maria Paulo Teixeira, licenciada em Estudos Europeus e Política Internacional pela Universidade dos Açores, sendo as suas principais áreas de estudo a Ciência Política e as Relações Internacionais.

O Brasil está a viver uma situação bastante controversa e divisionista. A população brasileira encontra-se dividida entre duas fações principais. A continuidade ou a mudança.

Presentemente, o Brasil teve duas opções em cima da mesa, a continuidade das políticas vigentes no país ou uma mudança drástica para um presidente extremista e apelidado de lunático.

Trata-se de Jair Bolsonaro, um militar na reserva, que está a colocar em alvoroço a população brasileira e a comunicação social mundial estupefacta.

Com uma personalidade bastante pragmática e sem pudores de refletir nos seus discursos políticos o seu machismo e racismo, Bolsonaro é já comparado a Donald Trump. É considerado o capítulo tropical do radicalismo de direita.

Como sabemos, a maioria dos estados sul-americanos tem democracias pouco estáveis e extremamente corruptas que, desta forma, encontram-se suscetíveis a sofrerem oscilações mais facilmente, primordialmente, devido ao facto de serem democracias recentes e não completamente enraizadas.

O Brasil, infelizmente, faz parte dessa estatística. A corrupção política é uma das maiores problemáticas do país, agregando todos os problemas sociais gravíssimos existentes, que o torna bastante instável a todos os níveis.

Apesar de toda a controvérsia e imoralidade social que o rodeia, Bolsonaro tem cada vez mais apoiantes e seguidores.

Jair Bolsonaro é considerado um político de extrema direita. Este ramo ideológico político tem ganho cada vez mais seguidores e apoiantes nas últimas décadas, em todo o mundo, algo que já se verificou na Europa e agora ganha destaque no Brasil.

A extrema direita define-se pela defesa do tradicionalismo seja este real ou imaginário, pelo patriotismo exacerbado e, por vezes, mesmo insustentável devido à interdependência entre Estados existente nos nossos dias.

Envolve um foco na tradição em oposição às políticas e costumes que são considerados como reflexo do modernismo. Um movimento que tem ganho cada vez mais força e expressão nas eleições de diversos países.

Os principais fundamentos que levam a população a escolherem este tipo de ideologias prendem-se com o descrédito no sistema político vigente e nos sistemas políticos tradicionais, existindo agravantes como, a instabilidade social, a violência e corrupção política. Neste momento, tudo isto são pontos representativos do Brasil.

Trata-se de uma ideologia de escape, em que as populações desiludidas com os sistemas políticos escolhem por cansaço das falhas da democracia, uma tentativa frustrada de salvar a democracia e voltar aos seus primórdios e valores base, prova disso são, as declarações do povo brasileiro que afirma, “(…) escolher entre corrupção e discriminação? Preferimos não ter corrupção”.

Uma completa descrença pela democracia e pelos políticos que levam a população em dois caminhos distintos. Se por um lado, escolhem colocar o seu voto em personalidades carismáticas que lhes prometem a mudança, mas sem suporte político estável e, por vezes, até um extremismo perigoso para uma democracia saudável, por outro lado, a população deixa de se interessar pela política, aumentando de forma descontrolada e irreversível a abstenção eleitoral. Ambas a hipóteses são tóxicas para as democracias e para os Estados.

Serviços de Gestão Académica da Universidade dos Açores indiferentes a abaixo-assinado dos alunos para a correção de horários da licenciatura de Informática – Redes e Multimédia

Artigo de opinião da autoria do Núcleo de Estudantes de Informática da Universidade dos Açores (NESTI).

A disponibilização tardia dos horários por parte dos Serviços de Gestão Académica da Universidade dos Açores dificultou a correção de qualquer problema nos mesmos, prejudicando a vida aos alunos que utilizam transportes públicos com manhãs completamente livres e aulas tardias, estas últimas fora dos horários que já vêm a ser habituais.

A menos de uma semana do início do ano letivo 2018/2019 foram disponibilizados os horários dos vários cursos oferecidos pela Universidade dos Açores. Esta divulgação tardia não permitiu, como já era habitual, correções propostas por parte dos professores e diretores de curso.

Com isto, após constatar que os interesses dos alunos, principalmente dos dependentes de transportes públicos, não tinham sido de maneira alguma tidos em conta na construção dos horários da licenciatura de Informática – Redes e Multimédia (IRM), reunimos alterações sugeridas por todos os alunos e realizamos várias reuniões com o diretor de curso, permitindo, assim, a elaboração de um pedido de alteração de horários acompanhado de um abaixo-assinado de mais de 45 alunos e dos professores que seriam afetados pelas alterações.

Posto isto, o pedido consiste num conjunto de mudanças que alteram aulas tardias (que acabam às 20h00) para as manhãs do mesmo dia, uma vez que se encontram completamente disponíveis, ou para dias adjacentes, reduzindo o fim do dia de aulas para os alunos. Como o pedido é da maior importância, este foi enviado dia sete de setembro e mais tarde reenviado, com novas alterações e acompanhado pelo já referido abaixo-assinado, no dia 20 de setembro.

Porém, e após a espera de uma primeira resposta que seria uma consideração acerca do pedido e não a efetivação do mesmo nos termos definidos pela instituição, entramos em contacto com o Provedor do Estudante (PE) no dia um de outubro, com a expectativa de receber alguma informação acerca do processo que já se alongava. Apenas recebemos a informação de que o PE estava também à espera de uma atualização acerca da situação. Este finalmente indicou, dia 12 de outubro, que os Serviços de Gestão Académica não iriam realizar a maior parte das alterações presentes no pedido, estando, no entanto, aberta a possibilidade de antecipar as aulas tardias.

Com isto, um dia após esta resposta, dialogamos com outros colegas universitários de faculdades que não a nossa (Faculdade de Ciências e Tecnologia) e fomos surpreendido com a informação de que vários outros cursos, também com problemas nos horários, realizaram abaixo-assinados e depararam-se com professores descontentes perante a situação. Fomos informados também que todos os abaixo-assinados estão igualmente estagnados.

De facto, constata-se que o processo gerou-se devido à má estruturação dos horários e tornou-se moroso, por parte dos Serviços de Gestão Académica, mesmo após vários contactos e um abaixo-assinado dos alunos da licenciatura de IRM. Infelizmente, esta não é a primeira vez que o silêncio dos Serviços de Gestão Académica da UAç se faz sentir, uma vez que no caso de IRM, os alunos e professores frequentemente elaboram pedidos para a realização de aulas de programação e outras em salas que as suportem (com tomadas, internet e computadores).

Para além disso, no ano letivo anterior existiram também embaraços realizados no ato de matrícula por não estarem disponíveis as unidades curriculares opcionais no ano em questão e, mesmo após a tardia disponibilização, obrigaram os alunos a pagar 50€ pela alteração de matrícula, uma vez que uma unidade curricular, por alguma razão, afinal não permitia alunos de IRM.

Passadas várias semanas uma possível resolução, sugerida pelos Serviços de Gestão Académica, foi finalmente apresentada aos alunos da licenciatura.

Concluímos que apesar dos alunos serem uma grande parte do rendimento da Universidade dos Açores, situações como as descritas levam os mesmos a acreditar que as estruturas administrativas da instituição não prezam pelos interesses dos estudantes nem se mostram eficazes na resolução de problemas que estas próprias criaram.

Alguns alunos deslocados para os Açores questionam-se acerca da decisão que tomaram e os alunos em geral questionam-se relativamente à realização de aulas de programação em salas não preparadas para as mesmas, à má cobertura de rede Wireless no Campus e à morosidade na resolução de problemas nos horários. Assim sendo, coloca-se a seguinte questão: Será que os alunos têm qualquer tipo de voz na universidade após os Serviços de Gestão Académica apresentarem uma atitude de silêncio total perante uma situação urgente e da maior importância?

A melhor solução atualmente debruça-se sobre a estrutura máxima, a reitoria, que deve iniciar o diálogo com os vários representantes dos cursos afetados e, efetivamente, iniciar a resolução (tardia) de todas as alterações presentes em cada abaixo-assinado, uma vez que, como colegas de vários alunos universitários da instituição, temos a certeza de que quem está a representar o seu curso com o abaixo-assinado tomou as medidas necessárias para realizar alterações coesas e baseadas em certezas recolhidas dos diversos diálogos com colegas, professores e funcionários.

 

95 por cento das pessoas com mais de 65 anos sofre de catarata

Artigo de Opinião de Raúl Sousa, presidente da Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO)

A catarata é a alteração da transparência (opacificação) do cristalino e o seu aparecimento é, normalmente, o resultado do processo natural de envelhecimento. Quase todas as pessoas com mais de 65 anos de idade apresentam este problema, embora com distinta gravidade.

No entanto, quando a catarata surge em jovens, crianças ou em doentes diabéticos, a sua evolução é normalmente mais rápida. O fumo do tabaco e/ou o uso de determinada medicação (como a cortisona), são considerados fatores de risco no desenvolvimento desta doença. Por outro lado, ler, costurar, usar computador ou ver televisão, não influem no aparecimento ou desenvolvimento de cataratas.

Numa fase inicial, dependendo do seu tamanho e localização, a catarata pode passar despercebida. No entanto, apesar da perda de transparência do cristalino ser um processo lento, mais tarde ou mais cedo irá provocar alterações na visão. A pessoa com cataratas começa a notar a visão mais “enevoada” e/ou em duplicado, refere perda de visão (principalmente em ambientes com pouca luz), com necessidade de alterar os óculos.

A catarata não provoca dor, mas pode afetar gravemente algumas tarefas diárias, como ler, costurar ou conduzir.

Para diagnosticar a catarata é preciso verificar a diminuição da acuidade visual; a observação do cristalino através do biomicroscópio na consulta; a observação pela oftalmoscopia e a observação dos reflexos pupilares. O seu Optometrista pode e deve confirmar a presença e extensão da catarata ou de outros distúrbios visuais que possam provocar enevoamento da visão.

As cataratas deverão ser operadas a partir do momento em que as tarefas do dia a dia tornam-se mais difíceis pela perda progressiva de visão. Apesar da recuperação da visão ser quase imediata, a cicatrização devido à operação, pode demorar 1 a 2 meses.

O Optometrista é um profissional central nos cuidados para a saúde da visão, segundo a Organização Mundial da Saúde. O seu âmbito de prática não se limita ao diagnóstico, prescrição, terapêutica e reabilitação da condição visual. Também desempenha um papel de relevo na investigação e inovação científica, para a implementação de prática clínica baseada em evidência científica.

(Com)Cordas por Andreia de Sousa

15 dias no Pico, por Andreia de Sousa

Tudo começou com uma proposta para realizar uma exposição de pintura, ligada aos instrumentos de cordas, para a 3º edição do Festival Cordas, na ilha do Pico, realizado pela associação Miratecarts.

Rápido as ideias e projetos foram aumentando, entre workshops de expressão plástica nas escolas, instalações na Galeria Costa e aquele que seria “O” projeto da minha vida: pintar uma tela monstruosa (4m X 2m) ao vivo, em apenas 5 dias. Entre a excitação e o medo, e ansiosa por regressar à ilha que tanto me inspira, não hesitei em aceitar o desafio e embarcar numa aventura de criação por 15 dias. Na primeira semana, trabalhei diretamente com as crianças e jovens que colaboram com a associação MiratecArts na execução de diversas peças para a minha instalação na Galeria Costa, que falou sobre o poder transformador da arte na sociedade.

Foram 200 quilos de lixo reciclado e horas dedicadas à pintura, com o objetivo de defender a igualdade, respeito e amor para todos… mas houve tempo para tudo, não apenas trabalho…

Eu, a alma e coração da associação MiratecArts, Terry Costa, corremos a ilha de ponta a ponta, parando em todas as freguesias, conhecendo os artistas e os locais, os cafés, museus e restaurantes… e sim, a comida é boa e o vinho é único, mas são as pessoas que transformam este pequeno pedaço de terra no meio do atlântico num paraíso de simpatia e boa disposição.. e foi da experiência e do contacto com as pessoas que surgiu a inspiração para a obra monstruosa que viria a produzir.

O medo de falhar na execução do trabalho, já que o tempo de produção era limitado, fez-me concluir que o ideal seria ter apenas uma pessoa representada na tela. Em jeito de brincadeira partilhei com o Terry que iria pintar o professor, músico e compositor Rafael Carvalho, já que é através dele que eu e a geração mais nova conhecemos bem a Viola da Terra.

O Terry concordou que essa fosse a minha inspiração, já que foi através da colaboração dele (Rafael) com a associação Miratecarts que se desenvolveu o Festival Cordas… mas não tardaram a chegar fotos, às dezenas, de tocadores de toda a ilha do Pico. De noite e de dia, vinham fotos e histórias de pessoas que contribuíram para a dinamização da cultura da viola da terra.

O meu medo era imenso, já que por norma são necessárias 30 horas para fazer apenas uma cara e eu teria apenas 35 horas para realizar todo o painel. Além de que, seria de certa forma injusto representar uns em detrimentos de outros…

Ao finalizar a primeira semana de residência, fomos juntos a uma festa tradicional ver um grupo de tocadores e a famosa dança da Chamarrita e foi aí que o meu coração se inspirou verdadeiramente e não houve outra possibilidade senão avançar com a representação de diferentes pessoas ligadas a esta tradição…

Nem todos puderam lá estar representados, mas acima de tudo procurei representar a tradição, não só através das caras e das violas, mas também através do uso de cores robustas que lembrassem os nossos verdes e azuis característicos, trabalhando em diversas camadas, que se sobrepunham, tal como a vida e as experiências que dela retiramos…

Foram cerca de 35 horas de pintura e havia mesmo tanto a dizer sobre este processo e todas as pessoas que me inspiraram e apoiaram durante a realização da obra, mas partilho aquele que foi “O” meu momento, quando a exaustão mental e física e a pressão da finalização já se apoderava de mim e, subitamente, as lágrimas (de felicidade) escorriam-me pela cara ao som de uma música que dizia assim: “It doesn´t get any better then this..” e não, a vida não fica melhor do que isso…. É através do amor à arte que conheci pessoas incríveis, que fiz novas amizades e que me sinto, passados apenas 15 dias, não só uma artista mais experiente, como uma pessoa mais feliz.

Hoje (enquanto escrevo estas palavras no voo para casa) deixo no Pico uma grande parte de mim, para toda a história, mas levo o Pico no coração para toda a minha história… e embora hoje seja o dia da despedida, despeço-me com planos de em breve regressar…

Eternamente grata. Obrigada MiratecArts! Obrigada Pico!

 

PSD/AÇORES: CHAMEM O 112!

No próximo dia 29 de setembro os militantes social-democratas dos Açores irão eleger o seu próximo líder, depois de Duarte Freitas ter recuado na sua intenção de se recandidatar, consequência da apresentação pública da candidatura de Pedro Nascimento Cabral.

Alexandre Gaudêncio aparece depois, preconizando uma candidatura de emergência. Os chamados “tachistas” ou, numa definição mais refinada, os carreiristas partidários, liderados então por Duarte Freitas – ele próprio carreirista há mais de 20 anos (saltando de parlamento em parlamento) – viram na candidatura de Nascimento Cabral uma ameaça aos seus lugares. Isto porque logo no seu discurso inicial, Pedro Nascimento Cabral discursou contra esta estirpe que vem apodrecendo a laranja social-democrata dos Açores.

A meu entender, são eles nomes como: António Marinho, Bruno Belo, Duarte Freitas, Luís Maurício, no Parlamento Regional, António Ventura e Berta Cabral, na Assembleia da República, Flávio Soares, Eunice Sousa e os fantasmas Daniel Pavão e Cláudio Almeida, na JSD, aliás todos eles apoiantes de Gaudêncio, comprovando, assim, o exposto em epígrafe. Ou a nível autárquico, como Pedro Furtado em Ponta Delgada ou a Sabrina Furtado em Vila Franca, que já foi para Assembleia Regional para se preparar para fazer a ponte no Parlamento, caso Alexandre Gaudêncio vença as eleições.

Quanto aos TSD o líder ainda não se pronunciou, mas a mim parece-me que anda a piscar olho a ambos os candidatos, para ver se é desta que deixa a Domingos Rebelo. Mas pior do que ele, foi mesmo Bolieiro que se revelou um político sem caráter, atraiçoando Pedro Nascimento Cabral, tendo dado o “dito por não dito”. Aliás, Bolieiro é um flop, tal como Gaudêncio, mas perfumado com colónia para garantir um ar mais chique. Arrisca-se a ficar sem a Câmara Municipal de Ponta Delgada nas próximas eleições.

Nascimento Cabral apresenta-se a eleições com um projeto político e Gaudêncio com um sorriso, um beijo e um abraço. De um lado, apontam-se problemas da Região, mas também não se apresentam grandes soluções. Do outro lado, exibe-se pelas paredes das sedes um powerpoint, com um projeto mais virado para a estrutura, apenas com três propostas: Academia de Poder local, Gabinete de Apoio ao Militante e Mulheres Social-democratas. Quem observa as candidaturas pelos projetos, pensa que um é já líder da oposição e outro candidato à JSD ou a uma Associação de Estudantes.

Nascimento Cabral quer que as bases escolham os seus deputados, e eu concordo. Quer, ainda, apresentar uma Moção de Censura ao Governo. Arriscado para quem ainda não sabe se terá o apoio do grupo parlamentar. Vê a evolução dos Açores para um Estado Federado, mas ainda terá que nos explicar melhor isto.

Defende um Círculo Eleitoral para os Açores nas Eleições Europeias (aliás, como Paulo Estevão já vem a defender desde 2000) e não quer mais independentes nas listas do partido. Ora, este é um ponto sensível: a sua mandatária regional é a Deputada Europeia Sofia Ribeiro, candidata independente, que se tornou militante depois de ser eleita.

Claro que o leitor que me lê dirá que é fácil ser-se militante a ganhar 15 mil euros por mês, graças ao partido. Difícil são os nossos militantes de base mais humildes, agricultores e pescadores, que erguem a bandeira ao ar e a mão ao peito, gritando alto “Paz, Pão, Povo e Liberdade”, distribuindo panfletos e colando cartazes e que, muitas vezes, são censurados a nível local por isso. Mas eu diria que o leitor está a ser mauzinho e eles dirão que está a ser “populista” ou “demagógico”, usando o terminologia que eles gostam de utilizar, a não ser que seja o deputado Jaime Vieira que certamente não saberá pronunciar estas palavras.

Talvez nem seja necessário referir, também, que a Sofia foi um dos rostos de uma das cinco derrotas que tanto apontamos (e com razão e legitimidade) a Duarte Freitas.

Mas do outro lado, está Espanha: de onde se diz que “nem bom vento, nem bom casamento”. Apesar de algumas das propostas apontadas pelo candidato Pedro Nascimento Cabral serem suscetíveis de uma análise mais aprofundada, pela existência de certa incoerência em algumas delas, a verdade é que de Alexandre Gaudêncio nenhuma proposta ou preocupação. Será que está a seguir a máxima de “boca calada faz boa sopa”? Ou pretende ser o Marcelo dos Açores, numa versão muito mais rasca e sem fundamentação intelectual? Teremos aqui o candidato que, pela simpatia, pelo sorriso, pela lágrima fácil, pelo toque ou pelo abraço, pelo balde de tinta ou pelo saco de cimento, pelo rendimento social de inserção ou pelo favorecimento, pretende lá chegar? Acho que é mais por aí.

Se gostamos de criticar o Partido Socialista dos Açores, acusando Carlos César de ser o Presidente fantasma e Vasco Cordeiro o seu querubim, vamos querer agora fazer o mesmo com Gaudêncio em Presidente e Duarte Freitas na sombra?

Enfim. Um ganha no tribunal, outro ganha na rua. A diferença é que os eleitores não são juízes e, na política, na maioria das vezes, a sentença é dada pelo próprio arguido, sob interferência de um terceiro, o Sr. Caciquista. Viva o PSD? Não, assim não.

Artigo de opinião de Rúben Pacheco Correia, jovem empreendedor, escritor e estudante na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa

“AVEIRO DOS ESTUDANTES”

Situada a cerca de uma hora de comboio do Porto: Aveiro, cidade também conhecida como a ‘Veneza Portuguesa’, conquistou-me desde o primeiro momento. Os cinco anos que lá passei foram, sem sombra de dúvida, os melhores de que tenho memória.

A minha aventura em terras aveirenses começou quando fui para lá estudar Tradução especializada em Inglês e Alemão. É verdade que é difícil estar longe de casa, mas os momentos bons (e que estive bem acompanhada) superaram aqueles em que me senti mais sozinha. E, também, é natural, por vezes, sentirmos saudades de casa. Mas, acima de tudo, é preciso ter sempre em mente que toda a experiência contribui para o nosso amadurecimento e aprendizagem pessoal. A partir do momento que estamos por nossa conta numa cidade diferente, o nosso sentido de responsabilidade tende a ficar mais “aguçado”, além de descobrirmos muito sobre nós mesmos.

A Universidade de Aveiro, com os seus espaços amplos e agradáveis, possibilita que se conheça muitas pessoas, oriundas de todo o país, Europa e, até mesmo, de todo o mundo. Estando dividida em departamentos, que estão muito próximos uns dos outros, possibilita, ainda, que se conheça pessoas de outros cursos (e quem sabe um grande amor?). Embora com altos e baixos, a minha experiência académica, no geral, foi bastante positiva. E quanto à praxe: devo dizer que não é nenhum ‘bicho de sete cabeças’ e que vale muito a pena experimentar – mas, claro, ninguém é obrigado. Devo dizer que me diverti bastante nas minhas, que decorreram ao longo do meu primeiro ano, e que terminaram no dia do desfile académico.

Aveiro é uma cidade de muitos encantos. Desde a ria e os seus moliceiros, que romantizam a cidade; a simpatia das pessoas; as salinas e praias de areia branca; passando pela gastronomia (Ovos Moles e Tripas de Aveiro que aconselho vivamente a experimentarem)… Posso dizer que me senti em casa.

Aveiro é uma cidade de estudantes, uma cidade jovem e cheia de vida, que me proporcionou uma experiência inesquecível e que, sem dúvidas, voltava a repetir!

Artigo de opinião da autoria de Bruna Salgueiro, jovem de 24 anos. Natural de São Miguel, Bruna é licenciada em Tradução pela Universidade Aveiro e pós-graduada em Línguas e Relações Empresariais. 

Dos telemóveis aos atos

Se há uns anos atrás era apropriado afirmar «Falar é fácil! Tens de passar das palavras aos atos», agora é mais adequado constatar «Escrever é fácil! Tens de passar das resmunguices digitais aos atos». Pois é. Com os anos a passar, a preguiça e a inação ganham novas formas. No entanto, nós, jovens, não nos podemos esquecer que somos aqueles que mais usam essas formas tecnológicas e, como tal, está nas nossas mãos atribuir-lhes os usos corretos.

Atualmente, o meio mais promissor para difundir opiniões – quer sejam elas rigorosas ou não – está à distância de um clique, de uma rede social. Ora, isto leva a que suceda todo um debate – não necessariamente lógico – em torno de um assunto. Existe notoriamente um uso incorreto destas plataformas para argumentar decentemente, muitas vezes. Agora, isto acontece com os adultos (por assim dizer). E os jovens? Seguem o mesmo caminho de opiniões infundadas e de notícias falsas?

Vejamos, com os jovens, nomeadamente sub 20 ou 25 anos, nota-se uma realidade diferente: os telemóveis («smartphones») passaram ao estatuto de objeto vital, sendo, portanto, legítimo passar o dia todo de cara enfiada nestes aparelhos, com o fim de «comunicar» e bisbilhotar (eu também sou jovem, sei muito bem que um dos objetivos é bisbilhotar!). Este comportamento desconstrói as relações interpessoais, é fácil de entender quando a oralidade é transformada em emojis. Pode parecer ridículo, no entanto, aos poucos perde-se a capacidade oral (até porque emitir vocalmente abreviaturas não parece ser tarefa fácil…).

Se existe uma quebra na capacidade oral, os cidadãos do hoje e do amanhã (todos os cidadãos, portanto) não vão conseguir ter a habilidade de se coordenar em busca de um objetivo comum. É necessário, desde já, encarar a realidade ao vivo e não só através de um ecrã. Até porque com o mundo digital tudo o que foi, anteriormente, mencionado poderá apanhar na teia leitores menos instruídos, fomentando a ignorância.

É necessário ter conhecimento e analisar a realidade de forma a podermos pensar por nós mesmos, termos espírito crítico e termos uma voz ativa e reflexiva.

Não afirmo que as plataformas digitais possuem consequências negativas e pronto. Afirmo, sim, que é necessário usá-las com moderação, respeito pelos outros e tolerância. Isto para não dizer que os meios digitais são importantes plataformas de difusão movimentos humanos em prol de uma cidadania ativa: falo de manifestações, petições, sugestões… Cabe-nos dar o uso correto a tudo isto.

Desmistificando o que foi dito e respondendo às perguntas que os leitores poderão estar a matutar: E onde é que os jovens entram nisto? É preciso começar cedo? Não podem ter outros interesses?

Os jovens, não me canso de repetir, são os agentes da mudança por terem uma predisposição natural à mudança, à experiência e ao progresso – atitude que se vai perdendo com o avançar da idade. Claro que muitos jovens não estão virados para fazer política propriamente dita. Têm toda a legitimidade. Não nos podemos esquecer é que vivemos em sociedade e, como tal, cada indivíduo é um cidadão («O Homem é por natureza um animal político» – Aristóteles), tem uma palavra (ou mais se preferir) a dizer. Tod@s nós somos diferentes, contudo tod@s nós devemos trabalhar para atingir um objetivo comum: a sociedade harmoniosa – uma organização igualitária, justa, fraterna, livre e racional.

Em suma: conviver e sonhar fora dos ecrãs é muito melhor e pode fazer a diferença.

Artigo de opinião da autoria de Pedro Amaral, estudante de 16 anos e aderente do Bloco de Esquerda.

Uma T-Shirt & 4 Looks

O certo é que a primavera já chegou, mas o bom tempo está um pouco atrasado. Enquanto o calor não chega, aproveitamos para pensar no nosso guarda-roupa e dar uma espreitadela às tendências 2018.

Na primavera e no verão todos nós acabamos por querer transmitir um pouco mais de cor e alegria e o nosso roupeiro é também um meio para nos expressarmos. Nestas alturas só queremos estar frescos, confortáveis e aproveitar um bom dia de sol e/ou até um serão agradável. E qual é a melhor forma para o fazer? De T-SHIRT é claro!

Uma das tendências de 2018, e para vos dizer a verdade, uma peça totalmente intemporal, são as graphic tees (t-shirts gráficas) e é disso mesmo que vamos falar!

Como a t-shirt é um elemento muito básico podemos misturá-la com outras peças e tendências que ficará sempre bem. Esta é uma peça chave que não deve faltar no guarda-roupa de qualquer pessoa. Tal como as influencers que seguimos, também nós podemos combinar t-shirts com frases peculiares e divertidas e ficar com um look arrojado e na moda. Mostro-vos, então, quatro contextos distintos, em que a mesma t-shirt é conjugada de forma diferente, dando assim um estilo diferente. Seja para ir para o trabalho, dar um passeio na praia, ir até ao cinema ou até para um jantar romântico, uma t-shirt fica sempre bem (desde que seja bem conjugada é claro)!

Em todos os looks há um pop de cor e uma mistura evidente de cores e texturas/tecidos, isto dá alguma versatilidade ao look. Conjugá-la com uma saia vistosa, em que a t-shirt a complementa de forma casual e perfeita, evita que o outfit pareça exagerado. O conjunto da t-shirt com o denim é já um conjunto clássico, conhecido por todas nós, mas com os acessórios e os sapatos corretos o look passa de básico a brilhante. O conjunto do fato com a t-shirt segue a mesma lógica do look da saia e t-shirt, é também uma forma de ter um look sóbrio, mas não de uma forma excessiva, sendo que os sapatos são uma ótima forma de dar estilo ao conjunto. Por fim, é possível compor um look completamente casual através da mistura de uns calções coloridos, com uns sapatos e acessórios vistosos, divertidos e diferentes.

Sem dúvida alguma que, se gostarem mesmo de alguma peça de vestuário é possível conjugá-la de várias formas diferentes e obter resultados igualmente diferentes… O que é preciso ter é imaginação e criatividade, não tenham medo de arriscar!

Artigo de opinião da autoria de Patrícia Silva, jovem de 22 anos. Patrícia é aluna finalista do curso de Relações Públicas e Comunicação na Universidade dos Açores e gere um blog de Moda, Beleza e Lifestyle:  impatriciasilva.com 

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