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Serviços de Gestão Académica da Universidade dos Açores indiferentes a abaixo-assinado dos alunos para a correção de horários da licenciatura de Informática – Redes e Multimédia

Artigo de opinião da autoria do Núcleo de Estudantes de Informática da Universidade dos Açores (NESTI).

A disponibilização tardia dos horários por parte dos Serviços de Gestão Académica da Universidade dos Açores dificultou a correção de qualquer problema nos mesmos, prejudicando a vida aos alunos que utilizam transportes públicos com manhãs completamente livres e aulas tardias, estas últimas fora dos horários que já vêm a ser habituais.

A menos de uma semana do início do ano letivo 2018/2019 foram disponibilizados os horários dos vários cursos oferecidos pela Universidade dos Açores. Esta divulgação tardia não permitiu, como já era habitual, correções propostas por parte dos professores e diretores de curso.

Com isto, após constatar que os interesses dos alunos, principalmente dos dependentes de transportes públicos, não tinham sido de maneira alguma tidos em conta na construção dos horários da licenciatura de Informática – Redes e Multimédia (IRM), reunimos alterações sugeridas por todos os alunos e realizamos várias reuniões com o diretor de curso, permitindo, assim, a elaboração de um pedido de alteração de horários acompanhado de um abaixo-assinado de mais de 45 alunos e dos professores que seriam afetados pelas alterações.

Posto isto, o pedido consiste num conjunto de mudanças que alteram aulas tardias (que acabam às 20h00) para as manhãs do mesmo dia, uma vez que se encontram completamente disponíveis, ou para dias adjacentes, reduzindo o fim do dia de aulas para os alunos. Como o pedido é da maior importância, este foi enviado dia sete de setembro e mais tarde reenviado, com novas alterações e acompanhado pelo já referido abaixo-assinado, no dia 20 de setembro.

Porém, e após a espera de uma primeira resposta que seria uma consideração acerca do pedido e não a efetivação do mesmo nos termos definidos pela instituição, entramos em contacto com o Provedor do Estudante (PE) no dia um de outubro, com a expectativa de receber alguma informação acerca do processo que já se alongava. Apenas recebemos a informação de que o PE estava também à espera de uma atualização acerca da situação. Este finalmente indicou, dia 12 de outubro, que os Serviços de Gestão Académica não iriam realizar a maior parte das alterações presentes no pedido, estando, no entanto, aberta a possibilidade de antecipar as aulas tardias.

Com isto, um dia após esta resposta, dialogamos com outros colegas universitários de faculdades que não a nossa (Faculdade de Ciências e Tecnologia) e fomos surpreendido com a informação de que vários outros cursos, também com problemas nos horários, realizaram abaixo-assinados e depararam-se com professores descontentes perante a situação. Fomos informados também que todos os abaixo-assinados estão igualmente estagnados.

De facto, constata-se que o processo gerou-se devido à má estruturação dos horários e tornou-se moroso, por parte dos Serviços de Gestão Académica, mesmo após vários contactos e um abaixo-assinado dos alunos da licenciatura de IRM. Infelizmente, esta não é a primeira vez que o silêncio dos Serviços de Gestão Académica da UAç se faz sentir, uma vez que no caso de IRM, os alunos e professores frequentemente elaboram pedidos para a realização de aulas de programação e outras em salas que as suportem (com tomadas, internet e computadores).

Para além disso, no ano letivo anterior existiram também embaraços realizados no ato de matrícula por não estarem disponíveis as unidades curriculares opcionais no ano em questão e, mesmo após a tardia disponibilização, obrigaram os alunos a pagar 50€ pela alteração de matrícula, uma vez que uma unidade curricular, por alguma razão, afinal não permitia alunos de IRM.

Passadas várias semanas uma possível resolução, sugerida pelos Serviços de Gestão Académica, foi finalmente apresentada aos alunos da licenciatura.

Concluímos que apesar dos alunos serem uma grande parte do rendimento da Universidade dos Açores, situações como as descritas levam os mesmos a acreditar que as estruturas administrativas da instituição não prezam pelos interesses dos estudantes nem se mostram eficazes na resolução de problemas que estas próprias criaram.

Alguns alunos deslocados para os Açores questionam-se acerca da decisão que tomaram e os alunos em geral questionam-se relativamente à realização de aulas de programação em salas não preparadas para as mesmas, à má cobertura de rede Wireless no Campus e à morosidade na resolução de problemas nos horários. Assim sendo, coloca-se a seguinte questão: Será que os alunos têm qualquer tipo de voz na universidade após os Serviços de Gestão Académica apresentarem uma atitude de silêncio total perante uma situação urgente e da maior importância?

A melhor solução atualmente debruça-se sobre a estrutura máxima, a reitoria, que deve iniciar o diálogo com os vários representantes dos cursos afetados e, efetivamente, iniciar a resolução (tardia) de todas as alterações presentes em cada abaixo-assinado, uma vez que, como colegas de vários alunos universitários da instituição, temos a certeza de que quem está a representar o seu curso com o abaixo-assinado tomou as medidas necessárias para realizar alterações coesas e baseadas em certezas recolhidas dos diversos diálogos com colegas, professores e funcionários.

 

95 por cento das pessoas com mais de 65 anos sofre de catarata

Artigo de Opinião de Raúl Sousa, presidente da Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO)

A catarata é a alteração da transparência (opacificação) do cristalino e o seu aparecimento é, normalmente, o resultado do processo natural de envelhecimento. Quase todas as pessoas com mais de 65 anos de idade apresentam este problema, embora com distinta gravidade.

No entanto, quando a catarata surge em jovens, crianças ou em doentes diabéticos, a sua evolução é normalmente mais rápida. O fumo do tabaco e/ou o uso de determinada medicação (como a cortisona), são considerados fatores de risco no desenvolvimento desta doença. Por outro lado, ler, costurar, usar computador ou ver televisão, não influem no aparecimento ou desenvolvimento de cataratas.

Numa fase inicial, dependendo do seu tamanho e localização, a catarata pode passar despercebida. No entanto, apesar da perda de transparência do cristalino ser um processo lento, mais tarde ou mais cedo irá provocar alterações na visão. A pessoa com cataratas começa a notar a visão mais “enevoada” e/ou em duplicado, refere perda de visão (principalmente em ambientes com pouca luz), com necessidade de alterar os óculos.

A catarata não provoca dor, mas pode afetar gravemente algumas tarefas diárias, como ler, costurar ou conduzir.

Para diagnosticar a catarata é preciso verificar a diminuição da acuidade visual; a observação do cristalino através do biomicroscópio na consulta; a observação pela oftalmoscopia e a observação dos reflexos pupilares. O seu Optometrista pode e deve confirmar a presença e extensão da catarata ou de outros distúrbios visuais que possam provocar enevoamento da visão.

As cataratas deverão ser operadas a partir do momento em que as tarefas do dia a dia tornam-se mais difíceis pela perda progressiva de visão. Apesar da recuperação da visão ser quase imediata, a cicatrização devido à operação, pode demorar 1 a 2 meses.

O Optometrista é um profissional central nos cuidados para a saúde da visão, segundo a Organização Mundial da Saúde. O seu âmbito de prática não se limita ao diagnóstico, prescrição, terapêutica e reabilitação da condição visual. Também desempenha um papel de relevo na investigação e inovação científica, para a implementação de prática clínica baseada em evidência científica.

(Com)Cordas por Andreia de Sousa

15 dias no Pico, por Andreia de Sousa

Tudo começou com uma proposta para realizar uma exposição de pintura, ligada aos instrumentos de cordas, para a 3º edição do Festival Cordas, na ilha do Pico, realizado pela associação Miratecarts.

Rápido as ideias e projetos foram aumentando, entre workshops de expressão plástica nas escolas, instalações na Galeria Costa e aquele que seria “O” projeto da minha vida: pintar uma tela monstruosa (4m X 2m) ao vivo, em apenas 5 dias. Entre a excitação e o medo, e ansiosa por regressar à ilha que tanto me inspira, não hesitei em aceitar o desafio e embarcar numa aventura de criação por 15 dias. Na primeira semana, trabalhei diretamente com as crianças e jovens que colaboram com a associação MiratecArts na execução de diversas peças para a minha instalação na Galeria Costa, que falou sobre o poder transformador da arte na sociedade.

Foram 200 quilos de lixo reciclado e horas dedicadas à pintura, com o objetivo de defender a igualdade, respeito e amor para todos… mas houve tempo para tudo, não apenas trabalho…

Eu, a alma e coração da associação MiratecArts, Terry Costa, corremos a ilha de ponta a ponta, parando em todas as freguesias, conhecendo os artistas e os locais, os cafés, museus e restaurantes… e sim, a comida é boa e o vinho é único, mas são as pessoas que transformam este pequeno pedaço de terra no meio do atlântico num paraíso de simpatia e boa disposição.. e foi da experiência e do contacto com as pessoas que surgiu a inspiração para a obra monstruosa que viria a produzir.

O medo de falhar na execução do trabalho, já que o tempo de produção era limitado, fez-me concluir que o ideal seria ter apenas uma pessoa representada na tela. Em jeito de brincadeira partilhei com o Terry que iria pintar o professor, músico e compositor Rafael Carvalho, já que é através dele que eu e a geração mais nova conhecemos bem a Viola da Terra.

O Terry concordou que essa fosse a minha inspiração, já que foi através da colaboração dele (Rafael) com a associação Miratecarts que se desenvolveu o Festival Cordas… mas não tardaram a chegar fotos, às dezenas, de tocadores de toda a ilha do Pico. De noite e de dia, vinham fotos e histórias de pessoas que contribuíram para a dinamização da cultura da viola da terra.

O meu medo era imenso, já que por norma são necessárias 30 horas para fazer apenas uma cara e eu teria apenas 35 horas para realizar todo o painel. Além de que, seria de certa forma injusto representar uns em detrimentos de outros…

Ao finalizar a primeira semana de residência, fomos juntos a uma festa tradicional ver um grupo de tocadores e a famosa dança da Chamarrita e foi aí que o meu coração se inspirou verdadeiramente e não houve outra possibilidade senão avançar com a representação de diferentes pessoas ligadas a esta tradição…

Nem todos puderam lá estar representados, mas acima de tudo procurei representar a tradição, não só através das caras e das violas, mas também através do uso de cores robustas que lembrassem os nossos verdes e azuis característicos, trabalhando em diversas camadas, que se sobrepunham, tal como a vida e as experiências que dela retiramos…

Foram cerca de 35 horas de pintura e havia mesmo tanto a dizer sobre este processo e todas as pessoas que me inspiraram e apoiaram durante a realização da obra, mas partilho aquele que foi “O” meu momento, quando a exaustão mental e física e a pressão da finalização já se apoderava de mim e, subitamente, as lágrimas (de felicidade) escorriam-me pela cara ao som de uma música que dizia assim: “It doesn´t get any better then this..” e não, a vida não fica melhor do que isso…. É através do amor à arte que conheci pessoas incríveis, que fiz novas amizades e que me sinto, passados apenas 15 dias, não só uma artista mais experiente, como uma pessoa mais feliz.

Hoje (enquanto escrevo estas palavras no voo para casa) deixo no Pico uma grande parte de mim, para toda a história, mas levo o Pico no coração para toda a minha história… e embora hoje seja o dia da despedida, despeço-me com planos de em breve regressar…

Eternamente grata. Obrigada MiratecArts! Obrigada Pico!

 

PSD/AÇORES: CHAMEM O 112!

No próximo dia 29 de setembro os militantes social-democratas dos Açores irão eleger o seu próximo líder, depois de Duarte Freitas ter recuado na sua intenção de se recandidatar, consequência da apresentação pública da candidatura de Pedro Nascimento Cabral.

Alexandre Gaudêncio aparece depois, preconizando uma candidatura de emergência. Os chamados “tachistas” ou, numa definição mais refinada, os carreiristas partidários, liderados então por Duarte Freitas – ele próprio carreirista há mais de 20 anos (saltando de parlamento em parlamento) – viram na candidatura de Nascimento Cabral uma ameaça aos seus lugares. Isto porque logo no seu discurso inicial, Pedro Nascimento Cabral discursou contra esta estirpe que vem apodrecendo a laranja social-democrata dos Açores.

A meu entender, são eles nomes como: António Marinho, Bruno Belo, Duarte Freitas, Luís Maurício, no Parlamento Regional, António Ventura e Berta Cabral, na Assembleia da República, Flávio Soares, Eunice Sousa e os fantasmas Daniel Pavão e Cláudio Almeida, na JSD, aliás todos eles apoiantes de Gaudêncio, comprovando, assim, o exposto em epígrafe. Ou a nível autárquico, como Pedro Furtado em Ponta Delgada ou a Sabrina Furtado em Vila Franca, que já foi para Assembleia Regional para se preparar para fazer a ponte no Parlamento, caso Alexandre Gaudêncio vença as eleições.

Quanto aos TSD o líder ainda não se pronunciou, mas a mim parece-me que anda a piscar olho a ambos os candidatos, para ver se é desta que deixa a Domingos Rebelo. Mas pior do que ele, foi mesmo Bolieiro que se revelou um político sem caráter, atraiçoando Pedro Nascimento Cabral, tendo dado o “dito por não dito”. Aliás, Bolieiro é um flop, tal como Gaudêncio, mas perfumado com colónia para garantir um ar mais chique. Arrisca-se a ficar sem a Câmara Municipal de Ponta Delgada nas próximas eleições.

Nascimento Cabral apresenta-se a eleições com um projeto político e Gaudêncio com um sorriso, um beijo e um abraço. De um lado, apontam-se problemas da Região, mas também não se apresentam grandes soluções. Do outro lado, exibe-se pelas paredes das sedes um powerpoint, com um projeto mais virado para a estrutura, apenas com três propostas: Academia de Poder local, Gabinete de Apoio ao Militante e Mulheres Social-democratas. Quem observa as candidaturas pelos projetos, pensa que um é já líder da oposição e outro candidato à JSD ou a uma Associação de Estudantes.

Nascimento Cabral quer que as bases escolham os seus deputados, e eu concordo. Quer, ainda, apresentar uma Moção de Censura ao Governo. Arriscado para quem ainda não sabe se terá o apoio do grupo parlamentar. Vê a evolução dos Açores para um Estado Federado, mas ainda terá que nos explicar melhor isto.

Defende um Círculo Eleitoral para os Açores nas Eleições Europeias (aliás, como Paulo Estevão já vem a defender desde 2000) e não quer mais independentes nas listas do partido. Ora, este é um ponto sensível: a sua mandatária regional é a Deputada Europeia Sofia Ribeiro, candidata independente, que se tornou militante depois de ser eleita.

Claro que o leitor que me lê dirá que é fácil ser-se militante a ganhar 15 mil euros por mês, graças ao partido. Difícil são os nossos militantes de base mais humildes, agricultores e pescadores, que erguem a bandeira ao ar e a mão ao peito, gritando alto “Paz, Pão, Povo e Liberdade”, distribuindo panfletos e colando cartazes e que, muitas vezes, são censurados a nível local por isso. Mas eu diria que o leitor está a ser mauzinho e eles dirão que está a ser “populista” ou “demagógico”, usando o terminologia que eles gostam de utilizar, a não ser que seja o deputado Jaime Vieira que certamente não saberá pronunciar estas palavras.

Talvez nem seja necessário referir, também, que a Sofia foi um dos rostos de uma das cinco derrotas que tanto apontamos (e com razão e legitimidade) a Duarte Freitas.

Mas do outro lado, está Espanha: de onde se diz que “nem bom vento, nem bom casamento”. Apesar de algumas das propostas apontadas pelo candidato Pedro Nascimento Cabral serem suscetíveis de uma análise mais aprofundada, pela existência de certa incoerência em algumas delas, a verdade é que de Alexandre Gaudêncio nenhuma proposta ou preocupação. Será que está a seguir a máxima de “boca calada faz boa sopa”? Ou pretende ser o Marcelo dos Açores, numa versão muito mais rasca e sem fundamentação intelectual? Teremos aqui o candidato que, pela simpatia, pelo sorriso, pela lágrima fácil, pelo toque ou pelo abraço, pelo balde de tinta ou pelo saco de cimento, pelo rendimento social de inserção ou pelo favorecimento, pretende lá chegar? Acho que é mais por aí.

Se gostamos de criticar o Partido Socialista dos Açores, acusando Carlos César de ser o Presidente fantasma e Vasco Cordeiro o seu querubim, vamos querer agora fazer o mesmo com Gaudêncio em Presidente e Duarte Freitas na sombra?

Enfim. Um ganha no tribunal, outro ganha na rua. A diferença é que os eleitores não são juízes e, na política, na maioria das vezes, a sentença é dada pelo próprio arguido, sob interferência de um terceiro, o Sr. Caciquista. Viva o PSD? Não, assim não.

Artigo de opinião de Rúben Pacheco Correia, jovem empreendedor, escritor e estudante na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa

“AVEIRO DOS ESTUDANTES”

Situada a cerca de uma hora de comboio do Porto: Aveiro, cidade também conhecida como a ‘Veneza Portuguesa’, conquistou-me desde o primeiro momento. Os cinco anos que lá passei foram, sem sombra de dúvida, os melhores de que tenho memória.

A minha aventura em terras aveirenses começou quando fui para lá estudar Tradução especializada em Inglês e Alemão. É verdade que é difícil estar longe de casa, mas os momentos bons (e que estive bem acompanhada) superaram aqueles em que me senti mais sozinha. E, também, é natural, por vezes, sentirmos saudades de casa. Mas, acima de tudo, é preciso ter sempre em mente que toda a experiência contribui para o nosso amadurecimento e aprendizagem pessoal. A partir do momento que estamos por nossa conta numa cidade diferente, o nosso sentido de responsabilidade tende a ficar mais “aguçado”, além de descobrirmos muito sobre nós mesmos.

A Universidade de Aveiro, com os seus espaços amplos e agradáveis, possibilita que se conheça muitas pessoas, oriundas de todo o país, Europa e, até mesmo, de todo o mundo. Estando dividida em departamentos, que estão muito próximos uns dos outros, possibilita, ainda, que se conheça pessoas de outros cursos (e quem sabe um grande amor?). Embora com altos e baixos, a minha experiência académica, no geral, foi bastante positiva. E quanto à praxe: devo dizer que não é nenhum ‘bicho de sete cabeças’ e que vale muito a pena experimentar – mas, claro, ninguém é obrigado. Devo dizer que me diverti bastante nas minhas, que decorreram ao longo do meu primeiro ano, e que terminaram no dia do desfile académico.

Aveiro é uma cidade de muitos encantos. Desde a ria e os seus moliceiros, que romantizam a cidade; a simpatia das pessoas; as salinas e praias de areia branca; passando pela gastronomia (Ovos Moles e Tripas de Aveiro que aconselho vivamente a experimentarem)… Posso dizer que me senti em casa.

Aveiro é uma cidade de estudantes, uma cidade jovem e cheia de vida, que me proporcionou uma experiência inesquecível e que, sem dúvidas, voltava a repetir!

Artigo de opinião da autoria de Bruna Salgueiro, jovem de 24 anos. Natural de São Miguel, Bruna é licenciada em Tradução pela Universidade Aveiro e pós-graduada em Línguas e Relações Empresariais. 

Dos telemóveis aos atos

Se há uns anos atrás era apropriado afirmar «Falar é fácil! Tens de passar das palavras aos atos», agora é mais adequado constatar «Escrever é fácil! Tens de passar das resmunguices digitais aos atos». Pois é. Com os anos a passar, a preguiça e a inação ganham novas formas. No entanto, nós, jovens, não nos podemos esquecer que somos aqueles que mais usam essas formas tecnológicas e, como tal, está nas nossas mãos atribuir-lhes os usos corretos.

Atualmente, o meio mais promissor para difundir opiniões – quer sejam elas rigorosas ou não – está à distância de um clique, de uma rede social. Ora, isto leva a que suceda todo um debate – não necessariamente lógico – em torno de um assunto. Existe notoriamente um uso incorreto destas plataformas para argumentar decentemente, muitas vezes. Agora, isto acontece com os adultos (por assim dizer). E os jovens? Seguem o mesmo caminho de opiniões infundadas e de notícias falsas?

Vejamos, com os jovens, nomeadamente sub 20 ou 25 anos, nota-se uma realidade diferente: os telemóveis («smartphones») passaram ao estatuto de objeto vital, sendo, portanto, legítimo passar o dia todo de cara enfiada nestes aparelhos, com o fim de «comunicar» e bisbilhotar (eu também sou jovem, sei muito bem que um dos objetivos é bisbilhotar!). Este comportamento desconstrói as relações interpessoais, é fácil de entender quando a oralidade é transformada em emojis. Pode parecer ridículo, no entanto, aos poucos perde-se a capacidade oral (até porque emitir vocalmente abreviaturas não parece ser tarefa fácil…).

Se existe uma quebra na capacidade oral, os cidadãos do hoje e do amanhã (todos os cidadãos, portanto) não vão conseguir ter a habilidade de se coordenar em busca de um objetivo comum. É necessário, desde já, encarar a realidade ao vivo e não só através de um ecrã. Até porque com o mundo digital tudo o que foi, anteriormente, mencionado poderá apanhar na teia leitores menos instruídos, fomentando a ignorância.

É necessário ter conhecimento e analisar a realidade de forma a podermos pensar por nós mesmos, termos espírito crítico e termos uma voz ativa e reflexiva.

Não afirmo que as plataformas digitais possuem consequências negativas e pronto. Afirmo, sim, que é necessário usá-las com moderação, respeito pelos outros e tolerância. Isto para não dizer que os meios digitais são importantes plataformas de difusão movimentos humanos em prol de uma cidadania ativa: falo de manifestações, petições, sugestões… Cabe-nos dar o uso correto a tudo isto.

Desmistificando o que foi dito e respondendo às perguntas que os leitores poderão estar a matutar: E onde é que os jovens entram nisto? É preciso começar cedo? Não podem ter outros interesses?

Os jovens, não me canso de repetir, são os agentes da mudança por terem uma predisposição natural à mudança, à experiência e ao progresso – atitude que se vai perdendo com o avançar da idade. Claro que muitos jovens não estão virados para fazer política propriamente dita. Têm toda a legitimidade. Não nos podemos esquecer é que vivemos em sociedade e, como tal, cada indivíduo é um cidadão («O Homem é por natureza um animal político» – Aristóteles), tem uma palavra (ou mais se preferir) a dizer. Tod@s nós somos diferentes, contudo tod@s nós devemos trabalhar para atingir um objetivo comum: a sociedade harmoniosa – uma organização igualitária, justa, fraterna, livre e racional.

Em suma: conviver e sonhar fora dos ecrãs é muito melhor e pode fazer a diferença.

Artigo de opinião da autoria de Pedro Amaral, estudante de 16 anos e aderente do Bloco de Esquerda.

Uma T-Shirt & 4 Looks

O certo é que a primavera já chegou, mas o bom tempo está um pouco atrasado. Enquanto o calor não chega, aproveitamos para pensar no nosso guarda-roupa e dar uma espreitadela às tendências 2018.

Na primavera e no verão todos nós acabamos por querer transmitir um pouco mais de cor e alegria e o nosso roupeiro é também um meio para nos expressarmos. Nestas alturas só queremos estar frescos, confortáveis e aproveitar um bom dia de sol e/ou até um serão agradável. E qual é a melhor forma para o fazer? De T-SHIRT é claro!

Uma das tendências de 2018, e para vos dizer a verdade, uma peça totalmente intemporal, são as graphic tees (t-shirts gráficas) e é disso mesmo que vamos falar!

Como a t-shirt é um elemento muito básico podemos misturá-la com outras peças e tendências que ficará sempre bem. Esta é uma peça chave que não deve faltar no guarda-roupa de qualquer pessoa. Tal como as influencers que seguimos, também nós podemos combinar t-shirts com frases peculiares e divertidas e ficar com um look arrojado e na moda. Mostro-vos, então, quatro contextos distintos, em que a mesma t-shirt é conjugada de forma diferente, dando assim um estilo diferente. Seja para ir para o trabalho, dar um passeio na praia, ir até ao cinema ou até para um jantar romântico, uma t-shirt fica sempre bem (desde que seja bem conjugada é claro)!

Em todos os looks há um pop de cor e uma mistura evidente de cores e texturas/tecidos, isto dá alguma versatilidade ao look. Conjugá-la com uma saia vistosa, em que a t-shirt a complementa de forma casual e perfeita, evita que o outfit pareça exagerado. O conjunto da t-shirt com o denim é já um conjunto clássico, conhecido por todas nós, mas com os acessórios e os sapatos corretos o look passa de básico a brilhante. O conjunto do fato com a t-shirt segue a mesma lógica do look da saia e t-shirt, é também uma forma de ter um look sóbrio, mas não de uma forma excessiva, sendo que os sapatos são uma ótima forma de dar estilo ao conjunto. Por fim, é possível compor um look completamente casual através da mistura de uns calções coloridos, com uns sapatos e acessórios vistosos, divertidos e diferentes.

Sem dúvida alguma que, se gostarem mesmo de alguma peça de vestuário é possível conjugá-la de várias formas diferentes e obter resultados igualmente diferentes… O que é preciso ter é imaginação e criatividade, não tenham medo de arriscar!

Artigo de opinião da autoria de Patrícia Silva, jovem de 22 anos. Patrícia é aluna finalista do curso de Relações Públicas e Comunicação na Universidade dos Açores e gere um blog de Moda, Beleza e Lifestyle:  impatriciasilva.com 

Rust

Créditos de imagem: Google Imagens.

De algum tempo para cá os jogos virtuais adquiriram vários temas, ação, terror, simulação e afins. No entanto, de todas essas temáticas, há uma que tem um maior realce: o estilo de sobrevivência!

Basicamente, esse estilo tem anos, mas teve maior impacto quando começaram a aparecer jogos que tinham por base sobreviver a várias rondas de zombies. O tempo vai passando e mudam-se as vontades e gostos. Os zombies tornaram-se algo comum e ‘enjoativo’ e surgiram várias séries sobre o tema.. Entretanto, surgiu um jogo diferente, o
Rust, um jogo de sobrevivência de mundo aberto, onde o único objetivo é sobreviver o máximo de tempo possível numa ilha com outros jogadores (não vale de nada tentar socializar, aqui ou matas ou morres).

Começando do inicio, este jogo tem vários estilos de servidores, oficiais, comunitários e ‘modded’ (modificados ao estilo do administrador). Recomendo que um jogador novato, sem experiência, comece num servidor ‘modded’ porque a recolha de recursos costuma ser entre 2x a 1000x mais rápida.

No que respeita às regras oficiais, o jogo começa com o avatar a dormir num local, completamente nu (possível censurar nas opções) com apenas uma pedra e uma tocha. Sim, o que faço com isso? Simples, a pedra inicial não facilita em nada, serve apenas para recolha de madeira, minerais e com sorte matar algum outro jogador com ‘loot’ (inventário). Quando o avatar acorda, começa a aventura. Estamos num mundo aberto, sem roupa, sem comida e abrigo e o pior de tudo é termos somente uma pedra para nos defendermos de outros jogadores ou animais. Parece fácil sobreviver!

O melhor é começar a correr e procurar as árvores mais próximas, evitando chamar atenção de outros jogadores, visto o estado de vulnerabilidade. Uma árvore no chão é o suficiente para criar uma lança, que sempre causa mais dano do que uma simples pedra. Este inicio é muito complicado, mas depois de conseguirmos vários recursos, de preferência 2000 de madeira, é possível criar um plano para construção de abrigo, na ausência do qual todo o esforço é em vão.

Ok, no momento que conseguimos um abrigo fechado, podemos começar a armazenar todos os recursos para a finalidade de sobreviver. Neste ponto é possível que estejamos com umas vinte mortes acumuladas. O importante é captar recursos valiosos, momento em que a ação começa.
Vamos explorando a área, procurar monumentos com radiação (sim, estes têm recursos para armas) e procurar fraquezas em bases de outros jogadores para roubar os recursos deles, que sempre é mais pratico do que dar voltas e voltas ao mapa para construir apenas uma arma.

Até agora parece tudo muito fácil, mas Rust é um jogo de vida ou de morte, onde a comunidade é tóxica por natureza e entra logo no estado de gozo no momento que cais no chão sem vida. Mas, se for ao contrário, os outros jogadores vão dizer coisas que talvez nunca ouviste na tua vida. O melhor é rir que isto é o espirito do jogo.

Então eu morro e perco tudo? Não, por isso é que ter abrigos é fundamental para nunca começar o jogo do zero. É necessário ter recursos sempre à mão para recuperar o estado que se perdeu.
Então é impossível deitar abaixo jogadores muito experientes? Esses também caem, os servidores apagam, dão reset chamado ‘wipe’, normalmente de duas em duas semanas para impedir que um só jogador fique na posse do mapa e impeça outros de jogar.  Quando acontece este ‘wipe’, todos os jogadores começam do zero pela sua sobrevivência.

Existem milhares de jogadores neste jogo espalhados pelo mundo, cada um decide como irá jogar pela sua sobrevivência. Uns jogam em equipa, outros preferem uma carreira a solo, uns preferem criar um castelo e vigiar tudo da sua torre, outros apenas lutam com pedras pelas praias pelo gozo e outros ficam apenas a abater qualquer jogador que chegue próximo do seu abrigo. Ou seja, cada um faz o seu próprio estilo, é um mundo aberto em que podemos ser quem quisermos.

Com tudo isto, Rust é um jogo aberto à criatividade do jogador, assim como à inovação de estratégias para sobreviver numa ilha perdida no meio do oceano!

Turquia: Mais do que os critérios de Copenhaga, uma questão religiosa?

Na passada segunda-feira, em Varna, na Bulgária, decorreu a cimeira União Europeia – Turquia que se debruçou sobretudo nas questões prementes: Migrações e Direitos Humanos. Erdogan reafirmou que a Turquia não procura ser um país parceiro, mas sim um membro de plenos direitos da UE. Não é uma novidade, mas também não deixa de ser uma utopia.

A introdução dos critérios de Copenhaga, em 1993, de cumprimento obrigatório para os Estados candidatos à União Europeia, foi um duro golpe nas ambições turcas que desde 1963, mantêm uma relação institucional com a organização supranacional. Passadas décadas, o critério político continua a impedir a adesão da Turquia, não só por razões endógenas ao país de Ataturk, bem como pelo próprio interesse dos grandes Estados Europeus, tendo em consideração que o poder na União Europeia consubstancia-se no princípio da proporcionalidade degressiva. Depois da Alemanha, a Turquia seria o Estado com mais assentos no Parlamento Europeu, bem como o segundo Estado-membro com maior poder no Conselho em matérias políticas, onde o voto por maioria qualificada seja usado, em virtude de ser o segundo Estado-membro mais populoso. Onde ficaria a França no meio deste cenário? Não obstante, o presente artigo não procura analisar a dimensão política, mas sim a dimensão religiosa.

Aquando das negociações para a elaboração do Tratado que estabelece uma Constituição para a Europa, o antagonismo entre secularistas e religiosos agudizou-se devido à referência ou não da religião cristã, no preâmbulo. O impasse político traduziu-se na morte prematura da constituição, mas não invalida a acuidade do debate em torno do papel da religião na União Europeia, particularmente na esfera académica.

Apesar das posições divergentes entre secularistas e religiosos, é consensual entre ambos que o Cristianismo é um elemento importante para compreender a história do continente Europeu. A divergência resume-se ao papel da religião na atualidade e não na sua importância histórica. Portanto, partimos da premissa que o Cristianismo, com as suas diferentes ramificações, é a religião dominante na Europa. Talvez por isso, Marián Kuna introduziu na defesa à referência cristã no preâmbulo da Constituição, o termo de self- sustaining nature, ou seja, uma referenciação natural, em consequência da influência do Cristianismo na sociedade europeia, particularmente, no passado.

Um dos trabalhos académicos mais pertinentes para responder à questão em epígrafe é o da autoria de J. Paul Barker, especialista na convergência entre os assuntos internacionais e a religião, intitulado de Turkish religious Identity and the Question of European Union Membership (2012). Neste trabalho, o académico dividiu a Europa em duas: A thick, uma Europa alicerçada nos valores cristãos e a thin, onde se encontra a amálgama normativa da União Europeia.

Barker vai contrapor a ideia secularista que afirma que a religião não tem influência na esfera pública. Para tal vai utilizar um estudo realizado por três académicos, Dostal, Akcali e Antonsich que debruçaram a sua investigação na análise aos dados do Eurobarómetro, relativos à herança cultural Europeia (2005/2006). Nesta altura, o anti-islamismo, que tem sido instrumento político por parte dos nacionalistas não tinha tanta pujança e por isso mesmo podemos, em opinião pessoal, aferir que os resultados obtidos teriam o mesmo fecho, caso se procedesse a um estudo sobre esta matéria, hoje.

Numa das questões, procurou-se compreender se a adesão da Turquia à União Europeia iria favorecer a compreensão dos valores europeus e islâmicos. Os resultados a esta indagação expressaram a relutância dos Estados-membros em relação à adesão da Turquia. Para os três investigadores a conclusão era óbvia. Mesmo que a Turquia cumprisse os critérios normativos exigidos para a adesão, os Estados-membros iriam negar a sua entrada, tendo em consideração a dimensão thick acima descrita.

Em suma, a cimeira UE- Turquia não contribuiu com uma alteração significativa numa relação institucional sinuosa. É importante na nossa perspetiva compreender que no âmago da questão há uma panóplia de fatores que condicionam a entrada do país na UE para além dos problemas políticos existentes. A religião pode ou não, dependendo da perspetiva de cada cidadão ser um fator condicionante. Consequentemente indagava os leitores, até que ponto a religião não é uma fronteira impermeável para os Estados candidatos à União Europeia, que como a Turquia, não partilham o Cristianismo como religião dominante?

Paulo Freitas, jovem de 23 anos.  Paulo frequenta o mestrado em Ciência Política e Relações Internacionais com especialização em Estudos Europeus, na Universidade Nova de Lisboa

 

Jovens… precisam-se!

A conversa do costume? Em parte. Vejamos: os jovens são o futuro. Certo. Mas também fazem parte do presente. Todos nós, jovens, já ouvimos/dissemos isto. Esta constatação, desiluda-se o iludido, não possui por objetivo privilegiar uma faixa etária. Esta lengalenga é, portanto, pura e simplesmente uma forma de abrir os olhos a tod@s @s jovens de forma a que se assumam como cidadãos.

Nós, jovens, somos o grupo social que respira mais dinamismo. Essa é a nossa força. Podemos marcar a diferença: olhemos para o movimento estudantil dos anos sessenta! A esmagadora maioria dos indivíduos tem a sorte de passar por esta idade, depois, às vezes, esquece-a. Daí a necessidade de jovens ativos na nossa sociedade: compensar a falta de visão e dinamismo. Jovens é o sinónimo de progresso.

A rebeldia da juventude torna uma sociedade democrática autêntica ao nível da pluralidade, da tolerância e da honestidade. Esta altura da vida é aquela onde a realidade é encarada de forma veemente. Somos honestos e sinceros nas nossas opiniões e pretendemos expressá-las livremente. Não existe medo pela diferença. Mesmo apesar do mundo ao nosso redor se estar a pintar de ódio. Somos a esperança de uma sociedade melhor, mais igual, mais plural e justa. Temos de nos fazer ouvir de novo!

Já referi os anos sessenta, a forma relativamente intensa com que os jovens se interessavam por ser uma parte integrante e ativa da sua sociedade, isto na segunda metade do século XX. Parece que a partir daí perdemos o rumo. É compreensível: a nossa democracia tornou-se refém de árbitros políticos que, com todas as desvirtudes que os desportivos possuem, descredibilizam a política. No entanto, cabe-nos rejuvenescer e reerguer a nossa democracia. Algo que, aos poucos, já se tem visto de novo.

Agora, quando este movimento ressurge, aparecem com ele dois problemas:

Ou os decisores políticos aproveitam a deixa, fazendo discursos, vangloriando-se da sua abertura para com os jovens e, depois, atrás das câmaras, voltam ao que é habitual e o movimento desaba;

Ou os jovens são integrados nas estruturas institucionais políticas, as juventudes partidárias.

O primeiro problema é simples de perceber e possui uma gravidade considerável, até porque vai ao encontro dos interesses próprios, à desonestidade e à inação.

O segundo problema é-o porque estes tipos de juventudes já são um manual de introdução na politiquice do costume. Aqui, os jovens poderão pôr em causa a sua irreverência e dinamismo, sendo sugados por uma máquina partidária. Aqui, os jovens já são programados a defender os interesses próprios estabelecendo redes de contactos. Aqui, os jovens são hierarquizados e comandados.

É esta a diferença que o Bloco de Esquerda apresenta: não possui uma juventude partidária institucional. O que o BE tem são jovens aderentes que continuam a ser jovens.

Claro que, apesar dos jovens serem por natureza progressistas, podem entender rever-se numa ideologia, por vezes, difícil de compreender na perspetiva do dinamismo juvenil.

Não afirmo que existem melhores movimentos juvenis do que outros, tenham eles conotação política ou não. Não afirmo que se deva desistir por existirem obstáculos, nomeadamente a nossa sociedade ser uma rede de vícios. Afirmo, sim, que nos devemos unir e refundá-la sobre os ideais democráticos. O espaço político açoriano contará com a presença de mais um movimento juvenil: os jovens do BE/Açores.

Pretendemos estabelecer pontes. Pretendemos avançar e progredir para uma sociedade melhor.

Por isto, sinto que posso afirmar:

Bloquistas, comunistas, socialistas, sociais-democratas, cristãos: jovens de toda a Região, uni-vos!

 

Artigo de opinião da autoria de Pedro Amaral, estudante de 16 anos e aderente do Bloco de Esquerda.

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