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95 por cento das pessoas com mais de 65 anos sofre de catarata

Artigo de Opinião de Raúl Sousa, presidente da Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO)

A catarata é a alteração da transparência (opacificação) do cristalino e o seu aparecimento é, normalmente, o resultado do processo natural de envelhecimento. Quase todas as pessoas com mais de 65 anos de idade apresentam este problema, embora com distinta gravidade.

No entanto, quando a catarata surge em jovens, crianças ou em doentes diabéticos, a sua evolução é normalmente mais rápida. O fumo do tabaco e/ou o uso de determinada medicação (como a cortisona), são considerados fatores de risco no desenvolvimento desta doença. Por outro lado, ler, costurar, usar computador ou ver televisão, não influem no aparecimento ou desenvolvimento de cataratas.

Numa fase inicial, dependendo do seu tamanho e localização, a catarata pode passar despercebida. No entanto, apesar da perda de transparência do cristalino ser um processo lento, mais tarde ou mais cedo irá provocar alterações na visão. A pessoa com cataratas começa a notar a visão mais “enevoada” e/ou em duplicado, refere perda de visão (principalmente em ambientes com pouca luz), com necessidade de alterar os óculos.

A catarata não provoca dor, mas pode afetar gravemente algumas tarefas diárias, como ler, costurar ou conduzir.

Para diagnosticar a catarata é preciso verificar a diminuição da acuidade visual; a observação do cristalino através do biomicroscópio na consulta; a observação pela oftalmoscopia e a observação dos reflexos pupilares. O seu Optometrista pode e deve confirmar a presença e extensão da catarata ou de outros distúrbios visuais que possam provocar enevoamento da visão.

As cataratas deverão ser operadas a partir do momento em que as tarefas do dia a dia tornam-se mais difíceis pela perda progressiva de visão. Apesar da recuperação da visão ser quase imediata, a cicatrização devido à operação, pode demorar 1 a 2 meses.

O Optometrista é um profissional central nos cuidados para a saúde da visão, segundo a Organização Mundial da Saúde. O seu âmbito de prática não se limita ao diagnóstico, prescrição, terapêutica e reabilitação da condição visual. Também desempenha um papel de relevo na investigação e inovação científica, para a implementação de prática clínica baseada em evidência científica.

Os malefícios inerentes ao uso da sanita

Numa era onde é imprescindível sermos criteriosos na informação e na qualidade da mesma, este artigo providenciar-lhe-á alguns tópicos relevantes sobre algo que não é comummente utilizado como tema de conversa: a sua sanita e os malefícios associados à sua utilização.

Antes da introdução da água canalizada na era moderna, grande parte da população mundial evacuava de cócoras, sendo que alguns países asiáticos e africanos ainda evacuam nessa posição, através da utilização das latrinas. Durante milhares de anos o ser humano fê-lo na posição de cócoras e não é por acaso que nesses países a incidência de problemas intestinais, tais como a prisão de ventre ou as hemorróidas são praticamente inexistentes.

Diversos estudos médicos demonstram que as sanitas estão relacionadas com o aparecimento de diversas doenças intestinais. Isto acontece porque, anatomicamente, não fomos concebidos para evacuar sentados, mas sim de cócoras.

A posição de cócoras desempenha um papel determinante nos processos de evacuação e de esvaziamento completo do intestino por uma simples razão: na posição de cócoras, o músculo puborretal (responsável pela continência intestinal humana) relaxa totalmente, permitindo assim uma evacuação sem esforço, mais rápida e completa.

Na posição sentada tal não acontece, pois este músculo continua a estrangular parcialmente o canal intestinal. Este estrangulamento dificulta não só o processo de evacuação, mas também a eliminação completa dos resíduos fecais existentes no intestino.

Se ainda lhe restam dúvidas, deixo-lhe aqui uma lista de doenças que estão associadas ao uso da sanita:

  • Prisão de Ventre
  • Hemorróidas
  • Sensação de esvaziamento incompleto do intestino
  • Síndrome do cólon irritável
  • Colite
  • Hérnias abdominais e inguinais
  • Apendicite
  • Cancro do cólon

Desde sempre que a utiliza, portanto é provável que crie alguma resistência à ideia que a sanita lhe faz mal à saúde, o que é compreensível pois é algo bastante cómodo e confortável. Sucintamente, a solução passará pela colocação de um dispositivo para pôr diante da sua sanita que lhe permitirá elevar as pernas e alcançar a posição de cócoras.

Uma pequena alteração na sua casa de banho fará com que evite problemas do foro intestinal, possibilitando-lhe continuar a utilizar a sua sanita sem complicações.

 

Texto da autoria de Manuel Mendes, jovem de 23 anos. Natural de Guimarães, Manuel Mendes é formado em Ciências da Comunicação na Universidade da Beira Interior. Atualmente, Manuel trabalha na empresa CBB – Cubo & Beebrand.

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