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Uma T-Shirt & 4 Looks

O certo é que a primavera já chegou, mas o bom tempo está um pouco atrasado. Enquanto o calor não chega, aproveitamos para pensar no nosso guarda-roupa e dar uma espreitadela às tendências 2018.

Na primavera e no verão todos nós acabamos por querer transmitir um pouco mais de cor e alegria e o nosso roupeiro é também um meio para nos expressarmos. Nestas alturas só queremos estar frescos, confortáveis e aproveitar um bom dia de sol e/ou até um serão agradável. E qual é a melhor forma para o fazer? De T-SHIRT é claro!

Uma das tendências de 2018, e para vos dizer a verdade, uma peça totalmente intemporal, são as graphic tees (t-shirts gráficas) e é disso mesmo que vamos falar!

Como a t-shirt é um elemento muito básico podemos misturá-la com outras peças e tendências que ficará sempre bem. Esta é uma peça chave que não deve faltar no guarda-roupa de qualquer pessoa. Tal como as influencers que seguimos, também nós podemos combinar t-shirts com frases peculiares e divertidas e ficar com um look arrojado e na moda. Mostro-vos, então, quatro contextos distintos, em que a mesma t-shirt é conjugada de forma diferente, dando assim um estilo diferente. Seja para ir para o trabalho, dar um passeio na praia, ir até ao cinema ou até para um jantar romântico, uma t-shirt fica sempre bem (desde que seja bem conjugada é claro)!

Em todos os looks há um pop de cor e uma mistura evidente de cores e texturas/tecidos, isto dá alguma versatilidade ao look. Conjugá-la com uma saia vistosa, em que a t-shirt a complementa de forma casual e perfeita, evita que o outfit pareça exagerado. O conjunto da t-shirt com o denim é já um conjunto clássico, conhecido por todas nós, mas com os acessórios e os sapatos corretos o look passa de básico a brilhante. O conjunto do fato com a t-shirt segue a mesma lógica do look da saia e t-shirt, é também uma forma de ter um look sóbrio, mas não de uma forma excessiva, sendo que os sapatos são uma ótima forma de dar estilo ao conjunto. Por fim, é possível compor um look completamente casual através da mistura de uns calções coloridos, com uns sapatos e acessórios vistosos, divertidos e diferentes.

Sem dúvida alguma que, se gostarem mesmo de alguma peça de vestuário é possível conjugá-la de várias formas diferentes e obter resultados igualmente diferentes… O que é preciso ter é imaginação e criatividade, não tenham medo de arriscar!

Artigo de opinião da autoria de Patrícia Silva, jovem de 22 anos. Patrícia é aluna finalista do curso de Relações Públicas e Comunicação na Universidade dos Açores e gere um blog de Moda, Beleza e Lifestyle:  impatriciasilva.com 

Maquilhagem- Para Ela e para Ele

Créditos de imagem: Google Imagens.

Em pleno século XXI as sociedades ainda não se encontram 100% preparadas para a emergência das práticas de beleza e cuidados por parte dos homens. Estes quando demonstram algum interesse ou partilham os seus gostos por esta arte, são considerados/chamados todo e qualquer tipo de nome, exceto HOMEMS. Se pararmos para pensar, a grande maioria das marcas de cosméticos e produtos de beleza em geral, foram fundadas por homens e porque é que estes HOMENS por serem HOMENS, não as podem utilizar?

A emergência do sexo masculino face ao mundo considerado “apenas FEMENINO” tem sido de grande luta pela igualdade e pela superação de todos os estereótipos envolventes. Hoje, é possível ver e admirar youtubers, instablogers, entre outros, por toda a internet, a trabalharem para mudar a visão do mundo quanto a estes conceitos, em nome de todos os que ainda não conseguem tomar uma atitude perante a sociedade.

Alguns destes homens, que possivelmente já ouviste falar, são Jeffree Star que hoje é um empresário de sucesso que desenvolveu a sua própria linha de maquilhagem; Manny MUA que partilha vídeos de maquilhagem e reviews de produtos de beleza no seu youtube e instagram; James Charles maquilhador que foi o primeiro HOMEM a ser embaixador de uma marca de cosméticos como a CoverGirl; Patrick Starr que foi não só o primeiro homem, como também o primeiro influenciador digital a desenvolver uma linha de maquilhagem, como a MAC cosmetics, e a lista continua.

Não só estas personalidades referidas, como muitos outros HOMENS por todo o mundo, recebem críticas constantes e olhares desdenhados por parte de quem ainda não consegue olhar para a vida de forma livre.

“A liberdade de cada um termina onde começa a liberdade do outro” – Spencer. O ser humano é livre, tem vontade própria, tem necessidade de satisfazer as suas necessidades e não vejo de que forma é que um homem, demonstrando ao mundo o seu verdadeiro eu, está interferindo negativamente na vida de outra pessoa. Sim, eu acredito que a maquilhagem é para ELA e para ELE e que cada qual é um ser único e livre de tomar as decisões mais apropriada para o seu bem-estar. NÓS, sociedade global, devemos de aceitar e aproveitar o melhor de cada um para fazer deste mundo um lugar melhor, uma vez que já nos deparamos constantemente com situações de instabilidade política, guerra, fome, pobreza, para quê torna-lo ainda pior com estas mesquinhices?

 

Texto da autoria de Laura Melissa, jovem de 21 anos. Natural de São Miguel, Laura estuda Turismo na Universidade dos Açores e dedica-se à maquilhagem nos seus tempos livres.

Maquilhagem

O que antes era visto como algo fútil e feito só para agradar os outros tornou-se, hoje, algo indispensável para muitas mulheres no dia-a-dia. Sim, estou a falar em maquilhagem. A maquilhagem, para além de corrigir as imperfeições da pele, consegue valorizar os pontos fortes do rosto (e do corpo também, visto que também é utilizada noutras partes do corpo para além do rosto), assim, fazendo as mulheres que a utilizam sentirem-se mais confiantes consigo mesmas.

Por um lado, gosto imenso de me maquilhar, realmente sinto um “boost” na minha confiança quando o faço e não o faço só para me sentir mais bonita, mas também porque funciona como uma “terapia” para mim. Sentar-me duas horas à frente de um espelho a ouvir musica e a jogar com todas as cores é, de certa forma, um meio de fugir à realidade.

Não faço a maquilhagem “completa” todos os dias, gosto de dar descanso à minha pele (a nível de bases, etc.), mas não vou mentir que quando saio de casa, (nem que seja para ir ao café) gosto de aplicar um rímel, preencher a minha sobrancelha e muita gente chega a achar um exagero ou que eu não preciso de nada destas coisas.

Por outro lado, eu sou a favor de que toda a mulher se deve sentir bem sem maquilhagem, o que não acontece porque, de certa forma, criamos uma ilusão com todas as influências da internet. Sempre que estamos nas redes sociais, vemos todas estas pessoas “perfeitas” e muitas vezes desejamos ser iguais.

Por fim, acho que o mais importante é sentirmo-nos bem connosco mesmas, com ou sem maquilhagem porque, no fim do dia, os outros são os outros e não existe nada melhor do que a paz interior!

Texto da autoria de Matilde, jovem de 20 anos

 

Ser manicure

Sou a Beatriz, tenho 22 anos e trabalho nesta área com atividade em nome individual há dois anos. Ser manicure está para além de executar bem o serviço, é necessário ser paciente, boa ouvinte e sobretudo simpática. Sendo esta uma área de contato direto com o cliente, estes dois anos na área fizeram-me aprender que para garantir que o cliente voltará bastam apenas dois fatores, a simpatia e a delicadeza.

Ser manicure é, acima de tudo, ser um pouco psicóloga, um pouco conselheira e ainda um pouco enfermeira, por vezes. Ver a felicidade e a confiança da cliente ao sair após o serviço, faz sentir-me orgulhosa da minha profissão!

Ainda que em Portugal esta seja uma profissão em pouco desvalorizada, deixo uma palavra a todas as manicures: orgulhem-se sempre do que fazem e invistam em formação constante, este é o segredo.

Texto da autoria de Beatriz Vieira, jovem de 22 anos. Natural da ilha de São Miguel, Beatriz desempenha a função de manicure no Hotel Ponta Delgada.