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Título europeu viabiliza candidatura de Portugal na Rússia?

A estreia da Seleção Nacional no Campeonato do Mundo 2018 acontece a 15 de junho, frente à Espanha, no Olimpiyskiy Stadion Fisht, em Sochi, cidade localizada no sudoeste russo, junto ao mar Negro. Faltam, portanto, menos de três meses para o início da prestação lusa naquela que é a maior competição internacional na história do futebol. Após os “jogos-teste” contra Egito e Holanda, é hora de fazer um pequeno balanço ao que Fernando Santos mostrou e àquilo que Portugal poderá – e deverá – fazer na Rússia.

Se contra o Egito a falta de pontaria do ataque adversário e a magia da parelha ‘Quaresma-Ronaldo’ mascarou a má exibição – e até parecia ter deixado a sensação que CR7 seria a solução para todos os problemas… -, o jogo com a Holanda deixou a imagem de uma equipa apática, com um futebol previsível, lento, sem dinâmica. Acaba por ser, de certa forma, natural, tendo em conta que o selecionador apostou em várias caras ‘novas’ e é impossível meter um coletivo que não está rotinado a jogar a grande nível. No entanto – e aqui isto não deveria mesmo ter acontecido –, na primeira parte a Holanda faz três golos nas três oportunidades claras que cria. E porquê? A culpa foi da falta de entrosamento entre as unidades defensivas que estavam em campo? As falhas foram meramente táticas? Não. E aí está o problema. Nos três golos, mas especialmente no 3-0 de Virgil van Dijk, todo o coletivo demonstrou uma passividade gritante, imprópria de um conjunto que ostenta o título de campeão europeu e que, há dias, veio assumir publicamente o objetivo de chegar à final e conquistar o cetro inédito.

Numa geração de enorme qualidade no setor do meio-campo, fazem falta centrais de top e mais soluções credíveis para a frente do ataque. Na baliza, acredito que estamos bem servidos com o trio que deverá ser convocado (Patrício, Beto, Anthony Lopes). Nas laterais da defesa, soluções como Nélson Semedo, Cédric, João Cancelo, Raphaël Guerreiro, Fábio Coentrão ou Antunes deixam-me bastante tranquilo. Um meio-campo que se dá ao luxo de poder dispensar os serviços de Pizzi e que continua a ter boas individualidades nas ausências de William e Danilo dispensa apresentações. Até nas alas do ataque, com Cristiano Ronaldo e Bernardo Silva (relegando um “sempre” útil Quaresma para o banco), temos do melhor que o futebol mundial tem. Contudo, no eixo da defesa e do ataque as coisas complicam-se. Pepe já não é o “monstro” que foi. Bruno Alves, para mim, futebolisticamente a este nível já não acrescenta, tal como Rolando – não acompanho a Ligue 1 e os jogos do Marselha, mas nos primeiros 45 minutos de ontem foi um dos piores, senão o pior, em campo. José Fonte é bom, mas não passa disso e é só um. Luís Neto idem. Acredito muito num futuro com Rúben Dias, jovem de 20 anos que se tem notabilizado esta época ao serviço do Benfica, mostrando imensa qualidade numa altura em que ainda terá larga margem de progressão e atirando o capitão Luisão para o banco de suplentes, formando com Jardel – outra alternativa muito credível, pode seguir os exemplos de Deco, Pepe e Liedson e naturalizar-se – uma dupla de respeito. Resta saber se Fernando Santos terá a coragem de o convocar sem ter jogado pelos AA – foi chamado agora e ia estrear-se nesta dupla jornada com Egito e Holanda, mas lesionou-se.

O maior problema está na frente ofensiva. André Silva não tem tido muito espaço no AC Milan, apesar da inegável qualidade e margem de progressão que tem. Duvido da sua capacidade para ser titular indiscutível nesta altura, por força da falta de oportunidades que tem tido no campeonato italiano e da falta de rodagem que só prejudica o rendimento. Mas não existem alternativas e o 4x4x2 “à Espanha” de 2010 que Fernando Santos tentou ontem definitivamente não resulta. Ronaldo começa como ponta-de-lança e deambula constantemente nas faixas, para fletir para dentro, e deixa um buraco na grande área contrária. Éder tem o valor inestimável pelo golo que nos valeu o Europeu em Paris, mas as dúvidas mantêm-se sobre a sua qualidade e o registo de 11 jogos e 3 golos ao serviço do Lokomotiv de Moscovo no campeonato russo não convence. Restam Gonçalo Paciência, que Sérgio Conceição chamou de volta no mercado de janeiro e que vai tendo uns minutos no FC Porto, mas não é dono de lugar no onze inicial.

Será que o espírito de grupo e a coesão defensiva que empurraram Portugal até à final do Campeonato da Europa 2016 continuam incutidos no seio do grupo orientado por Fernando Santos e serão suficientes para fazer frente ao poderio de Alemanha, Brasil, França e Argentina?

Artigo de opinião da autoria de Hugo, jovem de 26 anos

Equitação

A equitação é um desporto que possui três modalidades reconhecidas a nível olímpico: a dressage, o concurso completo de equitação e os obstáculos. Embora se diga que é um desporto individual, eu considero que seja um desporto coletivo, uma vez que o cavalo e o cavaleiro formam uma equipa.

 

Assim sendo, é necessário uma grande sensibilidade e um grande sentido de responsabilidade para que as coisas funcionem, afinal, estamos a lidar com um animal irracional que pesa dez vezes mais do que nós. Posto isto, a equitação não é apenas montar a cavalo, mas tudo o que isto envolve: limpar, tratar e cuidar do animal.

Independentemente da modalidade, é um desporto com imensos benefícios para a nossa saúde: melhora o equilíbrio, a coordenação motora e a postura corporal, desenvolve os cinco sentidos, aumenta a rapidez dos reflexos, melhora a autoestima e a autoconfiança, promove a autonomia e o relaxamento e facilita a socialização. No meu caso, e uma vez que comecei a praticar equitação desde muito cedo, sinto que foi fundamental para o desenvolvimento da minha autoestima e do meu sentido de responsabilidade, para além de me ter ajudado a combater alguns problemas de ansiedade.

Como desporto de competição ou como hobby acho que montar a cavalo é sempre uma mais valia pois, mais do que um desporto, é um modo de vida.

 

Texto da autoria de Raquel Rodrigues, jovem de 21 anos. Natural de São Miguel, Raquel Rodrigues estuda Relações Públicas e Comunicação na Universidade dos Açores, sendo praticante de equitação há dez anos.

Os benefícios de um praticante de Calistenia

A calistenia é uma prática desportiva que consiste em utilizar apenas o peso do próprio corpo para nos mantermos em forma. Apesar de existir há muitos anos, na atualidade é uma prática que regressou e tem sido muito praticada em todo o mundo.

Eu sou um praticante de calistenia há já algum tempo e tenho vindo a acompanhar a ascensão dessa prática até ao presente e posso dizer que mudou muito a minha vida desde então.

Ao longo do meu percurso tenho adquirido vários benefícios sem ser manter-me em forma ou ganhar força que eram os objetivos que me levaram a exercer esta prática de exercício físico.

É uma prática desportiva geralmente feita ao ar livre, embora não seja obrigatório, podendo ser praticada dentro de casa, no quintal ou na praia, em qualquer lugar. Como costumo dizer: O mundo é o meu ginásio.

Derivado a isso conheci várias pessoas de todas as idades. Podia sair de casa sozinho, mas acabava sempre por encontrar alguém, tive até o prazer de partilhar sessões de treino com estrangeiros e atualmente tenho visto muitos jovens a aderirem à prática de calistenia.

Não só conheci pessoas e obtive melhorias físicas, como também tive melhorias no meu psicológico, principalmente o aumento da minha autoconfiança. Comecei a sentir me mais confiante perante a vida, foi uma mudança inesperada que nunca me tinha passado pela cabeça.

A minha jornada nem sempre foi um mar de rosas. Quando comecei, era um jovem ambicioso e tinha estabelecido objetivos que queria concretizar, porém era inexperiente e não tinha a informação que hoje em dia têm divulgado. Cometi muitos erros, fiquei frustrado, tudo porque não conseguia ter progressos e às custas disso também ia perdendo a motivação, pensei em desistir e parei até de fazer exercício.

Só que estava tão emergido já na prática que ganhava motivação e recomeçava, por mais frustrado que estivesse, até aquela frase motivadora mais utilizada “eu vou conseguir” era enfadonha, mas com o tempo fui melhorando ao meu ritmo porque cada pessoa tem o seu próprio ritmo.

Por isso, muitos desistem porque não têm preparação psicológica. O progresso não é uma linha reta, é feito de altos e baixos. É preciso paciência, vontade e persistência, tem vezes até que tens a sensação de ficar estagnado e são nesses momentos que uma pessoa tem de refletir e mudar certas coisas nos seus treinos ou dietas. São esses os momentos que desenvolvem o psicológico e não há nada mais satisfatório que sentir aquela realização depois de cumprir os objetivos propostos. Vão existir momentos menos bons e esses momentos parem um pouco e façam esta pergunta: onde é que estou a falhar? Reflitam.

Desde que pratico calistenia, tornei-me uma pessoa melhor e mais saudável tanto a nível físico, como mental e aconselho todos a experimentar, mesmo que não desenvolvam gosto pela prática, podem escolher outra porque a prática de desporto pode trazer muitos benefícios para a vossa vida.

 

Texto elaborado por Gonçalo Sousa, jovem de 22 anos. Natural de São Miguel, Gonçalo estuda Biologia na Universidade dos Açores.

 

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