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“Os deputados não podem comportar-se como estudantes «rebeldes»”

Artigo de Opinião da autoria de Paulo Freitas

Nos últimos tempos, a Assembleia da República tem sido destaque por razões inusitadas. Já não bastava a deputada Isabel Moreira, do partido socialista, pintar as unhas em plena sessão de debate sobre o Orçamento do Estado. O deputado e secretário-geral do PSD, José Silvano, faltou a uma sessão plenária, mas foi feito o registo da sua presença.

Ora, estes comportamentos inadequados por quem tem a responsabilidade de representar os cidadãos, mostra o «estado de coisas» na política portuguesa. Já não é mau, é ridículo. Estes casos não podem ser despiciendos. Os deputados não podem comportar-se como estudantes «rebeldes». A Assembleia da República é o centro da democracia portuguesa.

José Silvano justificou o direito em receber as ajudas de custo dos dias 18 e 24 do mês de outubro, alegando que esteve na reunião da bancada parlamentar e na primeira comissão, respetivamente. Em relação à sua falsa presença na sessão plenária do dia 18, o deputado e secretário-geral do Partido Social Democrata, remeteu o assunto para os serviços da AR.

Já é factual que outro deputado utilizou a password pessoal de José Silvano para marcar a sua presença- Que amigos que eles são!

O problema, na minha perspetiva, não é José Silvano, não é a password, não é o amigo, o problema é a bandeira política do PSD. Quem acompanhou a campanha eleitoral de Rui Rio à presidência do Partido Social Democrata recorda-se de uma célebre frase proferida pelo atual líder do partido, há um ano: «Se há coisa que hoje a política em Portugal precisa é justamente de um banho de ética».

Esta foi uma bandeira que o atual presidente do PSD procurou transmitir para os militantes, para a sociedade e para os meios de comunicação social, diria, em nostalgia aos tempos de Francisco Sá Carneiro.

De facto, a política em Portugal necessita de um «banho de ética» pelos enésimos casos de falta de carácter e de conduta por parte de diversos políticos. Rui Rio está correto e não pode ser culpado pelo que disse. Mas tem de assumir as responsabilidades pelas suas escolhas.

A escolha de Feliciano Barreiras Duarte para secretário-geral do partido foi um fracasso. O homem mentiu em relação ao seu currículo e demitiu-se como não poderia deixar de ser. José Silvano foi o escolhido por Rui Rio para ser o novo secretário-geral do partido e agora está envolvido nesta polémica. A sua demissão é uma nova derrota da estratégia política de Rui Rio.

Este tipo de comportamento vem descredibilizar ainda mais o partido, que não está pronto para as legislativas, nem de perto. A perda do «eleitorado fixo» nas autárquicas vem provar que o PSD está numa encruzilhada e necessita urgentemente de melhorar a sua imagem.

Ao contrário de Santana Lopes, fundador do partido Aliança, considero que o quadrante político da esquerda está mais bem posicionado em matéria eleitoral do que a direita.

Findo recordando a frase daquele que ainda hoje é recordado como um dos melhores políticos portugueses de sempre, Francisco Sá Carneiro: «A política sem risco é uma chatice, mas sem ética é uma vergonha».

Paulo Freitas licenciou-se em Estudos Europeus e Política Internacional na Universidade dos Açores. Foi presidente da direção do Núcleo de Estudantes de Estudos Euro-Atlânticos e vice-presidente da assembleia geral da Associação Académica da Universidade dos Açores.

Atualmente, está a concluir o mestrado em Ciência Política e Relações Internacionais, com especialização em assuntos europeus pela Universidade Nova de Lisboa.

Abertas inscrições para o Labjovem

Até ao dia 30 de novembro encontram-se abertas as inscrições para a sexta edição do concurso Labjovem.

A iniciativa tem por objetivo sensibilizar para a temática da ‘Eficiência Energética’ e para uma preocupação ambiental e social, destinando-se a jovens naturais ou residentes nos Açores, com idades compreendidas entre os 12 e os 18 anos.

Os candidatos deverão estar enquadrados no 3.º ciclo do Ensino Básico ou no Ensino Secundário e Profissional.

Os trabalhos devem aliar-se ao tema acima mencionado, devendo ser apresentados em formato digital, nas áreas de desenho, vídeo e fotografia. O concorrente deverá assegurar a originalidade e autoria do desenho e submeter apenas um trabalho a concurso.

A candidatura será feita em nome do jovem, sendo a inscrição efetuada por via do preenchimento de ficha de inscrição disponível em www.labjovem.pt. O trabalho e a respetiva ficha de inscrição preenchida deverão ser enviados para o endereço eletrónico info@labjovem.pt.

De referir que na área de desenho, o projeto deverá ser digitalizado e entregue em formato PDF, PNG ou JPEG, e a resolução deverá garantir uma boa qualidade de exibição.

No que respeita à fotografia, os trabalhos serão entregues em formato digital TIFF, PNG ou JPEG, enquanto na área de vídeo os formatos assentam em AVI, MPEG, MOV, MP4 ou WMV, numa duração máxima de cinco minutos.

Aos alunos do primeiro escalão, isto é, do terceiro ciclo do Ensino Básico, que vencerem o concurso serão entregues vales monetários em material escolar. Assim sendo, o primeiro prémio assenta num vale de 125 euros em material escolar, o segundo em 75 euros e o terceiro em 50 euros.

Para o segundo escalão, que engloba alunos do Ensino Secundário e Profissional, os prémios atribuídos apresentam o mesmo valor.

O Labjovem – Prémio Escolas constitui-se como uma iniciativa do secretário regional Adjunto da Presidência para os Assuntos Parlamentares, por via da direção regional da Juventude, com o apoio da Secretaria Regional da Energia, Ambiente e Turismo, através da direção regional da Energia. A iniciativa é organizada pela Associação Cultural Burra de Milho.