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Concelho do Nordeste promove passeio de cicloturismo

No dia 10 de março o Centro Desportivo e Recreativo do Concelho do Nordeste, em parceria com o concelho, promove um passeio de bicicleta.

O passeio decorrerá às 10h, devendo os participantes concentrar-se na igreja de São José, localizada na freguesia da Salga. Os interessados podem inscrever-se até ao dia 6 março, sendo estabelecida a idade mínima de 12 anos. O percurso será definido pela organização mediante o número de participantes, sendo estabelecidos pontos de concentração em cada uma das freguesias.

A iniciativa será efetuada em percursos rurais do concelho do Nordeste, proporcionado, assim, aos participantes um contacto com a natureza.

Festival TREMOR 2018 integra novas bandas da lusofonia

É já no próximo mês que irá decorrer a quinta edição do festival TREMOR numa aposta em cinco novas bandas da lusofonia.

Durante os dias 20 e 24 de março, o festival TREMOR acolhe como novas bandas portuguesas os Ermo, Gonçalo, BLEID, os Boogarins e 10 000 Russos.

Num estilo pop mergulhado em hip hop, footwork e pós-funk, surgem os Ermo, um duo de música eletrónica oriundo de Braga. Recentemente, os Ermo editaram o disco de eletrónica pop “Lo-fi Moda”, considerado pelos média nacionais como um dos discos do ano em 2017. “Lo-fi moda” assume-se como uma metáfora para a vaidade, autoavaliação e narcisismo.

Em Gonçalo destaca-se o “Boavista”, primeiro álbum de longa duração que deixa transparecer a ideia de que “devemos experimentar ser tudo para realmente ser algo”. As músicas do disco integram-se em universos díspares, razão pela qual Gonçalo não se restringe a uma lista fixa de influências musicais.

BLEID integra-se na nova geração de música eletrónica como uma produtora lisboeta que transforma a música eletrónica recorrendo apenas ao seu computador. Bleid desconstrói os universos da música de dança com incursões pelo noise e a música experimental dos anos 80.

Benke, Ynaiã, Raphael e Dino Almeida são os quatro rock’n’rollers que compõem os Boogarins e que trazem aos Açores a nostalgia psicadélica do recente álbum “Lá vem a Morte”. Dino Almeida e Benke eram adolescentes quando começaram a tocar pop psicadélico no Brasil numa abordagem inovadora.

Do mundo do krautrock/shoegaze/psicadélico europeu emergem os 10 000 Russos com o mais recente disco “Distress Distress”.  Senhores dos espectros do pot-punk nacional, 10 000 Russos fazem tours com mais de 50 datas pela a Europa desde quase o seu surgimento.

A quinta edição do TREMOR conta com mais de 40 concertos, perto de dez residências artísticas e um ciclo de conversas.

 

Lúcio Rodrigues apresenta “IdeiAçores” na Horta

Créditos de imagem: Gacs.

Lúcio Rodrigues, diretor regional da Juventude, apresentou o concurso intitulado “IdeiAçores” que se destina a alunos do ensino básico, secundário e profissional.

A apresentação decorreu hoje, na Horta, no âmbito da ronda final de visitas a nove escolas das ilhas de São Jorge, Pico e Faial. O concurso “IdeiAçores” corresponderá ao culminar do programa “Educação Empreendedora: O Caminho para o Sucesso”, o qual integra 48 escolas da Região.

O programa “Educação Empreendedora” visa, de acordo com o diretor regional, fomentar o potencial empreendedor nos jovens, bem como, o espírito de iniciativa e de dinamismo.

O “Summer Camp” IdeiAçores irá decorrer de 9 a 11 de maio na ilha de São Miguel, englobando cerca de 100 alunos. Ao longo destes dias, os jovens irão desenvolver ideias para negócios, sendo que o projeto finalista será apresentado pelos vencedores em Lisboa.

“É notável a forma como os jovens, apoiados pelos professores integrados neste programa desenvolvem ideias, algumas imediatamente viáveis no mundo dos negócios, outras que poderão servir de embrião para projetos futuros” – salientou Lúcio Rodrigues

LeYa na Solmar promove apresentação do romance “Os loucos da Rua Mazur”

No próximo sábado, dia 24, decorrerá a sessão de apresentação do romance Os Loucos da Rua Mazur, da autoria de João Pinto Coelho.

A sessão, que terá lugar na livraria LeYa na Solmar, será apresentada por Vamberto Freitas às 17h:30 do referido dia. O escritor João Pinto Coelho estará presente na sessão de apresentação.

O romance Os Loucos da Rua Mazur foi o vencedor do prémio LeYa 2017. Apesar de ser natural de Londres, João Pinto Coelho viveu a maior parte da sua vida em Lisboa, tendo-se licenciado em Arquitetura. Trabalhou com diversos investigadores sobre o Holocausto através de duas ações do Conselho da Europa. A par disso, o autor implementou o projeto Auschwitz in 1st Per-son/A Letter to Meir Berkovich, o qual integrou jovens portugueses e polacos. João Pinto Coelho desempenha, ainda, funções de orador, de que a conferência intitulada “Portugal e o Holocausto”, que teve lugar na Fundação Calouste Gulbenkian, é exemplo.

Comissão política regional da JSD/A reúne no próximo sábado

No próximo sábado, decorrerá a segunda reunião da Comissão Política Regional da Juventude Social Democrata Açores (JSD/A), na ilha do Faial.

Flávio Soares, líder da JSD/A, adianta que a reunião visa a análise da atual situação política interna e externa, bem como, a delineação dos próximos passos da JSD/A através de opiniões e sugestões.

O encontro irá juntar o principal órgão regional da JSD/A com todos os presidentes das Comissões Políticas de Ilha e realiza-se fora da ilha de São Miguel numa “lógica de proximidade da juventude Açoriana”.

Escola Secundária Antero de Quental comemora 166º aniversário

Créditos de imagem: Bernardo Weidenfeller Mendes.

Hoje, a Escola Secundária Antero de Quental celebrou o seu 166º aniversário com o lançamento de um selo, com a inauguração da galeria Domingos Rebelo e da Rádio Escolar.

 

 

A cerimónia iniciou-se com uma missa presidida pelo Cónego Adriano Borges, reitor do Santuário do Senhor Santo Cristo dos Milagres. Adriano Borges referiu-se à escola mencionada como uma “instituição mais que centenária, mas sobretudo uma instituição que contribui para o bem comum e para a evolução da sociedade, perspetivando um futuro muito melhor”.

O segundo momento da comemoração consistiu no lançamento do selo de Antero de Quental, o qual terá um custo de três euros para cobrir despesas relacionadas com a produção. Procedeu-se, ainda, à inauguração da galeria Domingos Rebelo e da Rádio Escolar.

“Este é o dia da nossa escola que muito influenciou a cultura regional e nacional. Saíram desta escola bons exemplos de grandes figuras desde o Dr. Teófilo Braga ao Dr. Mota Amaral” – garantiu á NO Revista Ulisses Barata, presidente do conselho executivo.

No que respeita aos rakings, Ulisses Barata revelou-se satisfeito, adiantando que a Escola Secundária Antero de Quental “tem perdurado no tempo como sendo uma das escolas de referência da Região. Mais uma vez, a escola ficou em primeiro lugar no âmbito regional”.

José Manuel Bolieiro, presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, salientou que se trata de uma escola “com um patrono inspirador, mas que tem também um legado na educação dos Açores e de Portugal de grande relevo. Nós fomos habituados nesta escola à excelência”.

O Rapazote

Numa freguesia transmontana, onde há muitos anos atrás a maioria do povo vivia da agricultura e tudo chegava tarde de mais, assiste-se hoje a uma mudança de comportamento. No entanto, há algo que perdura para além dos tempos: o gosto pela arte. Em pleno coração de Trás-os-Montes e Alto Douro, a freguesia da Cumieira vive com aquilo que tem de mais valioso: a música e o teatro.

São 3h da tarde de um sábado, de fevereiro. O dia está solarengo. As vinhas brilham. Os agricultores mexem na terra com as mãos cansadas. Estes homens que aqui se encontram neste campo falam alto, típico do transmontano. Observam à sua volta e olham para o relógio. Ainda falta muito para que o dia termine e possam ir para casa descansar. Ao longe ouve-se um som fino e delicado. Vamos ver de onde vem. Quanto mais nos aproximamos, mais o ouvimos e mais agradável se torna. É um violino. Ficamos à escuta da bela melodia. Percebemos, então, que o som vem de uma janela aberta, mesmo por cima de nós. Entramos devagarinho pela porta para não incomodar. É o Quim. Toca de pé, em frente à janela de uma sala, que se debruça sobre a vinha. A sala está repleta de partituras por todos os lados. Perto de uma mesa vemos uma estante enferrujada e com algumas partituras em cima dela. No meio de toda esta marafunda de papéis cheios de pautas e notas musicais, está um estojo de violino aberto, verde e vazio. Em cima da mesa, encontramos um jornal acerca de futebol. Também todo ele apontado a caneta azul, com notas musicais. O músico toca sem parar. Os seus olhos estão fechados. É só ele, o violino e a música. Claro, e as vinhas da Veiga!

A Veiga, um pequeno lugar pertencente à freguesia da Cumieira, em pleno Trás-os-Montes e Alto Douro, é caracterizada pelos seus habitantes como uma aldeia típica do interior norte de Portugal, onde a maioria das pessoas se dedica à agricultura e ao vinho, como forma de sustento e onde tudo chega muito mais tarde em relação a outras zonas do país. Principalmente tudo o que tenha a ver com cultura. Devido a esse facto, o povo deste pequeno lugar sempre sentiu uma grande necessidade de se desenvolver e de ele próprio fazer a cultura, uma vez que não tinha acesso a espetáculos de música, cinema e teatro. “É por isso que as gentes desta terra tiveram que se desenvolver e mostrar ao mundo que estas pequenas terras conseguem fazer coisas mesmo muito grandes” – diz Diamantino Joaquim, residente na pequena aldeia transmontana.

Para o povo da Veiga, ser transmontano tem a ver com os valores que lhes são transmitidos, como a honestidade, a simplicidade, o companheirismo e com algo que lhes é incutido de forma natural, que é a vontade de trabalhar e a vontade de crescer. Para o povo da Veiga, quem nasce em Trás-os-Montes, já nasce com a capacidade de inventar e criar coisas. Fazer de uma terra rural um sítio cheio de tradições culturais, principalmente cultura musical, é algo que para eles “é natural”.

“A história deste violino é a história da minha vida”

Diamantino Joaquim, de 49 anos, conhecido por Quim e natural da Veiga, nasceu e viveu durante toda a sua infância nesta pequena aldeia e cresceu a ver os pais trabalhar no campo. Ajudava o pai na altura da vindima, mas era ainda uma criança quando o bichinho da música surgiu dentro de si. Começou pelo solfejo quando tinha apenas 6 anos, em casa de um senhor de idade avançada e, passado um ano, estreou-se como violinista na tuna da Veiga, uma tuna que existira desde 1700. Era então o elemento mais novo e muito acarinhado pelo povo. Anos mais tarde, quando entrara para o seminário, a tendência para a música crescera cada vez mais e foi no final do 12º ano que decidiu fazer da sua grande paixão a sua forma de vida ao concorrer para o conservatório de música do Porto. O violino de Quim data de 1742 e foi oferecido pelo seu pai, quando tinha apenas 7 anos. Quim nunca se desfizera da peça de arte pois, para além de se tratar de um violino raro, muito antigo e com um som muito agradável, tem um valor sentimental muito grande. “É um violino que o meu pai me comprou quando eu tinha 7 anos, foi com ele que comecei a tocar na tuna da Veiga e é com ele que toco nos momentos mais especiais”.

Para Quim, foi através e por causa deste violino que seguiu música, numa época em que ser músico profissional nesta região não era algo natural e fácil de dizer aos pais pois as pessoas da sua terra ou eram agricultores, construtores civis ou imigrantes. As poucas pessoas que saíam da terra para ir estudar, seguiam sempre profissões ligadas à saúde, ao direito, à engenharia, ou à teologia. No entanto, Quim contou sempre com o apoio dos seus pais e com a companhia do seu mais fiel amigo: o violino. “É o meu companheiro. Se ele falasse, sabia toda a minha vida, desde os meus 7/8 anos. A história deste violino é a história da minha vida”.

Uma das primeiras peças que tocou quando entrou para a tuna da Veiga chama-se Rapazote. Segundo o povo, era uma peça bastante conhecida na aldeia e a mais popular da tuna: “quando a tuna da Veiga saía para algum lado, pedíamos para que tocassem o rapazote”. O compositor do tema é desconhecido, mas acreditam que tenha sido uma das primeiras peças da tuna. Ainda hoje, Quim toca “o rapazote” com o mesmo sentimento que tocava quando ainda era um menino de 7 anos e se tivesse que dar um nome ao violino seria rapazote. “Aquela peça é a história deste violino, é a minha história. Se calhar eu também sou o rapazote desta história toda. O violino e eu temos uma ligação para sempre”.

“Está-nos na massa do sangue”

Para além do lugar da Veiga, a freguesia da Cumieira é também toda ela muito rica culturalmente. Em tempos mais distantes, a maioria dos homens da Cumieira levantava-se de madrugada para ir trabalhar para o campo, enquanto as mulheres eram, na sua maioria, donas de casa e dedicavam-se apenas ao marido e aos filhos. Hoje, a realidade é um pouco diferente: homens e mulheres têm já outras profissões que não as do campo e da casa, ainda que em tempos de vindima e de apanha da azeitona os rituais se mantenham. Acordam por volta das 6h da manhã para ir para a vinha ou para o olival e regressam a casa por volta das 17h, exaustos. No entanto, há uma coisa que não mudou: o gosto pela arte. “Nós, os Cumieirenses, costumamos dizer que está-nos na massa do sangue”. É então, que depois de um dia de trabalho cansativo, recorrem aos vários grupos culturais existentes na freguesia, de forma a relaxar um pouco.

Para além de ser uma freguesia que durante o ano todo dispõe de vários momentos lúdicos, como o carnaval e o São Pedro, (que ainda hoje é celebrado na eira, onde as pessoas passam a noite a dançar e a petiscar sardinhas e febras) os Cumieirenses vivem também a Páscoa de uma forma intensa e contam ainda com a semana cultural. A semana cultural é organizada pela junta de freguesia e é realizada, geralmente, na primeira semana de Agosto. É nessa semana que estão presentes a maior parte dos seus imigrantes e onde todos juntos passam momentos de grande diversão e alegria. No decorrer das várias noites dessa semana, assistem-se a teatros, feitos pelo grupo de teatro da própria terra. Assiste-se ao concerto da banda musical da freguesia e para quem aprecia danças e canções tradicionais, pode desfrutar dos grupos Rama de Oliveira, As Princesas de Trás-os-Montes e Marchas Tradicionais.

Por outro lado, quem for adepto de um pezinho de dança, pode aguardar pelo próprio grupo de dança da terra e do grupo de zumba que, durante todo o ano, ensaiam na Associação Cultural da Cumieira para agradarem ao público nessa semana de euforia. Não esquecendo os conjuntos musicais, que também eles são elementos da própria freguesia. “Isto é tudo pessoas da terra que durante o ano se empenham e se esforçam de uma forma voluntária para fazer essas atividades. Isto torna a vila mais unida e mais alegre” – diz Maria de Fátima, residente na Cumieira. É caso para dizer que tudo é feito com a louça da casa. Os grupos são constituídos pelos mesmos elementos durante todo o ano, numa faixa etária bastante diversificada e enquanto uns fazem os espectáculos, os outros assistem. Avós, pais e filhos vivem uma semana de grandes gargalhadas.

De geração em geração

Maria de Fátima, de 49 anos e Ana Maria, de 48, são naturais da Cumieira. Maria de Fátima entrou para a banda musical quando tinha 11 anos. O gosto pela música surgiu-lhe de forma natural, mas admite que o facto do seu avô ter sido maestro da banda e ter composto ele próprio algumas peças, poderá ter influenciado um pouco. Recorda a banda como uma experiência fantástica e diz ser “não só um lugar onde se aprende música, mas também um lugar onde se faz amizades para a vida e alguns casamentos”. A banda musical da Cumieira existe desde 1830 e é também um ponto de encontro de gerações pois segundo o povo, “todas as pessoas da freguesia ou andam ou já andaram na banda. Ou então, têm alguém na família que anda ou já andou”. Assim, a banda não diz só àqueles que dela fazem parte, mas sim a toda a população da freguesia, que a estima carinhosamente, fazendo excursões para acompanhar, esperando por ela depois de um dia de festa…Foi com muita alegria que Maria de Fátima recebeu a notícia de que a sua filha também gostaria de entrar para a banda, pois sabia que “ela ia viver uma experiência única”. Quanto ao momento da despedida, os músicos descrevem-no com muita pena, mas de alma cheia. “O corpo sai, mas a alma permanece”.

Ana Maria fez a sua primeira peça de teatro aos 12 anos. Tal como Maria de Fátima, também Ana Maria seguiu as pisadas de uma geração anterior. A mãe de Ana Maria, apesar de ter uma vida árdua de trabalho, tinha também uma grande paixão pelo teatro. Era ela uma das grandes actrizes da terra. Com o passar do tempo, o teatro parou na freguesia e “foi como se Cumieira perdesse uma parte de si”. Quando o grupo actual de teatro da Cumieira surgiu novamente, foi como se renascessem das cinzas e daí o nome “Os Renascidos”. Todo ele composto por pessoas da freguesia, que mesmo sendo amadores, dedicam-se de corpo e alma à tradição da terra e às suas gentes, ensaiando várias vezes por semana, no salão principal da Associação Cultural da Cumieira. “Por mais cansada que esteja, se tiver de ir para o teatro, renovo”, diz Ana Maria. Para Ana Maria, o teatro é uma das mais belas artes, porque lhe dá uma enorme adrenalina por saber que quando entra em palco, só pode correr bem pois não há como voltar atrás, além de que considera o teatro como a primeira arte pois “toda a gente tem que fazer teatro. Às vezes temos que ser várias personagens no nosso dia-a-dia”.

Depois de toda esta grande agitação, a noite chegou. O ambiente desta pequena vila transmontana está tranquilo. Ouve-se a água da fonte do cruzeiro a cair. As cortinas do palco fecham-se. As luzes apagam-se. O rapazote repousa dentro do seu estojo verde, perdido por entre as partituras. Os elementos da banda preparam-se para um novo dia que dentro de horas bate à porta. Amanhã será o dia de carnaval. Os Cumieirenses irão sair à rua mascarados num desfile carnavalesco, acompanhados pela sua banda musical. Será mais um dia cheio de tradição, alegria e diversão. “Um povo que tem música e que tem teatro é um povo diferente”.

 

Texto da autoria de Ana Mourão Nogueira, jovem de 22 anos. Natural de Trás-os-Montes e Alto Douro, Ana formou-se em Comunicação Social e Cultura na Universidade dos Açores. Atualmente, frequenta o mestrado em Filosofia Contemporânea – Valores e Sociedade na referida universidade.

 

Encontro Nacional de Estudantes Açorianos conta com apoio do Governo Regional

Berto Messias, secretário regional Adjunto da Presidência para os Assuntos Parlamentares, salientou que o Governo dos Açores apoia a realização da segunda edição do Encontro Nacional de Estudantes Açorianos.

“Associamo-nos a este evento, em parceria com a Associação de Jovens Açorianos – Unidos Pelos Açores, esperando que, depois do evento do ano passado e desta segunda edição, seja possível criar um evento regular e cada vez com mais participantes” – frisou Berto Messias.

Na ótica do secretário regional, iniciativas como esta são fundamentais ao contribuírem para a fixação na Região de jovens açorianos que estudam no exterior.

Após o encontro com o coordenador da comissão organizadora do evento, Berto Messias garantiu que este tipo de eventos promove a Região e os instrumentos públicos de apoio para a criação de emprego, de empresas e de novas oportunidades para os participantes.

A par disso, segundo o secretário regional, dado ser organizado “numa dinâmica jovem”, o evento favorece a proatividade dos mesmos e o desenvolvimento de debates e experiências que se traduzem no enriquecimento curricular.

A segunda edição do Encontro Nacional de Estudantes Açorianos decorrerá em março e integrará diversos workshops formativos e painéis acerca de temas como o empreendedorismo e a valorização do papel dos jovens na construção do futuro dos Açores.

 

“Há mar e mar, há ir e voltar” – a minha experiência

O meu nome é Neuza, vou fazer 20 anos e estou neste momento a frequentar o meu segundo ano no curso de Comunicação Empresarial no Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto (ISCAP). Cresci e sempre vivi em São Miguel, até tomar a decisão de ir viver para o Porto e prosseguir os meus estudos académicos.

Sempre tive em mente que iria sair para continuar a estudar porque, infelizmente, a Universidade dos Açores não me oferecia aquilo que queria. Então, mentalizei a minha família e, principalmente, mentalizei-me de que seria a melhor coisa a ser feita.

Eu tinha um plano e tudo na minha cabeça, parecia não ter falhas. Obviamente acabei por me desiludir.

Por mais que tentemos, é impossível fazer tudo à nossa maneira e vamos falhar redondamente até aprendermos. Eu cresci imenso nestes quase dois anos e aprendi muita coisa e uma delas é que há situações que nos ultrapassam e não podemos fazer nada em relação a elas, então conforma-te com aquilo e segue em frente.

Ser estudante deslocado é sinónimo de coragem, de nostalgia e de orgulho pela terra que nos fez nascer.

O melhor de estudar fora é voltar é receber todo o amor que a ilha tem para dar, não existem palavras que expliquem o sentimento de voltar a casa.

Por isso, se queres sair e seguir o teu futuro “lá fora”, lembra-te de que nem tudo vai ser perfeito, que vais falhar e é normal, mas que também vais aprender muito. São os melhores anos da tua vida, aproveita!

Texto da autoria de Neuza Carvalho, jovem de 19 anos. Natural da ilha de São Miguel, Neuza estuda Comunicação Empresarial no Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto.

 

LABJOVEM, inscrições abertas

Até ao dia 28 de fevereiro estão abertas as inscrições para a sexta edição do LABJOVEM, concurso de jovens artistas.

As áreas que se integram no concurso são arquitetura, artes plásticas, artes digitais, fotografia, literatura, música e vídeo. Será atribuído um prémio de 1000 euros ao projeto vencedor de cada área a concurso.

O LABJOVEM destina-se a jovens com idades compreendidas entre os 18 e os 35 anos que sejam naturais do Arquipélago dos Açores ou que residam no mesmo há pelo menos dois anos, situação em que deverão apresentar uma declaração da Junta de Freguesia. Também podem concorrer jovens que sejam descendentes de açorianos até à terceira geração, devendo apresentar um comprovativo para tal. Podem concorrer jovens que tenham participado em edições anteriores.

O LABJOVEM assume-se como um projeto bienal que tem por objetivo incentivar e promover jovens artistas de diversas áreas. Integra duas fases, incidindo a primeira num concurso e a segunda na divulgação dos trabalhos selecionados. Trata-se de uma iniciativa promovida pela Direção Regional da Juventude e que é organizada pela Associação Cultural Burra de Milho.

Os interessados deverão inscrever-se no site: http://www.labjovem.pt/

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