Todos os posts de MegaJovem

Somos hipócritas.

Caros homens,

Este texto é, especialmente, para n(v)ós, mas, mulheres, sintam-se à vontade para o lerem também. Começo, então, por vos abordar com a seguinte afirmação “Vivemos no século XXI”, para a qual, provavelmente, surgirá a pergunta: “Sim e depois?”. Ora se vivemos no século XXI, como é possível existir tanta atitude e tanto comportamento retrógrado e preconceituoso em relação às mulheres? Sim, o assunto é mesmo este.

No passado dia 8 de março assinalou-se o dia da mulher. Um dia histórico que marca algo importante para todas as mulheres – a igualdade entre ambos os géneros, nos seus vários domínios. Comemora-se este dia pela conquista das mulheres, perante sociedades machistas, sexistas e conservadoras, dos seus direitos e do seu reconhecimento enquanto seres plenos e capazes que o são.

A verdade é que, nos dias de hoje, as mulheres são vistas e tratadas com mais respeito, maior igualdade e mais dignidade. Mas, apesar de tudo isto, eu pergunto-me: “Será isto realmente verdade?”.

A resposta, mesmo sendo óbvia, merece ser escrita. “Não”. As mulheres, apesar do muito que já conseguiram, são ainda alvo de muita desigualdade nos seus locais de trabalho, nas ruas por onde andam e nas suas casas. São muitas as circunstâncias nas quais as mulheres são alvo de discriminação e de preconceito vindo de mentes “paradas no tempo”, mas aqui pretendo focar-me num aspeto em concreto.

Então é assim. Nós, homens, somos muito hipócritas. Calma, não me atirem com as pedras já, eu explico. Digam-me, como é possível dizer-se haver tanta igualdade e tanto respeito pelas mulheres, quando as mesmas são injuriadas, difamadas e reprimidas, de uma forma recorrente, por nós? Não estão a perceber? Eu dou um exemplo (talvez polémico pela divergência de opiniões e de gostos). Está de volta um reality show muito conhecido por todos nós e com ele vêm os comentários retrógrados, machistas e sexistas de sempre ao passarem certas imagens nas televisões.

Se, por exemplo, alguma mulher neste programa se senta no colo de um rapaz ou de vários rapazes, se beija e abraça algum ou alguns rapazes, se faz uma dança (sensual ou não), se usa uma roupa mais curta e justa, é logo chamada de quê? De oferecida, de desavergonhada, de mulher pouco séria e por aí fora. E, atenção, estes são termos e comentários “não tão diretos” como os que são mesmo ditos. E quem fala deste reality show fala de qualquer outro concurso, programa, local, situação, momento no qual as mulheres são sempre apontadas como culpadas. Culpadas de serem seres livres, críticos, sensíveis, ousados, sexuais e muitos mais. São culpadas quando os homens não o são. Mas porquê? Qual a grande e misteriosa diferença para, ainda, se ver estas coisas acontecerem como se fossem normais?!

Se falamos de igualdade, falamos de igualdade para ambos e, se falamos de desigualdade, também o fazemos para ambos. Eu considero isto tudo uma grande hipocrisia, porque tanto falamos de igualdade e de respeito, quando, na verdade, nem somos capazes (sim, porque penso que isto já será mesmo uma questão de incapacidade) de perceber que certos comportamentos e certas palavras vão contra o que defendemos? Atenção que eu não me julgo nenhum deus, seja ele qual for, muito menos perfeito, mas acho que sou incapaz de fazer ou dizer tais coisas, até porque, se eu fosse uma mulher não me sentiria respeitada e tratada de forma igual. Não será hora de sermos mais empáticos e não somente simpáticos para com as mulheres? É que, no final das contas, os corpos e as mentes são delas e não n(v)ossos.

E, mulheres, esta parte é para vocês. Não dediquem o vosso tempo a tentarem-se derrubar umas às outras, por favor. Já não basta os homens fazerem-no, mesmo achando que não? É através da união, não só em marchas, em manifestos, nas redes sociais, mas, também, no dia a dia, que deverão combater todo este estigma, preconceito e desigualdade que, infelizmente, ainda existe.

Em jeito de desfecho, quero aproveitar para deixar claro que, caso não tenha sido percetível (vai se lá saber), eu sou homem e contra mim, também, falo. Afinal, repito: não sou deus, nem perfeito, mas sou capaz e quero respeito pelas mulheres!

Texto da autoria de Paulo Xavier, jovem de 22 anos. Natural da ilha de São Miguel, Paulo formou-se em Serviço Social na Universidade dos Açores

Maior festival tecnológico da ilha decorre já no próximo mês

Créditos de imagem: Miguel Feleja.

De um pequeno convívio de uma sala da universidade, o Playnesti tornou-se no maior festival tecnológico da ilha, cuja sétima edição decorrerá já no próximo mês.

O momento alto do festival é a Lan Party, isto é, os torneios de jogos que na sétima edição serão alargados a mais um dia, contrariamente às edições anteriores. Com uma duração de quatro dias, os torneios de jogos terão início a 5 de abril, quinta-feira, pelas 19h, terminando no domingo, dia 8 de abril.

Cada torneio integra uma fase grupos e uma fase de eliminatórias. Nesta última, irá ser encontrado o vencedor do respectivo torneio. A organização admite que cada equipa possua dois suplentes, os quais têm direito a entrada gratuita.

“É um evento onde os jovens podem encontrar-se e conviver numa área onde têm imenso gosto. Para além disso, podemos encontrar os melhores seminários tecnológicos da Região” – garantiu Rodrigo Freitas, presidente do Núcleo de Informática de Estudantes da Universidade dos Açores (NESTI).

A escolha dos jogos tem por base um inquérito submetido à comunidade, sendo o Counter-Strike: Global Offensive e o League of Legends os jogos “pilares” do evento. Em adição surpresa surge o jogo Overwatch, ao qual se juntam o FIFA 18, o Dirt Rally e o Rocket League.

Paulo Rodrigues, vice-presidente do NESTI

 

Nos dois jogos principais atribuem-se prémios até ao quarto lugar, enquanto os prémios dos restantes jogos abrangem os três primeiros vencedores. Nesta edição, apenas se aceita uma tolerância de dez minutos, cujo incumprimento origina a perda do jogo. Os vencedores de cada torneio irão receber vouchers das parcerias, em especial, a InforPereira. No total serão distribuídos 5220 mil euros em voucher pelos vencedores.

As inscrições poderão ser efetuadas a partir das 20h de hoje, em  www.playnesti.uac.pt sob um custo de seis euros. A par disso, os participantes deverão utilizar o seu computador e periféricos, sendo possível assistir gratuitamente. É, ainda, possível reservar lugar e levar o computador sem participar na competição, mediante o pagamento de três euros. Os participantes que sejam menores deverão apresentar uma autorização do encarregado de educação. À exceção dos jogos League of Legends e Counter-Strike, haverá compatibilidade de horários nos restantes jogos.

O segundo momento do Playnesti, que decorrerá de 10 a 12 de abril, incidirá em 9 a 12 seminários tecnológicos, estando previstas colaborações de 3 a 4 empresas. Os Esports, o marketing digital, as moedas eletrónicas, a gestão de projetos com recurso à informática são algumas das diversas temáticas que serão abordadas nos seminários tecnológicos.

“A primeira edição começou com num pequeno espaço, por isso é notória uma evolução e um aumento da aderência. Passamos de uma sala para o Pavilhão do Mar e o objetivo é continuar a aumentar o número de jogadores no evento” – concluiu Paulo Rodrigues, vice-presidente do NESTI.

Universidade dos Açores será palco de concerto-conferência

Os solistas Ana Pereira e José Teixeira, no violino, Joana Cipriano, na viola, e Marco Pereira, no violoncelo, estarão presentes, a 13 de março, no concerto-conferência que irá decorrer na Universidade dos Açores.

A iniciativa que terá início pelas 16h:30, na Aula Magna, no Campo Universitário de Ponta Delgada, contará com uma obra de Haydn e outra da composição do próprio Pedro Amaral que realizará a conferência.

O concerto-conferência resulta de uma parceria entre a AMEC/Metropolitana e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

‘Walk & Talk’ faz das cidades “verdadeiros roteiros artísticos”

Créditos de imagem: Direção Regional da Juventude.

Lúcio Rodrigues, diretor regional da Juventude, defende que apoiar o festival anual de Artes ‘Walk & Talk’ é uma mais valia, dado ser sinónimo de uma aposta na criatividade e na recuperação urbana.

O diretor regional elogiou o impacto do festival mencionado não só em São Miguel, como também na ilha Terceira, razão pela qual conclui que os apoios do Governo dos Açores assumem-se “como uma aposta ganha”.

Lúcio Rodrigues relembrou que o ‘Walk & Talk’ já integrou mais de duas centenas de criadores e coletivos artísticos em residência, com vista à criação de trabalhos inéditos nos Açores.

“Contamos, em São Miguel e na ilha Terceira, com cerca de uma centena de obras visitáveis, entre pinturas e instalações, que animam as nossas cidades e que se afirmam como um verdadeiro roteiro artístico destas duas ilhas” – salientou Lúcio Rodrigues.

Na ótica de Lúcio Rodrigues, o festival fornece aos jovens açorianos a possibilidade de se afirmarem de forma criativa e artística.

“O Governo dos Açores, não apenas através da direção regional da Juventude, mas também através de outros departamentos e direções regionais, tem estado e continuará a estar disponível para ser parceiro deste tipo de projetos, importantíssimos para a juventude açoriana” – concluiu Lúcio Rodrigues.

 

“Estou de volta!”

Créditos de imagem: @inescostamonteiro.

Rúben Pacheco Correia, empreendedor, político e estudante de Direito, defende que a ambição não tem limites. Este pensamento é um dos objetivos que o jovem escritor dita como ‘carta na manga’ para projetos futuros que ambiciona.

 

Aos dez anos escreveu o seu primeiro livro e, desde aí, tem vindo a adquirir prestígio em diversas áreas. De onde surgiu o seu gosto pela escrita?

“O meu gosto pela escrita nasce do meu enorme gosto pela leitura. Antes de escrever, é preciso se saber ler e ler bem. Desde muito cedo, na escola, aos intervalos, refugiava-me na biblioteca e devorava o que, à altura, e até presentemente, nos despertava a imaginação e a curiosidade em querer ler e saber mais. Falo, por exemplo, da célebre coleção Uma Aventura que ficará na nossa memória coletiva como uma coleção literária indispensável na aproximação dos mais jovens à leitura. Foi através desta coleção e destas escritoras, que hoje conto como amigas, que me apaixonei pelas letras”.

 

Kamel e a Lâmpada Árabe foi a sua primeira obra. Quais foram as suas fontes de inspiração para a elaboração da história?

“A minha primeira viagem fora da cultura europeia foi feita então, para a Tunísia. A curiosidade em descobrir as tradições deste povo, em querer arranjar sentido para as diferenças dos seus hábitos, alimentares, de vestuário, de língua, de cultura, enfim, despertou em mim o interesse por querer conhecer mais.

No momento, tentava arranjar explicação para tudo o que, diferente do comum para mim, acontecia à minha volta. Claro que, explicações estas espontâneas à altura, revestiam-se de muita imaginação e alguma ficção.

Era, portanto, uma criança que deambulava por caminhos desconhecidos e que, confrontado com uma nova realidade e com maneira de se ser e agir diferentes da minha, sentia a necessidade de as justificar, enquadrando-as num mundo já criado na sua cabeça, de forma a compreendê-las. Depois disso, foi o tempo de, digerindo todo este novo mundo, passar ao papel. Foi assim que nasceu o meu primeiro conto infantil”.

 

Até ao presente escreveu quatro livros. Há algum livro seu que lhe desperte especial atenção? Porquê?

“Coordenei um livro de grande sucesso regional e nacional, denominado Heróis à moda dos Açores. Este foi o livro que mais me deu gozo em participar, como coautor e coordenar, como coordenador. Depois deste, o meu último, a minha primeira novela romântica, Deixa-me Amar-te, é um livro que tem um lugar especial no meu coração, não somente que seja por ter sido o último.

Um escritor, falo por mim, mas acredito que acontece com muitos outros colegas, nunca olha para os seus livros como obras perfeitas e terminadas. Sempre que releio algo que escrevo, tenho que acrescentar alguma coisa, corrigir outra, enfim.

Algumas das grandes verdades de hoje serão menos verdade no futuro, ou até mesmo serão postas em causa na sua plenitude. E assim é na escrita também: se voltasse com o tempo atrás, mas já com a bagagem que só o tempo me trouxe e traz, não publicaria muitos dos livros, porque hoje tenho outra visão e outra maneira de comunicar.

A escrita é, portanto, um músculo, que tem de ser trabalhado. É uma pedra bruta que, ao longo do tempo, vai-se tornando menos bruta, mas nunca perfeita. Daí, que olhar para o passado e eleger “o livro” é-me muito difícil.

Prefiro olhar para o futuro e, corrigindo o que menos bem feito fiz no passado, perspetivar aí “a obra”. Quem sabe”.

 

Pretende lançar mais livros no futuro?

“Sim, claro. Apesar de, neste momento, ter muito que fazer em mãos. Mas estou a trabalhar em alguns projetos literários e em breve pode ser que haja novidades neste sentido”.

 

Como tem sido a resposta do público face às suas obras?

“Felizmente, desde que comecei neste mundo literário há 7 anos atrás, tenho sido muito bem recebido por onde passo.

Nas escolas, nas livrarias, nas Universidades ou mesmo na nossa diáspora, quer no Canadá, quer na América, que muito me tem recebido de braços abertos”.

 

Se pudesse destacar um autor, qual seria? Porquê?

“Uma questão muito difícil. Tenho várias referências. Pessoa, Saramago, Antero ou mesmo Fiodor. Enfim, qualquer um deles pela sua singularidade, pelo seu pensamento pelas suas diferentes formas de comunicarem com quem lê.

Saramago, especialmente, causa em mim grande inquietação nas linhas que nos deixou”.

 

Regressou à Juventude Social Democrata Açores. De que forma é que o gosto pela social democracia surgiu? 

“Voltei porque como o nosso povo o bem diz ‘um bom filho à casa retorna’. Saí por grande colisão quer com o líder regional do partido, quer com o mero dirigente da estrutura jovem nos Açores de então. A minha decisão parecia-me, à altura, a mais correta, na defesa da minha honra e da minha dignidade e transparência política e pessoal. Estavam colocados em causa os meus princípios e a minha dignidade enquanto pessoa e enquanto jovem interessado pelas causas públicas e políticas. E mais: o próprio principio da democracia, da pluralidade de opiniões e da liberdade estava – e continuam a estar com o líder regional do partido – colocados em causa.

Demitindo-me de todos os cargos que tinha então, despindo-me de todo este pseudo-poder que alguém pode imaginar que, erradamente, tem, saí da estrutura de forma incondicional, como entrei: ou seja, sem condições.

Empenhei-me na JSD e no PSD de corpo e alma, não colocando condições, nem querendo outra coisa que não fosse apenas ter a oportunidade de contribuir para o futuro – que será nosso – que ainda acredito e sonho para os Açores e para Portugal. A social-democracia é que me fez entrar no partido. E esta não morreu em mim. E mesmo que algum dia – esperamos que não – o partido também morra, a social-democracia manter-se-á acesa nos corações de quem a tem de forma sincera e descomprometida”.

 

Já alguma vez pensou em ingressar na carreira política?

Não escondo que gosto de política e que me sinto bem nestas lides. Não cínico ao ponto de o esconder, como tantos outros o fazem. Prefiro dizer de vez para o que venho. Claramente que este sonho de participar politicamente na construção do nosso futuro mantém-se (e cada vez mais) desperto na minha inquieta alma”.

 

Recentemente, trabalhou com o Dr. Pedro Santana Lopes. Como é que foi a experiência e que funções desempenhou?

“Apoiei sinceramente o dr. Pedro Santana Lopes, uma vez mais, de forma incondicional. Por acreditar no projeto e nas pessoas que o rodeavam. A minha função foi, sobretudo, ajudar a estrutura montada nos Açores a escolher os seus mandatários, a contactar os militantes e fazer deste projeto, na minha Região, o projeto vencedor que foi.

Vencemos nos Açores e toda a equipa, desde o mandatário regional, aos de ilha e concelhia, está de parabéns. Sobretudo um nome: Paulo Silva. Um homem que, nos bastidores, ajudou a trabalhar esta máquina sem que daí quisesse aparecer e tirar proveito. É desta forma incondicional, desta entrega descomprometida que falo e que me revejo”.

 

Rui Rio foi eleito presidente do PSD. Qual a sua opinião acerca da vitória?

“Foi uma vitória justa, uma vitória da democracia. E é assim que gosto. Só posso desejar toda a sorte ao novo Presidente, para que nos ajude a tirar desta geringonça que, à socapa, nos está a hipotecar o futuro”.

 

Paralelamente à escrita e à política, é também um jovem empreendedor. O que o motivou a inaugurar o restaurante “Botequim Açoriano”? 

“O Botequim nasce, muito resumidamente, com dois propósitos: aliar um sonho da minha mãe, a Chef da cozinha, a um objetivo meu.

A minha mãe sonhava abrir um restaurante, mas não tinha ousadia para dar o primeiro passo. Eu, pelo interesse conhecido que tenho pela literatura, gostava de criar um espaço nos Açores que homenageasse o Botequim de Natália Correia, na Graça em Lisboa, aliando a gastronomia à cultura, os saberes aos sabores.

Foi assim que nasceu o Botequim Açoriano. Um espaço de boa comida, onde se respira cultura e liberdade”.

 

Qual tem sido o balanço do seu negócio de restauração? 

“Muito positivo. Graças a Deus tem corrido muito bem. Basta pesquisarem em qualquer motor de busca online e irão ver a dinâmica que o Botequim tem trazido à Ribeira Grande e aos Açores.

Já somos, em pouco tempo, uma das boas referências gastronómicas da Ilha. E isso deve-se muito à qualidade e excelência da Chef Dodó”.

 

Recentemente desenvolveu o projeto “Botequim ComVida” que teve como primeiro convidado o Chef Chakall. Como correu a experiência? 

“Correu muito bem. O Chakall, por quem tenho amizade, ficou radiante com São Miguel. Com os nossos produtores, produtos, receitas, enfim. Temos cá nos Açores todas as condições materiais para afirmar a nossa cozinha, a nossa gastronomia, internacionalmente.

A minha missão neste sentido é dar uma pequena pedra para que se possa construir este grande castelo e os Açores têm condições de cá o fortalecer”.

 

Que receitas foram concebidas?

“A ideia foi pegar em produtos conhecidos e outros menos conhecidos dos Açores, dando um toque mais contemporâneo e multicultural ao pratos e receitas.

Foram várias as criações, como bolinhas de peixe com maionese de manga, cavala creola em bolo levedo e inhame, atum em redução de licor de maracujá, bife à regional com um toque à Chakall com chips de batata doce, derivações de ananás (bolo de milho de ananás, carpaccio de ananás)”.

 

Pode adiantar pormenores acerca do próximo chef que será convidado?

“O próximo Chefe convidado será o Chefe Cordeiro. Ex júri do Master Chef, galardoado com duas Estrelas Michelin, que são, para os Chefes de cozinha em todo o mundo, autênticos Óscares.

O evento será no próximo dia 22 de março e, à semelhança do que aconteceu com o Chakall, serão criados outros pratos, tendo-se sempre como ponto de partida os produtos dos Açores”.

 

A par do seu negócio, estuda na Faculdade de Direito na Universidade de Lisboa. É-lhe difícil gerir o seu tempo? 

“Não posso esconder que não é fácil, realmente. Não pelo tempo, mas pela distância em ter que me deslocar, várias vezes por mês, e às vezes por semana, entre São Miguel e Lisboa. Mas tem corrido bem”.

 

Por que motivo/s optou por frequentar um curso de Direito?

“Direito é um curso muito abrangente. Quer para a gestão de negócios, para a política, para a escrita, para a comunicação, oratória, enfim. É, sem dúvida, o curso que melhor se enquadra a mim”.

 

De momento está a desenvolver outros projetos? Se sim, pode adiantar alguns pormenores acerca dos mesmos? 

“Estou a desenvolver outros projetos. Um novo livro e a abertura de um novo espaço”.

 

Sessão de apresentação do Orçamento Participativo dos Açores contou com a presença de Berto Messias

Berto Messias, secretário regional Adjunto da Presidência para os Assuntos Parlamentares, esteve presente na terceira sessão de apresentação do Orçamento Participativo dos Açores que decorreu na ilha Graciosa.

Na qualidade de temáticas do OP Açores surge o Ambiente, a Inclusão Social e o Turismo, áreas acerca das quais todos os cidadãos residentes em Portugal podem apresentar propostas.

A Juventude assume-se, também, como outra temática, a qual se desdobra em três temas, designadamente Cidadania, Hábitos de Vida Saudável e Tecnologia. Nos três temas referidos são os jovens que ficam responsáveis por elaborar propostas.  A par disso, é conferida a possibilidade de as ideias serem apresentadas individualmente ou em grupo.

As antepropostas devem ser submetidas no website op.azores.gov.pt, havendo, ainda, a possibilidade de serem apresentadas nos encontros participativos, previstos em todas ilhas, a partir do dia 19 de março até ao dia 30 de abril.

 

Diretor regional da Juventude elogiou os jovens açorianos

Créditos de imagem: Direção Regional da Juventude.

No âmbito do Parlamento dos Jovens, realizado na Assembleia Legislativa regional, o diretor regional da Juventude elogiou o empenho dos jovens açorianos no que respeita à vida pública e à promoção da democracia.

Lúcio Rodrigues apelou os jovens a refletir sobre o tema “A Igualdade de Género”, mostrando convicção de que a geração atual irá pugnar por uma sociedade, onde diferença de género seja inexistente.

No que respeita à política, o diretor regional da Juventude frisou que se trata de uma realidade assumida, sobretudo, por homens, apesar de as mulheres estarem a assumir, cada vez mais, cargos de liderança na área em questão.

O Parlamento dos Jovens assume-se como uma iniciativa da Assembleia da República numa parceria entre a Assembleia Legislativa e o Governo Regional, por via das direções da Juventude e da Educação.

Este ano, a sessão regional do Parlamento dos Jovens integrou 143 alunos, oriundos de 37 escolas do ensino básico, secundário e profissional.

Voluntariado vale a pena?

Quando vemos as notícias, parece que o voluntariado deixou de ter o seu propósito.  ONG’s (Organizações não Governamentais), em que os seus presidentes usam o dinheiro das doações para benefício próprio, membros destas organizações a beneficiarem-se só por simplesmente estarem lá para terem o seu “prestígio social”, projetos em que a sua intenção não é ajudar os outros, mas sim burlarem, questionamos se o voluntariado vale a pena?

Mas o que é afinal o voluntariado? Existem vários tipos de resposta. Podem haver aqueles que dizem que é trabalhar de graça ou dar alguma coisa sem receber algo em troca ou beneficiar o outro. Todos estão certos, mas acima de tudo, o voluntariado está relacionado com altruísmo. Somos das poucas espécies em que existe esta solidariedade entre nós, talvez porque somos um ser social e por temos esta “obrigação” de haver entreajuda. Talvez porque nos apercebemos que estamos num mundo que não é perfeito e que queremos que o mundo do amanhã seja melhor que o de hoje e constatamos que nos sentimos gratificados em ajudar outros sem ter nada em troca, ao ver o sorriso do beneficiado.

Porém, mesmo após a definição de voluntariado, está a haver uma descida na taxa de voluntariado em Portugal. Pois claro, uma pessoa vê notícias negativas na televisão acerca do assunto, pelo que o voluntariado, as ONG´s e os seus membros ficam logo descredibilizados aos olhos da população, pois uma paga por todas. Mas, mesmo que haja esta desconfiança perante as ONG´s, podemos e quando falo em podemos, falo mesmo toda a gente, independentemente de todas as cores, origens, penteados, olhares, extravagâncias, religiões, estatura, idades e profissões.  PODEMOS fazer voluntariado na mesma, não precisamos de ir no verão para o estrangeiro, conseguimos fazer no nosso “bairro”: doar sangue, roupa, etc. Por mais incrível que pareça, a mais pequena ação de ajuda faz uma diferença enorme na vida do outro.

No entanto, não se deve desvalorizar as ONG´s, elas fazem uma grande diferença nas vidas das pessoas, talvez esse era o meu próximo ponto, o papel da comunicação social na sociedade. Infelizmente, estamos numa época, em que as pessoas leem cada vez menos, o que leva a uma diminuição da receita, o que faz com que cada vez mais haja uma aposta em notícias sensacionalistas. Acaba por ser mais “conveniente” para um jornal dizer que houve um roubo de um membro do que uma boa ação, o que leva a que haja um estereotipo negativo para o voluntariado.

Um bom voluntário é aquele que não se gaba por ter beneficiado alguém, mas talvez para combater esta descrença, seja melhor começar a promover ações que mudaram realmente o mundo. Por exemplo, o caso com maior sucesso é o da imunização contra a poliomielite. Em meados do século XX, a poliomielite paralisava, todos os anos, centenas de milhares de pessoas. Hoje a taxa de incidência do vírus desceu mais de 99%. Isto foi possível não apenas porque na década de 50 foi descoberta uma vacina, mas também porque mais de 10 milhões de voluntários de todo o mundo e de diversas organizações se mobilizaram nos esforços de vacinação de mais de dois mil milhões de crianças em 122 países.

O voluntariado não é fácil, ninguém disse que o era, é muito difícil, complexo, depende muitas vezes de razões externas e talvez o sistema económico não seja o melhor. Para haver a confiança das pessoas é necessário haver transparência, ter uma visão de longo prazo, há que saber utilizar melhor as doações feitas, é preciso combater os casos de fraude e promover os casos de sucesso. Não sou ninguém, dizendo o que os outros devem fazer, mas alguém consegue viver ou dizer aos seus netos que viveu numa época, marcada pela desflorestação no Brasil, pela pobreza em África, pela perda de direitos humanos em boa parte dos países, entre outras muitas coisas? Outra vez, não estou dizendo o que tu deves fazer, mas estou aqui dando a minha opinião, dizendo que o voluntariado é importante.

Só deixamos de fazer voluntariado, quando não for mais necessário, ou seja, quando não houver problemas para as gerações futuras. Quando o mundo atual viver em paz e com dignidade. Respondendo ao título, se o voluntariado vale a pena? Como Fernando Pessoa dizia:” Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”.

 

Texto da autoria de Diogo Pimentel, jovem de 19 anos. Natural de Ponta Delgada, Diogo estuda Economia na Universidade dos Açores. É, também, presidente da AIESEC, organização não governamental gerida por jovens que visa alcançar a paz e desenvolver as potencialidades do ser humano.

Empresas podem candidatar-se ao programa de Estágios da Fundação da Juventude

Até ao dia 14 de abril estão abertas as candidaturas para o Programa de Estágios de Jovens Estudantes do Ensino Superior nas Empresas (PEJENE).

Esta primeira fase do programa destina-se a empresas e entidades de acolhimento interessadas em receber estagiários, sendo que a segunda fase irá iniciar-se a 18 de abril e dirige-se a jovens estudantes que estejam interessados a candidatar-se a estágio. O programa abrange jovens que estejam a frequentar o penúltimo e último ano de qualquer curso do ensino superior.

As candidaturas podem ser efetuadas através da plataforma www.fjuventude.pt/pejene2018, onde a Fundação da Juventude divulga a lista de vagas para estágio.

Carla Mouro, presidente executiva da Fundação Juventude, salientou que, em 2017, o PEJENE conferiu prioridade a empresas que se inserissem no âmbito da Economia Laranja e da Economia Verde. No entanto, a edição de 2018 não integra critérios de preferência, conferindo, assim, oportunidade de todas as empresas apresentarem candidatura.

“Na última edição do programa PEJENE, a taxa de empregabilidade verificada após a realização do estágio foi de 23%, tendo-se verificado um crescimento de 4% face ao ano anterior” – frisou a presidente executiva da Fundação Juventude.

O PEJENE assume-se como um dos vetores estratégicos da Fundação da Juventude – Emprego e Empreendedorismo, afirmando-se como um fator de enriquecimento curricular. Desenvolvida em 1989, a Fundação da Juventude é uma instituição privada, de interesse público, sem fins lucrativos que incide na Formação, Empreendedorismo e apoio ao emprego Jovem.

Carnaval na ilha Terceira

As danças, bailinhos e comédias são uma tradição muita antiga da Ilha de Jesus, são conhecidas e apreciadas pelos seus habitantes. Durante quatro longos dias, todo o povo se apruma e mergulha numa festa incessante. As palmas ecoam por todos os salões e não há uma única pessoa que não procure uma cadeira para ver o que tanto adora.

Ao redor de toda a ilha é possível ouvir os tão afamados “foguetes” que, claro, significam que mais uma dança está para chegar. As pessoas entram em delírio e aguardam pacientemente a chegada de mais um bailinho. Têm a esperança que seja um dos seus favoritos, tais como a “Dança do Laranjeira”, “Os Rapazes de Santa Bárbara”, entre outras muito apreciadas por todos. Contudo, a surpresa já não é tão grande como era no passado, na medida em que é possível saber onde estão a atuar as danças de Carnaval, graças à aplicação “Carnaval na Ilha Terceira”.

Este foi um ano em que foi apresentada muita cultura, como é habitual, sendo que foram contabilizadas duas Danças de Espada, 49 Bailinhos, oito Danças de Pandeiro e seis Comédias, fazendo o total de 65. Todas elas têm diferentes características e diferem na forma como o espectador as vê.

As Danças de Espada são as mais antigas e muito mais longas do que as restantes, sendo que podem durar entre 50 minutos a uma hora e meia. Começam com uma marcha e passam, posteriormente, para as cantigas. Como o próprio nome indica, a pessoa que está à frente da dança irá manobrar uma espada (esta pessoa será também a que irá cantar os solos). Após toda a música e dança, é chegada a hora do teatro, que é sempre sobre os aspetos mais negativos da vida. No final, existem as “cantigas da despedida” e novamente a marcha que existiu na abertura.

Os Bailinhos podem ter duas vertentes, existem os “com mestre” e os “sem mestre”. No primeiro caso há um cantor principal que terá uma espécie de batuta nas mãos. No segundo caso poderão haver um ou dois cantores principais (às vezes mais), que irão cantar os solos. O assunto entrará depois da música inicial e é sempre sobre situações caricatas. No final, tal como na dança anterior, é cantada a despedida e ouve-se novamente os acordes da música inicial.

A Dança de Pandeiro é muito semelhante aos bailinhos, difere apenas no cantor principal. Este levará uma pandeireta, com o qual fará várias coreografias e a múltiplas velocidades. Tanto a categoria mencionada no parágrafo anterior, como esta têm a duração de cerca de 35 minutos.

Finalmente, as Comédias são as menos apreciadas pelo público em geral. Não têm música e são compostas por poucos elementos. Têm uma duração muito curta, aproximadamente 15 minutos e os assuntos diferem.

O Carnaval da Ilha Terceira começa a ser preparado desde o Verão e existem muitas pessoas envolvidas em toda a sua preparação. Começa com escritores de assuntos, que escrevem um guião apenas com rimas. Depois, os músicos que compõem as canções e a própria melodia (no caso desta ser original). As costureiras que fazem todas as roupas. Os elementos que integram as danças e bailinhos, que começam a ensaiar a meio do mês de novembro. Os condutores dos autocarros ou das carrinhas que transportam estes artistas ao redor da ilha. Por fim, os próprios salões que têm sempre comida e bebida à disposição para todos os integrantes desta cultura terceirense.

Ao longo de todos estes dias de entrudo é de frisar que a Ilha de Jesus recebe inúmeros emigrantes e turistas. Assim, o Carnaval, que muitas lágrimas faz cair e muitas gargalhadas arranca, tem o poder não só de enriquecer este povo culturalmente com algo único ao redor do mundo, mas também de enriquecer a ilha monetariamente com todas as pessoas que são recebidas. Tanto a nível da restauração, como a nível de alojamento, todos os terceirenses ficam satisfeitos com esta festa invenção do século passado.

 

 

Texto elaborado por Mariana Fortuna, jovem de 24 anos. Natural da ilha Terceira, Mariana estudou Relações Públicas e Comunicação, bem como, Comunicação Social e Cultura na Universidade dos Açores. Atualmente, Mariana é estagiária na Turangra.

×