Entrevista a Diogo Pimentel

O jovem Diogo Pimentel é o presidente da AIESEC Açores, organização global que visa a paz e o desenvolvimento das potencialidades humanas.

 

Quais são os objetivos da AIESEC?

“A AIESEC é uma organização global liderada por jovens que se esforça para alcançar a paz e desenvolver as potencialidades humanas, ativando qualidades de liderança na juventude através da aprendizagem de experiências práticas em ambientes desafiadores.

Junto com organizações parceiras, a AIESEC facilita uma rede de intercâmbios interculturais sob a forma de experiências de voluntariado e estágios profissionais”.

 De que formam é que se alcançam os objetivos da organização?

Todas as nossas experiências de voluntariado têm como objetivo alcançar, pelo menos um, dos objetivos sustentáveis da ONU, que são objetivos que a ONU se propôs atingir até 2030 e que podem vir desde igualdade de género, até reduzir o impacto das alterações climáticas.

Por isso, só podemos esperar em 2030 se se conseguiu atingir esse objetivo. Depois, temos outro tipo de objetivo que é mais interno da organização, em que queremos ser acessíveis para todos e em todo o lado, sendo uma das razões pelo que se criou uma AIESEC nos Açores.

Pretendemos, ainda, crescer disruptivamente e, finalmente, tentar adaptar e desenvolver o nosso trabalho às necessidades atuais do mundo.

Qual a importância da AIESEC?

“A AIESEC é muito importante por duas vias.

A primeira por melhorar as soft skills dos jovens, tornando-os bons líderes do futuro. A segunda é que ao fazerem isso, estão a influenciar localidades de todo o mundo, melhorando a qualidade de vida de todas as pessoas, fazendo, assim, com que estas possam atingir as suas potencialidades”.

É jovem e já assume a presidência da AIESEC. Como está a decorrer a experiência?

“Comecei a fazer parte da AIESEC em novembro de 2016 Iniciei o meu mandato enquanto presidente a um de fevereiro de 2018.

A experiência está a correr bem, tendo em conta a realidade açoriana. No entanto, estamos quase a ultrapassar os resultados do ano anterior, por isso, considero que a primeira metade do meu mandato está a ser positiva”.

Que resultados são esses?

“Em termos de voluntários. Temos tantos quanto o ano passado”.

Quais são as suas responsabilidades enquanto presidente da organização?

“As minhas responsabilidades são gerir a equipa executiva e sou responsável por todo o Local Committee (LC) em geral.

Sou também responsável por garantir que o LC tenha um crescimento sustentável, desempenhando um bom papel de acordo com The AIESEC WAY, aplicando todos os Team Standards no Conselho Executivo para garantir desenvolvimento pessoal e profissional.

Também tenho responsabilidades relacionadas com a parte financeira e de legalidades”.

Enquanto líder, que iniciativas desenvolveu ou pretende vir a desenvolver?

“Enquanto, presidente da AIESEC in Azores tenho feito parcerias com a Associação Académica da Universidade dos Açores, com outras Organizações Não Governamentais e com a comunicação social.

Temos feito vários eventos na universidade, desde a apresentações em salas de aula a apresentação de ‘bancas’.

Concluindo, gostava de acabar o meu mandato com parcerias com as câmaras municipais pois considero que iam ser uma via passível de atrair pessoas interessadas”.

O voluntariado assume-se como um pilar importante. De que forma é que a organização se dedica ao mesmo?

“O voluntariado é muito importante pois promove o desenvolvimento social, onde as pessoas fazem algo em benefício do outro.

É tirar algumas horas do dia, semana ou mês para dar atenção e ajudar a quem precisa, sem receber nada em troca, a não ser gratidão. É a isso que AIESEC se dedica.

Todos os nossos programas têm a duração de seis semanas, onde se trabalha 25 horas por semana, sem que os voluntários recebam algo em troca, só mesmo agradecimento”.

Existem requisitos para integrar a AIESEC na qualidade de membro?

 “Sim. Só há um requisito, que é ter entre os 18 e os 30 anos”.

Quais são as suas expectativas para a organização?

“Que continue a fazer o que tem feito nos últimos 70 anos”.