A Escola Secundária das Laranjeiras, em São Miguel, dispõe de um Clube da Robótica, a funcionar há cerca de um mês e meio.

Sérgio Silva, um dos fundadores do clube mencionado, salientou que se pretende conferir aos jovens a possibilidade de adquirir competências práticas na componente da eletrónica e da robótica.

“Permite-se que os jovens mexam com determinados materiais, desenvolvam uma articulação entre disciplinas e interajam. A par disso, transmite-se a ideia de abrangência da tecnologia, a qual não se limita à programação”, garantiu Sérgio Silva à MegaJovem.

Recorrendo à eletrónica e à robótica, naquele clube criam-se diversas maquetes com materiais eletrónicos e reciclados.

Geraldo Cabeceiras é um dos jovens que frequenta o Clube da Robótica e que, neste momento, se dedica à criação de uma impressora 3D. “Desde pequeno gostei de montar e desmontar peças e tive familiares envolvidos nessa área, por isso decidi arriscar neste clube e fiquei a gostar”, explicou o jovem.

Geraldo Cabeceiras, juntamente com mais dois colegas, tem de seguir um conjunto de instruções para finalizar o seu projeto. “Temos de estar atentos e seguir passo a passo cada uma das instruções de montagem. Por vezes é difícil, mas tem corrido bem. Os alunos gostam sempre deste tipo de prática”, frisou.

Outro dos projetos consiste num carro robot que está a ser construído pelo jovem António Corvelo. “Eu gosto de praticar, de fazer montagens. É um pouco difícil devido às ligações que tenho que fazer, mas estou a gostar muito porque estou a aprender algo novo. O carro será automático”, afirmou António.

Em fase final surge a Mão Robótica, maquete construída em cerca de quatro aulas. “A Mão Robótica pega em objetos até, aproximadamente 100 gramas. É controlado pelo comando ou computador e alimentado com pilhas”, salientou o jovem Hugo Soares, um dos criadores da Mão Robótica.

Rodrigo Raposo é um dos jovens que se está a dedicar à construção de um Braço Mecânico. “Eu estou gostando e a construção está a ser normal, não muito difícil. Estou a construir um motor para levantar peças. Este é um projeto de cinco aulas”, adiantou. Paulo Benevides também contribui para a construção do Braço Mecânico. “Há vezes em que é difícil porque tem muitos pormenores. Eu gosto é da prática, do montar as peças, a parte teórica não é para mim”, defendeu.

Henrique Medeiros é outro dos membros do clube. “Sempre gostei muito de robots e tecnologia. Construí este robot com materiais reciclados. Estou a gostar muito porque estou a aprender e, ao mesmo tempo, a divertir-me”, destacou.

O Clube da Robótica engloba cerca de 25 membros, sendo a aderência positiva. “Estamos aqui apenas há um mês e meio e já temos todos estes jovens. Há alunos que não estão inscritos no clube, mas que ao verem os trabalhos, ficam entusiasmados. Os alunos que integram a Educação Tecnológica são os que mais aderem”, explicou o docente Sérgio Silva.

Sérgio Silva foi um dos fundadores do Clube da Robótica, uma iniciativa que contou com o apoio da direção regional da Ciência e Tecnologia.