Ciro Cruz é um baixista brasileiro que partilhou o palco com diversos artistas, como Fagner, Ed Motta, Banda Black Rio e Gabriel o Pensador. Em outubro do ano passado editou o álbum ‘Fénix’ e o seu novo single intitula-se ‘Rio de Janeiro’.

Como surgiu o seu gosto pelo baixo?

“Foi por acaso. Eu tocava bateria numa banda do colégio quando tinha uns 16 anos e o baixista faltou à nossa primeira atuação. Eu assumi o baixo, adorei e não larguei mais”.

 

Qual o seu estilo de música preferido? Porquê?

“Gosto muito do Funk por ser um estilo em que o baixo se destaca muito”.

Quais as suas fontes de inspiração?

“Inspiração? A vida, o convívio com as pessoas”.

Onde atuou pela primeira vez? Como foi a experiência?

“A minha primeira atuação a sério foi em um teatro em Recife com a minha primeira banda ‘Ave Noturna’. Muito nervosismo!”.

Quantas atuações já realizou até ao presente?

“Com certeza milhares”.

 Qual a sua atuação preferida? Porquê?

“A minha atuação preferida foi com o Gabriel o Pensador quando fizemos a primeira parte do concerto dos U2, em São Paulo. Tocamos para um estádio lotado”.

No Brasil atuou ao vivo com artistas como Fagner, Ed Motta, Banda Black Rio, Gabriel o Pensador, entre outros. Como decorreu a experiência?

“Uma experiência incrível, aprendi muito e fiz muitos amigos para a vida”.

Como foi partilhar o estúdio com Stewart Copeland, Delmar Brown e Howard Levy?

“Partilhar estúdio com artistas desse nível é um grande impulso para a carreira. Deixa-nos mais confiantes e a certeza de que o caminho que estamos a escolher é o certo”.

Trabalhou com artistas de origem distinta. O que lhe despertou atenção na forma de se valorizar a música nos diferentes países?

“A musica é uma linguagem universal. Toca as pessoas e não há diferença entre povos ou países. A cultura pode ser diferente, mas a emoção de ouvir música é igual para todos”.

Em 2005 mudou-se para Portugal. Porquê?

“Mudei-me para Portugal para resgatar as minhas raízes. Meu pai nasceu cá e houve uma altura da minha vida em que precisei experimentar novos desafios”.

‘Fénix’ é o seu quarto álbum. Como foi trabalhar com João Barradas, MC Big Papo Reto e Raphael Lopes?

“São grandes músicos e grandes amigos principalmente. Muito fácil e tranquilo”.

A que se deveu a escolha do nome do álbum?

“A escolha do título ‘Fénix’ foi para assinalar o final de um período de muita luta a nível pessoal. Passei por um momento muito difícil com um diagnóstico de um problema de saúde muito grave e, depois de quatro anos, consegui ultrapassar e vencer esta luta”.

‘Rio de Janeiro’ é o se novo single. Apresenta um tom nostálgico?

“Sim, um pouco de nostalgia e boas lembranças das grandes bandas Cariocas”.

 Como tem sido a reação do público face ao seu novo single?

“Tenho recebido boas críticas e muitos elogios pelas redes sociais. Estou muito contente com o resultado”.

De momento está a desenvolver algum projeto? 

“Sim, já estou a compor para o quinto álbum que devo gravar no próximo verão”.

Quais são as suas expectativas futuras no âmbito musical?

“Eu quero fazer música simplesmente por fazer. Acho que prefiro não ter grandes expectativas. Fazer música, trabalhar e seguir em frente…”.