Pop, folk e fado são a aposta dos ‘Banho Maria’, uma banda de seis elementos que se juntaram há três anos.

 

Seis membros. Como se conheceram e quando decidiram formar banda?

“Os Banho Maria acontecem na sequência do trabalho realizado numa banda de covers chamada “Devolta”, da freguesia de Atouguia, em Ourém.  Quatro elementos dessa banda, a Cláudia, o Tomané, o Paulo e o Tiago, motivados por uma vontade conjunta de criar originais, decidiram criar os Banho Maria em 2015. O João, que em adolescente havia criado alguns temas originais com o Tomané e que conta com experiência do meio, e o Miguel, violinista, juntaram-se ao grupo e em 2016 decidiram gravar uma seleção de alguns temas em que trabalharam durante 1 ano”.

 

É difícil alcançar consenso numa banda numerosa?

“A relação tem sido muito boa, considerando o facto de serem seis pessoas, naturalmente com personalidades e idades diferentes. Claro que num determinado momento pode haver algum episódio de tensão, mas nada que tenha posto em causa o consenso em tudo o que envolve a banda, nem que se opte pela via do voto democrático”.

 

Como está a decorrer a experiência?

“Está a correr bem acima das expectativas, uma vez que já fizemos o que não imaginaríamos para uma banda, que não é das grandes cidades e que aparece sem grande alarido e pouca experiência num primeiro disco”.

Porquê a aposta no pop, folk e fado?

“Porque é o somatório da música que nos toca, que nos influencia e aquela onde nos sentimos mais confortáveis no momento da criação. Sendo estilos diferentes, tentamos de certa forma e, com a ajuda preciosa do produtor Nuno Roque, cruzar estes estilos dando-lhes um toque ‘Banho Maria’ apoiado na voz personalizada da Cláudia e na introdução do violino pelo Miguel”.

 

Onde atuaram pela primeira vez?

“As primeiras apresentações foram para amigos e família. Depois, surgiu uma apresentação singela no programa “masterclass” da RTP, com o João Gil, apenas em dueto da Cáudia e Tomané, Mas a primeira apresentação pública com reportório e banda completa decorreu no Castelo de Ourém, numa noite gelada de verão, em julho do ano passado. A experiência foi muito boa, marcante e por isso mesmo inesquecível”.

 

Qual a vossa atuação preferida?

“Precisamente a da apresentação no Castelo de Ourém por tudo e, desde logo, pelo público, local e envolvência”.

 

Como está a ser a reação do público face ao vosso álbum de estreia ‘Casa do Castelo?

“A nossa experiência dessa reação do público passa por avaliarmos os nossos concertos, aparições nas televisões e presenças nas redes sociais e, nestas situações, só poderemos estar satisfeitos. Claro que a partir dum certo momento queremos mais e nem sempre tudo acontece ao ritmo que desejaríamos, nomeadamente no que respeita à divulgação da música nova nas rádios generalistas, mas os Banho Maria não têm pressa e acreditam na música que fazem e no potencial para essa música agradar a um público vasto”.

 

Que elementos foram responsáveis pela escrita das músicas?

“Essencialmente o Tomané e a Cláudia mas com participação estendida aos restantes elementos nos arranjos e produto final”.

 

Em que se inspiraram para a realização do álbum?

 “A amizade e os laços familiares, os amores, boa parte deles ingénuos, as dúvidas existenciais, a mistura do rural e urbano”.

 

‘Procuro uma linha reta/ com alguns desvios’. O que pretendem transmitir? 

Não pretendemos apelar à transgressão, mas antes questionar se aquilo que é muitas vezes estabelecido como correto ou atitude correta o é efetivamente”.

Foram selecionados para a bolsa do Outonalidades – Circuito português de musica ao vivo 2018. Um grande marco, certo?

“Numa fase de afirmação e início de carreira qualquer reconhecimento para nós é muito importante. Esperemos que possa dar frutos pois a nossa vocação é precisamente a dos espetáculos ao vivo”.

 

De momento estão a desenvolver/pretendem vir a desenvolver algum projeto a nível musical?

“Estamos no início da criação de novos temas para um trabalho e a ensaiar empenhados em garantir bom espetáculos ao vivo deste nosso álbum estreia ‘Casa do Castelo’.

 

14) Quais são as vossas expectativas futuras no âmbito musical?

“Consolidar os Banho Maria como um projeto válido da música nacional”.