Créditos de imagem: Coliseu Micaelense.

Em pequena agarrava-se à televisão e tentava cantar ‘Con te partirò’ de Andrea Bocelli. Soul e Blues são os seus géneros musicais de eleição. Laura Vargas é uma jovem cantora que já conta com mais de uma centena de atuações.

 

“Desde muito pequena que me recordo de passar grande parte do meu tempo livre a ouvir música bem alto e a cantar” – confessou a jovem à MegaJovem.

 

Aos 12 anos integrou o coro infantojuvenil Edmundo Machado Oliveira, experiência que lhe intensificou o gosto pela música e que lhe “abriu as portas” para a sua atual banda, a Banda 8. De entre as suas fontes de inspiração destaca Amy Winehouse, Ray Charles, Donny Hathaway, Lianne La Havas, Lauryn Hill, Gary Clark Jr,entre muitos outros artistas.

É no Soul e no Blues que a jovem admite encontrar a sua sonoridade.

 

“Adoro mesmo. No Soul, as vozes quentes, as letras cruas e normalmente as back vocals dão um toque brilhante aos temas. No Blues, o som característico da guitarra que quase que fala e todo o background histórico. É a minha ‘casa’”.

 

No decorrer do 12º, Laura estudou canto, na vertente lírica no conservatório de Ponta Delgada. Deixou São Miguel e partiu para Lisboa, onde frequentou o curso livre de Jazz no Hot Club. Nos dois nos seguintes, Laura foi acompanhada particularmente pela professora de Jazz Cláudia Franco.

A sua atuação de estreia foi no Dinu’s bar.

 

“Devo dizer que foi uma experiência maravilhosa, das primeiras vezes em que senti que estava mesmo, mesmo feliz, apesar dos nervos e falta de experiência. Lembro-me de sair radiante do concerto e de tanta felicidade, me custar a adormecer”

 

Para a jovem cada performance é especial “à sua maneira”, mas destaca o Festival da Graciosa, da Povoação e o Chicharro como atuações memoráveis. “Foram concertos de grande magnitude e abrimos o recinto para grandes artistas. No fundo, foram concertos que me deram maior noção do que eu queria e do que poderia vir a ser o meu futuro”.

No palco sente-se em casa.

 

“Sabem aquela sensação de comer a comida da avó ou da mãe após meses fora? Aquele conforto, felicidade… é o que sinto quando estou em palco. Sinto que pertenço a algum lugar. Sinto que todos os problemas são solúveis e que naquele momento eu, a banda, o público somos um, estamos a trocar energias, a celebrar a vida seja na dor ou na felicidade”.

 

São duas as bandas que a jovem frequenta, a Banda 8 há cerca de 4 anos e a banda Laura Vargas há cerca de um ano e meio. “A Banda 8 foi projeto que me apresentou à comunidade açoriana. Foi a primeira banda de que fiz parte e que fez com que o amor que tenho pela música se tornasse maior. Ouviram-me a cantar no coro e convidaram-me para um casting e lá decidiram ficar comigo”.

Na banda Laura Vargas é a jovem que comanda. “Tem sido uma experiência maravilhosa, onde sou eu que decido tudo, deste os temas até ao arranjar concertos. Tem-me feito crescer imenso”.

Laura garante que prefere atuar em conjunto. “É uma dinâmica diferente e é engraçado perceber a sonoridade de cada um e como esta funciona em grupo”.

“Por insistência de amigos” decidiu aderir ao The Voice Portugal.

 

“Não estava propriamente nos meus planos, à última da hora decidi fazer o casting. Não tinha nada a perder e queria superar um grande medo que tinha. A experiência, de uma forma muito breve, fez-me perceber como funciona o meio televisivo e tudo o que isto envolve. Desenvolvi uns nervos de aço e tive a oportunidade de mostrar a Portugal um pouco do que sou”.

 

Conta já com centenas de atuações e entusiasma-se de tal forma ao ponto de “saltar de um lado para o outro de saltos altos” e torcer os pés. “Toda a gente fica naquele limbo de ‘vou rir ou vou ficar preocupado’ e o rir ganha, com um pouco de preocupação (risos). Basicamente a banda, eu e o público muitas vezes temos momentos de riso em grupo devido à minha incrível destreza”.

Há já 13 anos que o Voleibol faz parte da vida de Laura que, atualmente, joga no Odivelas Voleibol Clube.

 

“Na minha família sempre fomos instigados a praticar atividade física, já tendo eu passado por diversos desportos.

O voleibol no fundo, é o desporto da família, o meu pai é treinador e jogador, a minha mãe jogou, atualmente a minha irmã também joga. Logo após ser-me apresentado o desporto fiquei rendida, até hoje”.

 

Laura sonhava ser juíza e estudar Direito, mas acabou por ser colocada em Relações Internacionais, curso que frequenta atualmente. “Foi a minha segunda opção e escolhi-o porque era um curso bastante abrangente. Na altura, o meu pensamento foi de que o iria concluir com uma bagagem ampla”.

De momento, a jovem esperar terminar a licenciatura e integrar o mercado de trabalho, dada a dificuldade em sobreviver somente através da música. “É muito difícil viver da música, nada é certo e não existe um salário fixo no final do mês. Talvez a música vá entrar em stand by durante uns tempos. Está tudo em aberto”.

A próxima atuação de Laura Vargas decorrerá no Raiz Bar, a 27 de abril. “Espero que venham celebrar a música e a vida connosco!!” – salientou.