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Quem sofre de bullying, geralmente sofre calado. País e professores pensam que os jovens se encontram seguros e se sentem bem na escola.

Na verdade, na maioria das vezes há essa segurança, mas também há uma percentagem de jovens que sofre todos os dias na escola. Ou por serem frágeis ou por serem considerados ”marrões” (usando a gíria dos estudantes) ou por qualquer outro motivo. Estes alunos mantêm-se calados, sem contar o seu problema, por medo do bully (pessoa que pratica o bullying) ou porque já tentaram fazer queixa e infelizmente não são ouvidos.

Os auxiliares pensam que é coisa de miúdos e deixam passar. Os professores não têm normalmente a noção da realidade do assunto e os colegas desvalorizam. Esses jovens que sofrem de bullying vão crescendo, traumatizados, assumindo sempre para si a culpa da situação por se acharem demasiado feios, gordos ou estudiosos. Em suma, devido à sua baixa autoestima. Os casos de bullying vão sendo sempre abafados, esquecidos, deixados para trás porque ninguém gosta de remexer nestes assuntos.

O pior é que os bullies muitas vezes não percebem o que estão a fazer à vítima, para eles é uma coisa natural pois ninguém lhes explicou que o que estavam a fazer era errado.

Obviamente falo aqui do bullying psicológico, o pior de todos, o que nos deixa as cicatrizes mais profundas, não fisicamente, mas na alma, podendo chegar ao suicídio. A escola não faz nada. Muitas vezes sabe desses casos, mas deixa passar por pensar serem casuais e que não vão voltam a acontecer. Mas voltam sempre a acontecer e o pensamento de que foi uma situação casual continua.

Texto da autoria de Francisco Gomes, jovem de 17 anos.