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Hoje os estudantes da Universidade dos Açores apresentaram um manifesto reivindicativo, numa iniciativa intitulada de ‘movimento de 24 de março’.

Organizado pela Associação Académica da Universidade dos Açores, por diversos núcleos de estudantes e alunos em geral, o movimento defende uma maior participação dos estudantes no Conselho Geral. “Antes o Conselho Geral integrava quatro alunos, agora são apenas dois. Não tem lógica diminuir o número de estudantes, isso significa diminuir o nosso papel” – garantiu o estudante João Almeida à MegaJovem.

De entre as reivindicações destaca-se a aplicação efetiva do passe sub-23, de modo a apoiar jovens deslocados dentro da própria da ilha. Pretende-se, ainda, aumentar as bolsas, o valor das mesmas e o número de estudantes abrangidos, bem como, conferir melhores condições materiais nas residências já existentes e alargar o horário da biblioteca e da sala de estudo.

“O manifesto reivindicativo tem por objetivo a melhoria da qualidade do ensino. A ideia aqui é acima de tudo procurar um maior investimento a nível do ensino superior, mais qualidade e um apoio superior aos alunos deslocados” – explicou João Almeida.

Marcos Bicho, presidente da Associação Académica da Universidade dos Açores, garantiu que o comunicado se apresenta como o início do processo de reivindicação. “O próximo passo é recolher assinaturas e construir um documento que exponha mais situações relacionadas com os alunos” – frisou o presidente. Os problemas que constam no comunicado, de acordo com Marcos Bicho, prolongam-se há anos e não se resolvem “por teimosia”.

A título de exemplo, o presidente fez referência à residência da Universidade dos Açores que “nos meses de verão continua a ser alugada a elementos externos, por motivos de lucro, em vez de se proceder às remodelações necessárias”.

O movimento de 24 de março assume-se como uma iniciativa organizada pela Associação Académica da Universidade dos Açores, pela Comissão de Praxe e pelos núcleos de Relações Públicas e Comunicação, Estudos Euro-Atlânticos, Proteção Civil e de estudantes de Direito.