Hoje decorreu a segunda sessão do Ciclo de conferências da Escola Secundária Antero de Quental que contou com a presença de Carlos Melo Bento, advogado e historiador, numa reflexão sobre o movimento autonómico dos Açores.

Na ótica de Carlos Bento, a autonomia dos Açores necessita de um aumento dos poderes, sobretudo no que se refere à segurança e às finanças.

“Os órgãos autonómicos têm que ter poder legislativo e administrativo que abranja as finanças e a nossa segurança. As polícias têm que ser dependentes diretamente de nós. O exército não porque não faz parte da autonomia” – garantiu Carlos Melo Bento à MegaJovem.

O historiador destacou o contributo da Escola Secundária Antero de Quental para o processo autonómico, salientando que “todos os grandes autonomistas andaram nestas cadeiras. Foi o liceu que criou as vias de acesso ao ensino superior que depois permitiu aos autonomistas idealizarem uma autonomia”.

Ulisses Barata, diretor do conselho executivo da Escola Secundária Antero de Quental, salientou que o ciclo de conferências que está a decorrer permite transmitir aos alunos a importância e o contributo da escola em questão para a conquista de liberdade do povo açoriano.

A primeira sessão do Ciclo de Conferências da Escola Secundária Antero de Quental contou com a presença João Bosco Morta Amaral, cuja reflexão também incidiu no processo autonómico açoriano.