Psicomotricidade? Reabilitação Psicomotora? O que é? Testemunho de uma estudante

28459042_10213641737732564_2054023298_n

Créditos de imagem: Filipa Rebelo: tapete sensorial desenvolvido no âmbito da licenciatura de Reabilitação Psicomotora.

Sou a Filipa, tenho 20 anos e estou no terceiro e último ano da licenciatura em Reabilitação Psicomotora, na Faculdade de Motricidade Humana – Universidade de Lisboa.

Desde o secundário, esta foi a minha primeira opção por saber que poderia ajudar e fazer diferença na vida de alguém e, ao fim de três anos, estou certa que fiz a melhor escolha. É um curso interessante e curioso por ainda não ser conhecido em todo o lado. Fez-me explorar, aprofundar e querer espalhar isto da “Psicomotricidade”. A Psicomotricidade é uma ciência e terapia que tem como principal instrumento o corpo em movimento para o desenvolvimento de competências afetivas, cognitivas e emocionais, daí se justifica que Psicomotricidade advém da junção dos termos “psique” que significa mente/alma e “moto” que quer dizer mover frequentemente.

A população dos psicomotricistas (designação dos profissionais em Reabilitação Psicomotora) vai desde os 0 aos 100 anos, já que atua em diferentes vertentes, tais como terapêutica/reeducativa, educativa ou preventiva. Posto isto, a intervenção psicomotora tem como foco os processos de aprendizagem e de comportamento motor por meio das características do sujeito, como as suas adaptações a nível cognitivo, físico e socioemocional para que o resultado seja uma melhoria da qualidade de vida e promoção da saúde. Para a intervenção ser bem-sucedida, o psicomotricista terá de ver o seu cliente no seu meio e ter em conta não só fatores pessoais, como familiares, mas também da própria comunidade. Os psicomotricistas intervêm então, principalmente, com pessoas com deficiência ou incapacidade, demências, perturbações do desenvolvimento, dificuldades de aprendizagem e, ainda, pessoas com deficiência mental.

Mas e onde trabalham os psicomotricistas? Em qualquer lado onde a Psicomotricidade como área de intervenção seja bem-vinda, podendo ir desde hospitais, centros de saúde, serviços de psiquiatria e pediatria, instituições privadas de solidariedade social, lares e centros de acolhimento a crianças e jovens, centros de dia e lares para idosos, creches, jardins de infância, clínicas privadas, centros de atendimento a pessoas com toxicodependência e escolas.

A imagem apresenta um tapete sensorial que permite experimentar diversas texturas e sensações através do toque, como algodão, plástico, esponja, areia, folhas e madeira. Contém, ainda, números complementares que podem ser utilizados em simultâneo para estimulação da cognição.
O tapete sensorial foi desenvolvido no âmbito da licenciatura Reabilitação Psicomotora.

Texto da autoria de Filipa Chálim Rebelo, jovem de 20 anos. Natural da ilha de São Miguel, Filipa estuda Reabilitação Psicomotora na Faculdade de Motricidade Humana, em Lisboa.

Comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *