Ponta Delgada tem muito a fazer em prol da comunidade LGBT, sigla que se refere a Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros…Cada vez mais se ouve dizer que Ponta Delgada está cada vez mais aberta em termos de sexualidade e em termos de aceitação entre todas as orientações sexuais, mas infelizmente não é bem assim.

Ainda há muito preconceito, muito falatório e muita recusa pelas diferenças entre seres humanos. Ainda existe a mentalidade de que ver um casal heterossexual “na marmelada”, ou seja, em contactos considerados íntimos, é menos incomodativo comparado ao ver um casal homossexual acariciando-se, de braço dado ou de mão dada.

Na cidade de Ponta Delgada ainda há muita coisa a fazer para garantir a inserção de todas as camadas sociais. É preciso, em primeiro lugar, desmistificar a ideia estereotipada de que a comunidade LGBT se foca apenas em festas, paradas e afins e que um homossexual é alguém espalhafatoso, criador de enredos e confusões. Pelo contrário. Isto prende-se com a personalidade de cada um, não com a sua orientação sexual.

Em segundo lugar, é fundamental oferecer serviços e espaços que, ao contrário do que as pessoas pensam, não têm o propósito de nos segmentarmos da sociedade, mas sim de estimular a instauração do comércio e dos serviços em prol da comunidade LGBT e das restantes comunidades. É necessário estimular cada vez mais o turismo vocacionado para a comunidade LGBT e haver um equilíbrio para não gerar um défice do desenvolvimento sustentável turístico.

Em terceiro lugar, e não menos importante, é vital que os espaços públicos, de entretenimento noturno, por exemplo, saibam aceitar e acolher todas as camadas sociais sem descurar dos conteúdos legais.

Concluindo, é importante seguir estes passos para que se possa integrar com maior facilidade a comunidade LGBT na sociedade.

 

Texto da autoria de Pedro Morais, jovem de 22 anos. Natural de Lisboa, Pedro vive em Ponta Delgada, onde estuda Turismo e pertence à comunidade LGBT