Embora não seja tão perfeito, adorei o primeiro filme da trilogia Maze Runner. Infelizmente, o mesmo não pode ser dito do segundo: The Scorch Trials. Algo no filme criou algum tédio na maneira como desenrolaram a ação depois dos personagens fugirem do labirinto no primeiro filme, entre muitas outras coisas que, na minha opinião, poderiam ter ficado de fora. Já neste terceiro filme, só o facto de ter demorado um ano para o lançar (e, sim, ouve o tal incidente nas filmagens com o Dylan O’Brien que faz de “Thomas”) fez-me perder um pouco de emoção e impaciência pois torna-se aborrecido ter de relembrar os personagens e os acontecimentos dos filmes anteriores.

Mas, colocando tudo isso de parte, acho que este filme foi o melhor dos três porque não perderam tempo em introduções, como é o habitual em todos os filmes e que é compreensível e até agradável para quem vê pela primeira vez, obviamente. Existe uma enorme quantidade de cenas de ação que eu, pessoalmente, adoro e também fico especialmente agradecido de não haver quaisquer cenas de comédia como tem sido uma espécie de “moda” nos filmes de hoje em dia em que não se enquadra de maneira nenhuma, mas paciência vamos colocar na mesma.

 

Agora, em termos de personagens, aqui estão alguns que eu realmente gostei neste filme.

 

Dylan O’Brien (Thomas) fez, na minha opinião, um excelente trabalho (como sempre) neste filme. As suas expressões faciais são muito realistas e ainda mais exaltantes, embora tivesse ficado um bocadinho mais contente se ele morresse no fim com a Kaya Scodelario (Teresa) para aumentar ainda mais o romance que havia entre os dois. Apesar de ambos terem condutas e objetivos diferentes, e cujos esses objetivos iam de encontro uns com os outros, houve sempre uma faísca na relação. Esta era complicada, sem dúvidas nenhumas, mas tornou o filme muito mais apelativo e para quem é fã até criou alguma revolta nos espectadores devido ao facto de Thomas se sentir daquela maneira por uma pessoa que o traiu.

 

Thomas Brodie-Sangster (Newt), assim como o Thomas, tem um papel muito importante no filme, mas também é como um irmão para Thomas, pelo meu entender.  Embora não haja muito ação vinda dele, eu acho que ele teve um papel muito importante para o desenrolar da história e também para a representação de Thomas, pois um sem o outro não seria a mesma coisa.

 

Aidan Gillen (Janson), que tem um papel no Game of Thrones chamado (Petyr Baelish) aka ‘Littlefinger’, tem simplesmente uma qualidade de postura e de interpretação tremenda e interpreta o papel de “mau da fita” extremamente bem.

 

Em Kaya Scodelario (Teresa) que, como já falei anteriormente, tem uma relação complicada com Thomas e aparenta ser uma pessoa má, é possível observar, através das suas expressões faciais e maneira de agir, a sua genuinidade e sinceridade com que ela trata de arranjar a cura para o vírus que se espalha pelo mundo fora.

 

No geral, o filme foi bom, claro que houve muitas cenas demasiado previsíveis e isso nunca é apreciável num filme, mas não vou tirar o crédito que este merece. Aconselho a quem ainda não viu o filme, mas viu os últimos dois, a ir ver porque é de certeza uma melhoria do segundo, o que é muito agradável no terminar de uma trilogia.

 

Texto da autoria de Fernando Nunes, jovem de 20 anos. Natural da ilha de São Miguel, Fernando formou-se em programação na ENTA, Escola de Novas Tecnologias dos Açores. Atualmente, dedica-se ao desenvolvimento de aplicações móveis no centro “Tetrapi” que visa o apoio escolar.